Algarve
A Região do Algarve ou simplesmente o Algarve é uma região e sub-região portuguesa situada no sul do país. Está composta pela mesma sub-região, 16 municípios e 67 freguesias, sendo a cidade de Faro a cidade administrativa.
Na época romana a região era denominada Cinético (Cyneticum) devido ao nome do povo indo-europeu nativo, os cinetes ou cônio (cynetes ou conii em latim). O topónimo Algarve (pronúncia [aɫˈɡaɾv(ɨ)) tem origem na expressão árabe الغرب (Algarbe) que significa "o oeste", "o ocidente". De facto, a expressão completa era Algarbe Alandalus (Gharb al-Ândalus ou Algarbe Andalusino (Al-Gharb Al-Àndalusi) nome atribuído ao actual Algarve e ao Baixo Alentejo durante o domínio muçulmano, significando "Andaluz Ocidental", pois era a parte ocidental da Andaluzia mourisca.
Época pré-romana
Existem registos arqueológicos de povoamento humano no Algarve, como é o caso da Estação arqueológica de Vale Boi, que datam de há mais de 30 mil anos. Como era habitual na altura em questão, tais povoações tinham um carácter nómada. Posteriormente, com o advento da agricultura e o surgimento de um estilo de vida mais sedentário, assentamentos fixos proliferaram em várias partes da região algarvia, sendo o povoamento calcolítico de Alcalar, que atingiu dimensões consideráveis, um dos mais notáveis e bem preservados exemplos de tais sociedades. Do neolítico e calcolítico sobrevivem ainda diversos monumentos megalíticos na forma de menires, cromeleques e antas, como a Anta das Pedras Altas, a mais bem preservada em território algarvio.
Época romana
Antes da integração definitiva dos cónios no Império Romano, durante o período que vai de cerca de 200 a.C. a 141 a.C., estes encontravam-se sob forte influência romana mas gozavam de elevado grau de autonomia. Devido, em parte, ao relacionamento favorável com os romanos, os cónios haviam tido alguns conflitos com os lusitanos que, sob a liderança de Cauceno (Kaukenos), o chefe lusitano anterior a Viriato, tinham conquistado durante algum tempo o seu território, incluindo a capital, Conistorgis (de localização ainda desconhecida, num monte a norte de Ossonoba, atual Faro, ou talvez Castro Marim) no ano 153 a.C. Devido a esse conflito com os lusitanos, por um lado, e por outro devido à influência cultural das civilizações mediterrânicas, ao contrário de muitos dos povos pré-romanos de Portugal, foram aliados dos romanos durante algum tempo e não seus adversários, diferindo da atitude de outros povos tais como os lusitanos, os célticos e os galaicos, que foram fortes opositores à conquista romana.
Reino Visigótico
Apesar da Península Ibérica ter sido conquistada pelos chamados povos bárbaros (vândalos, alanos, suevos e depois visigodos) na época das invasões bárbaras, a cultura romana e o cristianismo permaneceram. Em 511 os visigodos e os ostrogodos foram forçados a deslocar-se para Castela. Em 531, após a morte de Amalarico, filho de Alarico II, a antiga estrutura visigótica desintegrou-se e, com a fusão dos elementos romanos e germanos, uma nova cultura começou a surgir na parte central e setentrional da Hispânia, antiga província romana. No ano 552, a região do Algarve foi reconquistada pelo Império Bizantino (então governado pelo imperador Justiniano I) aos visigodos, governo esse que durou até 624, quando o rei Suíntila o conquistou novamente para o Reino Visigótico.
Período islâmico
Nas décadas que antecederam a invasão muçulmana, diversos concílios, fruto da aliança entre a Igreja e o Estado, haviam dado início a uma série de perseguições que tinham a comunidade judaica como alvo. Em 654, o rei Recesvinto adoptou diversas disposições austeras contra os judeus. Em 681, Ervígio forçou-os a optar entre a conversão ao cristianismo ou o exílio. Em 693, Égica impôs a proibição do comércio com cristãos, atitude essa que, segundo o historiador sírio Ali Nasrah, prejudicou enormemente a comunidade judaica que, então, era consideravelmente numerosa e bem estabelecida na Península Ibérica. Ainda segundo Nasrah, que se apoiava numa ampla variedade de documentos e provas que corroboravam o seu raciocínio, tais acontecimentos impeliram os judeus a urdir, em começos do século VIII, juntamente com os seus correligionários norte africanos, um plano que tinha como intuito a expulsão dos visigodos. Em efeito, os invasores árabes incumbiram aos judeus a tarefa de vigilância da guarda das cidades que caíam em poder muçulmano, enquanto que os seus exércitos avançavam.
