Alta de Lisboa
"Alta de Lisboa" é o nome comercial do Alto do Lumiar. Situa-se no extremo Norte do concelho de Lisboa, confronta com a Segunda Circular, o Aeroporto da Portela e o Eixo Norte-Sul e distribui-se pelas freguesias do Lumiar e de Santa Clara.
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O território do Alto do Lumiar foi integrado no concelho de Lisboa no final do século XIX e situa-se na antiga zona “saloia” que abastecia a cidade de Lisboa, com suas quintas e campos de cultivo até às primeiras décadas do século XX. Nas décadas de 60, 70 e 80 disseminaram-se na zona vários bairros de habitações precárias. Este fenómeno foi iniciado pela autarquia de Lisboa, com a construção em meados da década de 60 de dois bairros provisórios, designadamente a Musgueira Sul e a Musgueira Norte, destinados a absorver parte da população desalojada coercivamente do vale de Alcântara, em resultado da construção da Ponte Sobre o Tejo. Paralelamente, foi construído o bairro da Cruz Vermelha, numa iniciativa assistencialista articulada entre a Cruz Vermelha e a Câmara Municipal de Lisboa (CML). Posteriormente, surgiram vários bairros de carácter informal, habitados por retornados, famílias provenientes do interior do país, de etnia cigana e dos PALOP, que se distribuíram pelos bairros da Quinta Grande, Quinta do Louro, Quinta do Pailepa, Quinta das Calvanas, Sete Céus, entre outros.
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O Plano de Urbanização do Alto do Lumiar (PUAL) corresponde a uma área de aproximadamente 360 hectares. O Alto do Lumiar (integrado no PUAL) corresponde a cerca de 280 hectares. O PUAL foi aprovado em Conselho de Ministros em 1998. Previa-se que viessem a residir no local cerca de 60 000 habitantes, desde realojados dos antigos bairros precários a novos residentes no âmbito dos fogos comercializados pela SGAL. A finalização do plano estava prevista para 2015, contudo ainda se encontra em desenvolvimento. A evolução do projecto foi apanhada em 2007 pela crise económica e do mercado imobiliário. Em 2012 o PUAL foi revisto pela CML, assim como o cronograma e a data de finalização do plano, actualmente fixada para 2030.


