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Alentejo

A Região do Alentejo ou simplesmente o Alentejo é uma região portuguesa situada no centro-sul do país. Está composta por 4 sub-regiões, 47 municípios e 231 freguesias, sendo a cidade de Évora a cidade administrativa da região.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/06/2026
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Divisões

A região é composta por quatro sub-regiões, 47 municípios cidades:

Sub-regiões

O Alentejo divide-se nas seguintes quatro sub-regiões:

Municípios

O Alentejo divide-se nos seguintes 47 municípios:

Freguesias

O Alentejo divida-se nas seguintes freguesias:

Cidades

O Alentejo compreende as seguintes 16 cidades:

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Demografia

Habitantes

Segundo os censos de 2021, a atual região do Alentejo tinha 471 322 habitantes e uma densidade populacional de 17,3 hab./km². O Alentejo compreende quatro sub-regiões, sendo as maiores em termos populacionais o Alentejo Central, com mais de 150 mil habitantes, e o Baixo Alentejo com mais de 110 mil habitantes. Relativamente à densidade populacional, o Alentejo Central, com 22 hab./km2, é a sub-região mais densamente populada de todo o Alentejo, seguindo-se o Alentejo Litoral, com 18 hab./km2. O Alentejo contém 47 municípios, sendo os maiores em termos populacionais Évora, com mais de 53 mil habitantes, Beja, com mais de 30 mil habitantes e Elvas e Portalegre, ambos com mais de 20 mil habitantes.

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História

Entre 2013 e 2024, a Região do Alentejo incluiu a sub-região de Lezíria do Tejo, que neste momento pertence à nova região (NUTS II) criada em 2024, Oeste e Vale do Tejo.

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A Eurocidade EUROBEC (Badajoz - Elvas - Campo Maior)

A 16 de setembro de 2013, Elvas e Badajoz assinaram um protocolo de união e converteram-se na Eurocidade Elvas-Badajoz, com o objetivo de atraírem mais emprego, investimento e desenvolvimento às duas urbes, além de trabalharem em conjunto em áreas tanto culturais, como económicas, nomeadamente a nível do turismo. A eurocidade Elvas-Badajoz, é o maior aglomerado populacional da NUT II Alentejo e do interior de Portugal, com uma população de 210 487 habitantes (2014), sendo que a sua área de influência abrange cerca de 600 mil habitantes entre os dois lados da fronteira. Os centros urbanos de Elvas e Badajoz estão separados por apenas 8 km e ligados pela autoestrada A6 sem qualquer tipo de portagem. Existe ainda uma estrada secundária, conhecida por "Estrada da Torre de Bolsa". Em 2015, a Câmara Municipal de Campo Maior manifestou o seu interesse em integrar a Eurocidade e, nesse sentido, Elvas e Badajoz aprovaram a sua adesão. Com a adesão de Campo Maior, o projeto passou a designar-se EUROBEC (eurocidade Badajoz-Elvas-Campo Maior).

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Questão de Olivença

Olivença, município integrado na comunidade autónoma espanhola da Estremadura, é reivindicada por Portugal desde o século XIX, existindo uma corrente de opinião que advoga que Olivença é um concelho português do Alto Alentejo. A fronteira encontra-se por delimitar nesta área raiana.

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Regionalização

A região do Alentejo é desde sempre uma das mais favoráveis à regionalização, existindo até um movimento cívico chamado de AMALENTEJO que defende publicamente a autonomia regional da região, tal como acontece com os Açores e a Madeira. Em 1998, realizou-se em Portugal um referendo sobre a regionalização do país. O "não" saiu vencedor, com 63,5% dos votos, exceto na região do Alentejo onde o "sim" venceu com 51%. Desde então que o Alentejo [vago] reivindica a sua autonomia regional e a formação do seu Governo e Assembleia Regional, já que a sua população assim o decidiu. O Alentejo [vago] justifica que só com a regionalização é possível alavancar o desenvolvimento da região, já que o Governo da República opta por uma governação centralista, centrada em Lisboa e Porto, esquecendo o interior do país.[opinião] De recordar, que a região do Alentejo é das regiões onde existe menos investimento público e que tem, ao longo dos últimos anos, perdido mais população e serviços. [carece de fontes?].