Reconquista - Época portuguesa
Segundo alguns documentos históricos, a conquista definitiva do Algarve e a expulsão dos mouros no reinado de D. Afonso III, nomeadamente a tomada da cidade de Faro, foi feita de forma relativamente pacífica. D. Sancho I, já tinha anteriormente conquistado partes da região algarvia, quando cercou a cidade de Silves em 1189 e com o auxílio de uma frota de outros cruzados europeus, conquistou a mesma, inclusive o seu pai D. Afonso Henriques, tinha derrotado os mouros ali perto na Batalha de Ourique. Dom Paio Peres Correia mestre da ordem de Santiago, foi responsável pela reconquista final do Algarve, sobretudo dos castelos de Silves, Paderne e Faro. No entanto, apenas em 1267 — no Tratado de Badajoz — foi reconhecida a posse do Algarve como sendo território português, devido a pretensões do Reino de Castela.
O Algarve confina a norte com a região do Alentejo (sub-regiões do Alentejo Litoral e Baixo Alentejo), a sul e oeste com o oceano Atlântico, e a leste o Rio Guadiana marca a fronteira com Espanha. O ponto mais alto situa-se na serra de Monchique, com uma altitude máxima de 902 m (Pico da Foia). Além de Faro, têm também categoria de cidade os aglomerados populacionais de Albufeira, Lagoa, Lagos, Loulé, Olhão, Portimão, Quarteira, Silves, Tavira e Vila Real de Santo António. Destas, todas são sede de concelho à excepção de Quarteira. A zona ocidental do Algarve é designada por Barlavento e a oriental por Sotavento. A designação deve-se com certeza ao vento predominante na costa sul do Algarve, sendo a origem histórica desta divisão incerta e bastante remota. Na Antiguidade, os Romanos consideravam no sudoeste da Península Ibérica a região do cabo Cúneo — que ia desde Mértola por Vila Real de Santo António até à enseada de Armação de Pêra — e a região do Promontório Sacro — que abrangia o restante do Algarve.
Clima
Um dos principais traços distintivos da região algarvia constitui o seu clima. As condições climáticas que o senso-comum atribui geralmente ao clima algarvio podem ser encontradas em todo o seu esplendor no barrocal e no litoral sul, especialmente na região central e no sotavento algarvio. Um conjunto de características base resumem o clima da região, em especial do barrocal e do litoral sul: verões longos e quentes, invernos amenos e curtos, precipitação concentrada no Outono e no Inverno, reduzido número anual de dias com precipitação e elevado número de horas de sol por ano. A temperatura média anual do litoral do sotavento e da região central do Algarve é mais elevada de Portugal Continental e uma das mais elevadas da Península Ibérica, rondando os 18 °C, atendendo às normais climatológicas 1961/90. A precipitação encontra-se essencialmente concentrada entre Outubro e Fevereiro, e assume com frequência um carácter torrencial. As médias anuais são inferiores a 600 mm em grande parte do litoral e no vale do Guadiana, e superam os 800 mm na serra do Caldeirão e os 1 000 mm na serra de Monchique. Na região litoral existem 5 meses secos, e entre Junho e Setembro a queda de precipitação é muito pouco frequente.
O cabo de São Vicente está situado numa rota de migração de aves, permitindo a observação sazonal de variedade de avifauna. A vegetação predominante no barrocal Algarvio é o matagal mediterrânico, caracterizado pela abundância de plantas resistentes à falta de água. O subsolo do Algarve é habitado por várias espécies endémicas, únicas do Algarve, algumas delas descobertas recentemente. As espécies mais emblemáticas da fauna subterrânea do Algarve são o pseudoescorpião gigante das grutas do Algarve (Titanobochica magna) e o maior inseto cavernícola terrestre da Europa, a Squamatinia algharbica. Outras espécies de plantas, endémicas rigorosas ou não, levam o nome do Algarveː
População
No ano de 2021 o Algarve registou 467 343 habitantes, concentrando 4,5% da população residente em Portugal, que compreende apenas uma subregião, constituída por 16 municípios e dividido entre 67 freguesias. O centro populacional da região encontra-se em Faro, tendo mais de 67 mil habitantes e uma densidade populacional de 334 habitantes por km2, sendo o segundo município mais populoso e o segundo município com a densidade populacional mais alta da região. A população do Algarve aumentou em 6,7% desde do ano de 2020, cerca de 30 mil habitantes mais comparado com o ano de 2020, aonde se registou através das estimativas uma população de 437 970 habitantes. Comparado com os censos de 2011, aonde se registou 446.140 habitantes, a população da região diminuiu em cerca de 4,7%. Por causa da crise financeira a região registou entre 2009 e 2020 um saldo negativo, passando de 445.824 habitantes em 2009 para 437 970 habitantes em 2020, reduzindo em 2,8% da população em onze anos. A partir de 2020 o número de habitantes conseguiu aumentar na região, situando-se nos 467343 habitantes em 2021.
