Ciro II
Ciro II, mais conhecido como Ciro, o Grande e também chamado de Ciro, o Presbítero, pelos gregos, foi o primeiro Rei dos reis e fundador do Império Aquemênida, que reinou entre 559 e 530 a.C., ano em que morreu em batalha com os masságetas. Pertencente à dinastia dos Aquemênidas, foi sucedido pelo filho, Cambises II.
Na primeira fase da trajetória política de Ciro II ele foi um príncipe persa, filho do rei Cambises e neto de Ciro I. O reinado de Ciro II provavelmente começou em 559 a.C., quando ele sucedeu Cambises como rei da Pérsia, então subjugada pelos medos. Em 550 a.C. Ciro II derrotou o rei Astiages, do povo medo, e passou a expandir o seu reinado subjugando eles. Em seu nascimento, segundo Heródoto, consta que o rei medo Astíages, seu avô, teve um sonho em que uma videira crescia das costas de sua filha Mandane, mãe de Ciro, lançando gavinhas que envolviam toda a Ásia. Sacerdotes lhe advertiram que a videira era seu neto Ciro, e que ele tomaria o lugar do velho reino da Média no mundo. Então o rei medo mandou seu mordomo que o matasse nas montanhas. O mordomo, chamado Hárpago, se comoveu com a beleza da criança e o entregou aos cuidados de um pastor. Ao descobrir a traição, Astíages esquartejou o filho de Hárpago, e o serviu em um jantar para o mordomo, que apenas soube o que estava comendo quando levaram a última travessa à mesa: a cabeça de seu filho.
Império Medo
Após a morte de seu pai (Cambises I), em 559 a.C., Ciro tornou-se rei de Ansã. No entanto, seu reino não era independente, posto que, como seus predecessores, Ciro teve de reconhecer sua sujeição ao Reino Medo. Durante o reinado de Astíages, o Império Medo possivelmente governou a maioria dos povos do Antigo Oriente, desde a fronteira da Lídia, ao oeste, até a Pártia e Pérsia, ao leste. Na versão de Heródoto, Hárpago, buscando vingança, convenceu Ciro a incitar a sublevação dos persas contra seus senhores feudais, os medos. Porém, provavelmente, Harpago e Ciro rebelaram-se devido às suas insatisfações acerca da política ministrada por Astíages. O início da revolta se deu em 549 a.C. e, desde então, com a ajuda de Hárpago, Ciro liderou seu exército contra os medos, até a conquista de Ecbátana, em 549 a.C., dominando, efetivamente, o império medo.
Império Lídio e Ásia Menor
As datas exatas da conquista da Lídia são desconhecidas, mas deve ter ocorrido entre a derrubada do reino medo por Ciro (550 a.C.) e sua conquista da Babilônia (539 a.C.). Era comum no passado atribuir 547 a.C. como o ano da conquista, devido a algumas interpretações da Crônica de Nabonido, mas esta posição não é atualmente muito usual. Os lídios inicialmente atacaram Ptéria, cidade do Império Aquemênida na Capadócia. Creso cercou e capturou a cidade escravizando seus habitantes. Enquanto isso, os persas convidaram os cidadãos da Jônia que faziam parte do reino lídio a revoltar-se contra seus governantes. A oferta foi rejeitada e, portanto, Ciro formou um exército e marchou contra os lídios, aumentando seus números ao passar por nações em seu caminho. A Batalha de Ptéria foi efetivamente um empate, com ambos os lados sofrendo pesadas baixas ao anoitecer. Creso recuou para Sardes na manhã seguinte.
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Heródoto narra a ascensão e a queda da dinastia mérmnada de reis lídios, concluindo esta narrativa com a derrota do rei meérmnada Creso para o persa Ciro II, e a posterior reviravolta da fortuna de Creso, que dribla a morte e se torna conselheiro de Ciro II, ao exemplo do que Sólon houvera no passado sido para ele. A partir deste ponto na narrativa de Histórias (livro I), Ciro II passa a ser biografado. A história de Heródoto sobre Ciro II narra a sua ascensão ao poder traçando a sua genealogia ligada a corte meda por ascendência de Mandane filha de Astíages, rei medo. Astíages recebeu em sonhos presságios de sua ruína, que em vão se esforçou para desviar o seu destino dela ao tramar o assassinato de seu neto, filho de Mandane, o príncipe Ciro, que neste reconhecimento em um sonho do rei passa a ser narrado como uma personagem predestinada a um futuro grandioso. Na narrativa de Heródoto a fortuna preserva a vida de Ciro em dois episódios: ao cortesão Hárpago ludibriar o rei e não assassinar o príncipe ainda um bebê, conforme havia sido a ele confiada a cruel missão, retransmitindo a missão ao boieiro real, Mitradates; e após o boieiro real, aconselhado pela esposa, desistir de assassinar o príncipe bebê e mascarar a verdade a Hárpago de que ele não cumpriu a missão a ele confiada ao vestir um bebê natimorto com as roupas do bebê Ciro.
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Ciro, o Grande é venerado na Bíblia hebraica por conquistar a Babilônia e libertar os judeus do cativeiro. Ele é mencionado 23 vezes pelo nome e aludido várias vezes mais. Segundo a Bíblia, Ciro, o Grande, foi impelido por Deus a decretar que o Templo em Jerusalém fosse reconstruído e que os judeus que quisessem pudessem retornar à sua terra para esse propósito. Além disso, ele mostrou seu interesse no projeto enviando de volta com eles os vasos sagrados que haviam sido retirados do Primeiro Templo e uma soma considerável de dinheiro para comprar materiais de construção. A existência do decreto foi contestada.


