Abradato
Abradato, também conhecido como Abradatas de Susã, foi o governador da cidade de Susiana, localizada no atual Irã. Sua história é contada na obra 'Ciropédia', onde ele é retratado tanto como inimigo quanto como aliado de Ciro, o Grande. Abradato morreu em combate durante a guerra contra os lídios, e sua esposa, Panteia, tirou a própria vida para não sobreviver a ele, demonstrando uma lealdade profunda.
Pontos-chave
- Abradato foi governador de Susiana e figura central na 'Ciropédia' de Xenofonte.
- Inicialmente inimigo, tornou-se um leal aliado de Ciro, o Grande, após a intervenção de sua esposa Panteia.
- Panteia, capturada por Ciro, foi protegida por ele, o que gerou gratidão e aliança com Abradato.
- Abradato morreu heroicamente em batalha contra os lídios, liderando uma carga decisiva.
- Panteia, em um ato de extrema devoção, suicidou-se no funeral de Abradato para não viver sem ele.
A esposa de Abradato, Panteia, foi capturada por Ciro entre os espólios de guerra dos assírios. Abradato não estava presente na batalha, pois havia sido enviado pelo rei da Assíria para negociar uma aliança com a Báctria. Ciro confiou a guarda de Panteia a Araspes, um amigo medo de infância, que ficou profundamente impressionado com a beleza dela, considerando-a a mulher mortal mais bonita de toda a Ásia. Araspes prometeu a Ciro que não faria mal a ela.
Araspes, encarregado da custódia de Panteia, acabou se apaixonando por ela e fez-lhe propostas amorosas. Panteia o rejeitou e, diante das ameaças de estupro, pediu ajuda a Ciro. Ciro reagiu com humor à situação, lembrando que Araspes havia se gabado de ser superior à paixão, mas o perdoou, reconhecendo sua própria responsabilidade por colocar Araspes como guardião de uma mulher tão irresistível.
Ciro enviou Araspes como espião aos lídios, instruindo-o a simular um desentendimento com ele por causa de Panteia. Panteia, acreditando que Araspes era um traidor, prometeu a Ciro que, se fosse devolvida a Abradato, este se tornaria um aliado ainda mais leal que Araspes. Abradato, então, veio com mil cavaleiros para se juntar a Ciro, reencontrando Panteia, que lhe contou sobre a conduta honrosa de Ciro ao protegê-la.
Na batalha de Timbra, entre Ciro, o Grande, e Creso, rei da Lídia, Abradato comandou as forças persas. Sua missão era liderar a carga contra as linhas inimigas, e ele havia solicitado a posição na linha de frente, que obteve por sorteio. Durante a batalha, após sua carga, os inimigos fugiram, e Abradato penetrou na falange egípcia, mas foi cercado e morto junto com seus companheiros. Ciro, ao saber da morte de Abradato, foi ao seu funeral e tentou pegar a mão do general, mas ela havia sido decepada pelo pulso. Panteia revelou que o resto do corpo estava no mesmo estado, e que ele havia morrido assim para provar sua fidelidade a Ciro. Ciro ofereceu-lhe muitos presentes, mas Panteia se matou, jogando-se sobre uma adaga que se cravou em seu coração. Em seguida, três eunucos, seus servos, também tiraram a própria vida da mesma forma.