Municípios
O Algarve é constituído por 16 municípios, sendo Loulé o município mais populoso da região, com mais de 72 mil habitantes, seguido pelo muncípio de Faro com mais de 67 mil habitantes, o muncípio de Portimão com pouco menos de 60 mil habitantes, o município de Olhão e o município de Albufeira com ambas mais de 44 mil habitantes. Os dez municípios mais populosos do Algarve encontram-se todos no litoral. Os dez municípios contabilizam perto de de 430 mil habitantes. Quanto à densidade populacional, o município de Olhão tem a densidade populacional mais alta de toda a região, com 341 habitantes por km2, seguido pelo muncípio de Faro com 334 habitantes por km2, Portimão com 328 habitantes por km2, Albufeira com 313 habitantes por km2 e Vila Real de Santo António com 308 habitantes por km2.
Cidades
A maior cidade da região é Portimão, com pouco menos de 50 mil habitantes e uma densidade populacional de 651 habitantes por km2, seguida por Faro, com mais de 46 mil habitantes e uma densidade populacional de 619 habitantes por km2, e Albufeira, com mais de 28 mil habitantes e uma densidade populacional de 649 habitantes por km2.
Freguesias
O Algarve, através dos 16 municípios, é constituida por 67 freguesias. A seguinte lista demostra todas as freguesias, listadas e ordenadas:
Lista de património edificado no distrito de Faro
Serra de Monchique
A Serra de Monchique localiza-se na zona oeste do Algarve, onde se situa o ponto mais alto da região — a Fóia — que está a 902 m de altitude. Este é também um dos pontos mais proeminentes de Portugal. O cume-pai chama-se Picota e está a 774 m acima do nível do mar.
Serra do Caldeirão
A serra do Caldeirão faz a fronteira entre o litoral e barrocal algarvios e as planícies do Baixo Alentejo. Faz parte do maciço antigo, sendo constituída por xisto-grauvaque, rocha que origina solos finos e pouco fertéis. O seu ponto mais alto localiza-se no Baixo Alentejo, próximo da fronteira com o Algarve, onde atinge os 580 m de altitude; nos concelhos de Tavira e de Loulé possui diversos pontos em que ultrapassa os 500 m.
Rio Guadiana
O rio Guadiana é a fronteira natural entre o Algarve e a Andaluzia e, portanto, entre Portugal e Espanha. O rio nasce a uma altitude de cerca de 1 700 m, nas lagoas de Ruidera, na província espanhola de Ciudad Real, tendo uma extensão total de 829 km. A bacia hidrográfica tem uma área de 68 200 km², situada, em grande parte, em Espanha (cerca de 55 000 km²). Este rio é navegável até à vila alentejana de Mértola, constituindo um atrativo turístico relevante.
Rio Arade
Nasce na Serra do Caldeirão e passa por Silves, Portimão e Lagoa indo desaguar no oceano Atlântico, em Portimão, imediatamente a leste da Praia da Rocha. No tempo dos descobrimentos portugueses era navegável até Silves, onde existia um importante porto. Hoje, devido ao enorme assoreamento, apenas pequenos barcos aí podem chegar.
Ria Formosa
É um sapal que se estende pelos concelhos de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António, abrangendo uma área de cerca de 18 400 hectares ao longo de 60 km desde o rio Ancão até à praia da Manta Rota. Trata-se de uma área protegida pelo estatuto de Parque Natural, atribuído pelo Decreto-lei 373/87 de 9 de dezembro de 1987. Anteriormente, a Ria Formosa tinha estatuto de Reserva Natural, instituído em 1978.
A gastronomia algarvia remonta aos tempos históricos da presença romana e árabe, constituindo a par do clima da região um dos principais pontos de interesse turístico. Os ingredientes utilizados refletem os sabores frescos do mar e os aromas agradáveis e fortes do campo. Desde o famoso "arroz de lingueirão" farense, da bela sardinha assada portimonense até aos doces "Dom Rodrigos" de Lagos, encontram-se maravilhas para todos os gostos. A vila de Monchique destaca-se neste capítulo pois é conhecida pela suinicultura, prova disso são os conhecidos enchidos feitos com carne de porco (molho, morcela de farinha ou farinheira, morcela e chouriça) e presuntos, expostos anualmente na Feira dos Enchidos e na Feira do Presunto, respetivamente. É também muito conhecida a aguardente de medronho produzida nesta região, com marca própria, que atrai gente de toda a parte para a saborear. São também procurados os licores feitos com produtos da região.