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Economia

Comparação com o resto do país

A região do Alentejo representa cerca de 5% das exportações nacionais e 5% da economia nacional. Graças a investimentos na agricultura, no turismo e na internacionalização tornou-se uma região competitiva. A região do Alentejo tem a quarta maior economia regional de Portugal. Mesmo que tenha só um peso de 5% na economia nacional, é hoje a região onde as pessoas têm o terceiro maior rendimento de todas as sete regiões nacionais. Em 2019, a diferença entre o rendimento por habitante da região do Alentejo, comparado com o da Área Metropolitana de Lisboa, era de cerca de 6 000 euros.

Crise financeira

A região foi atingida pela recessão global em 2009 e pela crise da Zona Euro, em 2011 e 2012. Enquanto o PIB da região ultrapassou pela primeira vez os 11 mil milhões de euros em 2009, baixou ligeiramente em 2012 para 10,9 mil milhões de euros, em resultado da crise. A região conseguiu recuperar rapidamente para os 11 mil milhões de euros em 2014, e com um forte crescimento económico atingiu os 18 mil milhões de euros em quatro anos. Relativamente ao PIB per capita, este baixou de 15 500 € em 2010 para 14 500 € em 2012, mas devido ao forte crescimento económico conseguiu atingir os 19 000 € em 2019, aumentando assim o rendimento de cada habitante em 5 000 € nos últimos sete anos.

Produto interno bruto

Ao longo dos anos, o produto interno bruto da região do Alentejo cresceu com a entrada na União Europeia, com os investimentos feitos na agricultura, no turismo, na educação e nas infraestruturas. Os dados dos anos de 2009 e 2019 mostram que o PIB da região do Alentejo cresceu 18%, dos 11,3 mil milhões de euros registados em 2009 para 13,4 mil milhões de euros em 2019. Ao longo dos anos, o PIB da região teve recuos, por exemplo em 2011 e 2012, onde foi registado um decréscimo perto dos 6%. A razão para o decrescimento económico foi a crise financeira. Comparado com os dados do PIB nacional, a economia regional do Alentejo estabilizou-se ao longo dos anos em 5%. Em 2015, a riqueza produzida em Portugal proveniente da Região do Alentejo correspondia a 6%, o valor mais alto. Desde aí, as outras seis regiões de Portugal têm alcançado cada vez mais relevância no PIB nacional, tornando-se mais competitivas entre elas.

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Turismo

O Turismo do Alentejo é gerido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, IP., que faz parte do Turismo de Portugal, IP. A ERT do Alentejo e Ribatejo tem a sua sede na cidade de Beja. Os principais pontos turísticos são as duas cidades classificadas pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade: Évora e Elvas, além do Alqueva, Monsaraz, Marvão, Castelo de Vide, Vila Viçosa e a zona do Alentejo Litoral, como Sines e Troia. Ainda assim, por toda a região se podem encontrar inúmeros pontos de interesse histórico e cultural, com realce para Beja, Mértola, Marvão e Castelo de Vide. Em 2014, o Alentejo conquistou o título de "Melhor Região Vinícola a Visitar" no concurso mundial promovido pelo jornal USA Today. No mesmo ano, as praias do Alentejo Litoral foram também destacadas pelo diário britânico "The Guardian" como as melhores da Europa. Em 2015, a região bateu o recorde de dormidas de turistas internacionais, recebendo mais de meio milhão de turistas estrangeiros que pernoitaram em hotéis da região, principalmente vindos de Espanha, Reino Unido, Países Baixos, Estados Unidos, Bélgica e Brasil.

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Saúde

Os principais hospitais da região situam-se nas cidades de Évora, Elvas, Beja, Portalegre e Santiago do Cacém. No entanto existem outros hospitais públicos e privados de menor dimensão. Atualmente, está também em construção um mega-hospital em Évora que terá o nome de Hospital Central do Alentejo e que prevê o encerramento do antigo Hospital do Espírito Santo.

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Estabelecimentos prisionais

Imagem: Jose Carlos Babo · BY-NC-ND · Openverse

Todos os 5 estabelecimentos prisionais do Alentejo têm a classificação de Alta Segurança, sendo que o de Pinheiro da Cruz é o que detém o nível de complexidade de gestão elevada, enquanto os outros 4 se encontram no grau médio de complexidade de gestão. Quanto a capacidade, os 5 estabelecimentos têm capacidade para um total de 951 reclusos distribuídos da seguinte forma: Pinheiro da Cruz - Grândola (645), Beja (162), Odemira (56), Elvas (53) e Évora (35).

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Fontes consultadas

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