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Hospital de São José

O Hospital de São José MHL (HSJ) é um hospital central, universitário e polivalente que integra desde 2024 a Unidade Local de Saúde de São José, anteriormente designada por Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC), e Hospitais Civis de Lisboa (HCL), que por sua vez pertence ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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História

Hospital Real de Todos os Santos

O antigo Hospital Real de São José e actual Hospital de São José sucedeu ao antigo Hospital Real de Todos os Santos, que teve o seu arranque a 15 de maio de 1492. Contou com a presença do Rei D. João II, na altura do seu quadragésimo aniversário, apenas três anos antes da sua morte em Alvor. A sua inauguração ocorreu nove anos mais tarde, no reinado de D. Manuel I, em 1501. A obra esteve a cargo do Mestre das Obras do Reino, o arquitecto Diogo Boitaca. Situava-se no Rossio, ocupando a área da actual Praça da Figueira. A 27 de outubro de 1601, deu-se um dos grandes incêndios que destruiram quadros dos Reis de Portugal e as pinturas afresco maneiristas. Outro incêndio deu-se a 10 de agosto de 1750 e um terceiro a 1 de novembro de 1755, resultando do Terramoto de Lisboa. A ironia foi a de que o Hospital Real de Todos os Santos foi destruído no seu próprio dia, o dia de Todos os Santos.

Criação do Hospital de São José

Só mais tarde e fruto da destruição do anterior e resultado da fusão de pequenos unidades hospitalares o Hospital de São José fica instalado no espaço do Colégio de Santo Antão, dos jesuítas entretanto expulsos, e a sua nomenclatura ficou determinada pela denominação comum aos que se juntaram como - de Todos os Santos (Omnia Sanctorum). Foi também "Hospital Real" e, simultaneamente, Hospital dos Pobres. As letras O e S mantêm-se até hoje no símbolo que representa a instituição. Conta na sua Igreja com pinturas de Fernão Gomes, em talha dourada.

Incêndio de 2005

Em 2005, novo incêndio deflagrou numa das arrecadações. A sala e o equipamento médico ficaram completamente destruídos. Os "raio-x" ficaram irrecuperáveis. As salas de recepção e reanimação ficaram inutilizadas, pois a água utilizada no combate ao fogo fez o tecto ruir. O incêndio foi combatido pelos Bombeiros Sapadores de Lisboa e pelos Bombeiros Voluntários de Lisboa, totalizando 55 homens e 11 viaturas. As causas do incêndio, que se iniciou numa arrecadação do piso superior e que rapidamente se alastrou à sala de urgências para doentes poli-traumatizados, ainda são desconhecidas.

História recente

A 8 de junho de 2016, a sua Unidade Cuidados Intensivos Polivalente Neurocríticos (UCIPNC) foi feita Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique, pelo sucesso no nascimento de um bebé do ventre de uma mãe em morte cerebral. As insígnias foram entregues à equipa da unidade em cerimónia realizada no dia 5 de setembro de 2017.

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Fontes consultadas

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