Comparação com o resto do país
A Região do Algarve representa cerca de % das exportações nacionais e % da economia nacional. Graças aos investimentos no turismo, e a região ter recebido várias qualificações como "Melhor Destino Europeu", tornou-se uma região competitiva e é a região com mais turistas nacional. A Região do Algarve tem, a seguir da Área Metropolitana de Lisboa, da Região Norte, da Região Centro e do Alentejo, a quinta maior economia regional de Portugal. Mesmo que seja a quinta região mais rica do país, é hoje a segunda região aonde às pessoas tem o maior rendimento de todas as sete regiões nacionais. Em 2019, a diferença entre os rendimento por habitante do Algarve, comparado com a Área Metropolitana de Lisboa, existe uma diferença de cerca de 4.000 €.
Crise financeira
A região foi atingida pela recessão global em 2009 e pela Crise da Zona Euro em 2011 e 2012. Enquanto o PIB da região ultrapassou pela primeira vez os 7,5 mil milhões de € em 2010, baixou em 2012 para 7,1 mil milhões de €, graças à crise. A região só conseguiu recuperar os 7,5 mil milhões de € em 2014, e com um forte crescimento económico atingiu os 10 mil milhões de € em 5 anos. Em termos de PIB per capita reduziu de 16 900 € em 2009 para 16 100 € em 2012, mas graças ao forte crescimento económico conseguiu atingir os 20.000 € em 2017, aumentando assim o rendimento de cada habitante em 4 000 €, com uma duração de 5 anos.
Produto Interno Bruto
Ao longo dos anos, o Produto Interno Bruto do Algarve cresceu com a entrada na União Europeia, com os investimentos feitos no turismo e nas infra-estruturas. Os dados dos anos de 2009 e 2019 mostram, que o PIB da região algarvia cresceu 38%, dos registados 7,4 mil milhões de € em 2009 para 10,2 mil milhões de € em 2019. Ao longo dos anos o PIB da região baixou, por exemplo em 2011 e 2012, aonde foi registado um decrescimento perto dos 5,4%. As razão para o decrescimento económico foi a crise financeira. Comparado aos dados do PIB nacional, a economia regional do Algarve ganhou ao longo dos anos cada vez mais importância. A partir de 2015, o peso da riqueza produzida no Algarve situou-se nos 4% no PIB nacional.
Turismo
Até ao início da década de 60 do século XX, o Algarve era uma região caracterizada por empregos precários, mal remunerados e uma pobre qualidade de vida. O turismo, propiciado pela inauguração do Aeroporto Internacional de Faro em 1965, constituiu o grande impulso à obsolescência de diversas actividades praticadas até então e promoveu a gradual especialização da economia, acontecimentos esses que mudaram o paradigma de subdesenvolvimento que definia a região. O turismo tornou-se, então, na principal actividade económica algarvia, levando a região a afirmar-se como estância balnear de reconhecimento internacional, assentando nos lucros da sua oferta um crescimento económico notável. Graças ao clima apelativo e à melhoria das condições de vida das populações a que se assistiram nas últimas décadas, o Algarve é a única zona do país, a par das grandes áreas urbanas de Lisboa e do Porto, a registar um crescimento da população.
Agricultura
Os produtos agrícolas tradicionais, dignos de nota, são as produções de frutos secos (figos, amêndoas e alfarrobas), aguardente de medronho e ainda a produção de cortiça, nomeadamente nas regiões do nordeste algarvio. Regista-se ainda uma relevante produção de citrinos. Os maiores pomares de laranja situam-se no concelho de Silves, especialmente na freguesia de Algoz. A laranja algarvia é muito doce e goza de grande fama não só em território nacional como internacionalmente. Na imagem pode vêr-se uma das imagens pela qual o Algarve é mais conhecido. As amêndoas são bastante utilizadas na gastronomia da região, destacando-se os doces de amêndoa, exportados para todo o país e para o estrangeiro, que são outro marco da cultura algarvia.
Pesca
Durante a maior parte da sua história, a região do Algarve sofreu de graves deficiências nos acessos terrestres ao resto do país, devido a problemas de segurança e à presença de cadeias montanhosas que a separavam do Alentejo. A situação só começou a melhorar nos finais do Século XIX, com o desenvolvimento das vias rodoviárias e a construção de uma linha férrea. Devido aos problemas de acesso por terra, e à presença de uma extensa faixa costeira, os transportes marítimos e fluvial tiveram uma grande importância na região, sendo os principais eixos fluviais o Arade e o Guadiana. O Rio Arade servia uma extensa região no centro interior do Algarve, com destaque para a importante cidade de Silves, enquanto que o Guadiana unia o Alentejo e o interior do Sotavento à faixa costeira. O Algarve possuía uma rede de estradas próprias ao longo do território, mas que se encontrava ainda num estado muito incipiente, servindo principalmente para ligar a região ao Alentejo. Um dos principais eixos unia Faro a Vila Real de Santo António, onde atracavam os barcos que percorriam o Guadiana até Mértola.
A Universidade do Algarve é uma instituição de ensino superior público que conta com um corpo docente de 700 professores para mais de 10 mil alunos. A Universidade possui os seguintes campus: Conta com as melhores infraestruturas a nível nacional e internacional, apostando fortemente na área da investigação científica, nomeadamente nas áreas da biologia (fauna e flora), desenvolvendo diversa atividade prática no Parque Natural da Ria Formosa. A Universidade do Algarve preparou-se para inaugurar o curso de Medicina no ano letivo 2009/2010.
A capital algarvia é conhecida por ser a capital das motos em Portugal. Em Faro tem lugar anualmente a maior concentração motard da Europa, que conta com a organização do Moto Clube de Faro. A associação foi criada em 1979, tendo sido legalizada a 5 de Fevereiro de 1982. Atualmente com mais de 400 membros, é reconhecida pela Federação Europeia de Motociclismo (FEMA), organizando diversos eventos anualmente dos quais se destaca a concentração motard que começou com 200 participantes em 1982, e que atualmente já conta com mais de 30 000. Sendo o maior evento do género em Portugal, conta com participantes vindos um pouco de toda a Europa, nomeadamente de Espanha, França, Reino Unido e Itália, sendo um dos grandes atrativos turísticos da cidade. O Rally Lisboa–Dakar passou em dois anos consecutivos (2006 e 2007) na região algarvia. O Rally de Portugal realizou-se em 2007 no Estádio Algarve. Espera-se que o novo Autódromo Internacional do Algarve venha a atrair novas provas que venham a pôr o Algarve na rota dos grandes campeonatos da modalidade. Até à data já recebeu alguns treinos de pré-época da Fórmula 1, e a última ronda do Campeonato Mundial de Superbike na sua inauguração.
Ciclismo
A Volta ao Algarve traz todos os anos os melhores ciclistas do mundo, incluindo Alberto Contador em 2009, 2010, 2011 e Lance Armstrong em 2004. O Clube Ciclismo de Tavira ganhou a Volta a Portugal nos anos 2008, 2009 e 2010 com o Espanhol David Blanco, e em 2011 por Ricardo Mestre, Algarvio, natural de Castro Marim. O Algarvio José Martins, natural de Albufeira ganhou a Volta a Portugal em 1946 e 1947. O Louletano Desportos Clube também ganhou a Volta a Portugal com o britânico Cayn Theakson em 1988. Nos anos 1947 e 1948 o algarvio José Martins ganhou a Volta a Portugal. No BTT a região também se destaca por ter a maior escola de ciclismo do país no Clube BTT Terra de Loulé.
Futebol
Os clubes de futebol algarvios com mais historial são o Sporting Clube Farense, o Sporting Clube Olhanense, o Portimonense Sporting Clube e o Lusitano Futebol Clube. Os marcos históricos a nível nacional são a presença na Final da Taça do Sporting Clube Olhanense e do Sporting Clube Farense, e a nível internacional, a presença do Portimonense Sporting Clube e do Sporting Clube Farense na Taça UEFA.
Futebol de praia
No verão, é costume realizar-se na Praia da Rocha, em Portimão, o Mundialito de Futebol de Praia e a etapa portuguesa da Liga Europeia de Futebol de Praia.
Voleibol
Apesar de a região não estar representada na primeira divisão do voleibol nacional, têm-se realizado nos últimos anos diversos campeonatos internacionais de seleções no Portimão Arena.
Voleibol de praia
Em virtude das excelentes praias da região, o voleibol de praia é também um desporto em voga. Destaque para os torneios nacionais e internacionais de Armação de Pêra, de Ferragudo e da Praia da Rocha. Registo ainda para a realização de uma etapa do campeonato nacional de voleibol de praia em Lagos no ano 2008.
Golfe
O Algarve possui uma crescente oferta em termos de campos de golfe, pelo que se tem tornado num dos principais destinos a nível mundial no que diz respeito à prática desta modalidade desportiva .


