Arábia Saudita
Arábia Saudita, oficialmente Reino da Arábia Saudita, é considerado por tamanho de território, o maior país árabe na Ásia e na península Arábica, constituindo a maior parte da península Arábica, e o segundo maior país árabe do mundo. Tem fronteiras com Jordânia e Iraque ao norte; Cuaite a nordeste; Catar, Barém e Emirados Árabes Unidos a leste; Omã a sudeste; Iêmen ao sul; mar Vermelho a oeste e com o golfo Pérsico a leste. Sua população é estimada em 16 milhões de cidadãos nativos, 9 milhões de expatriados estrangeiros e 2 milhões de imigrantes ilegais registrados. Suas principais cidades são: Riade, a capital; Gidá, principal porto e antiga capital; Meca e Medina, cidades sagradas do islamismo; e Damã, banhada pelo golfo Pérsico.
Depois da unificação dos reinos de Hejaz e Négede, o novo Estado foi nomeado al-Mamlakah al-Arabīyah as-Suūdīyah (em árabe: المملكة العربية السعودية) por decreto real em 23 de setembro 1932 pelo fundador do país, o rei Abdul Aziz Al Saud. Isto é normalmente traduzido como "Reino da Arábia Saudita", ainda que literalmente signifique "Reino Árabe Saudita" ou "Reino Saudita da Arábia" (compare com Reino Haxemita da Jordânia). A palavra Saudi é derivada de as-Suʻūdīyah no nome em árabe do país, que é um tipo de adjetivo conhecido como um nisba, formado a partir do nome da dinastia Al Saud (آل سعود). Sua inclusão indicou que o governante do país considerava-o como posse pessoal da família real. Al Saud é um nome árabe formado pela adição da palavra Al, que significa "família de" ou "Casa de", ao nome pessoal do antepassado da família Al Saud, no caso, o pai do fundador da dinastia no século XVIII, Muhammad bin Saud.
Pré-história
Há evidências de que a habitação humana na península Arábica remonta a cerca de 125 mil anos atrás. Um estudo de 2011 descobriu que os primeiros humanos modernos a se espalharem para o leste pela Ásia deixaram a África cerca de 75 mil anos atrás através do Babelmândebe conectando o chifre da África e a Arábia. A península Arábica é considerada uma figura central na compreensão da evolução e dispersão dos hominídeos. A Arábia passou por uma flutuação ambiental extrema no Quaternário que levou a profundas mudanças evolutivas e demográficas. A Arábia tem um rico registro do Paleolítico Inferior, e a quantidade de sítios semelhantes a Oldowan na região indica um papel significativo que a Arábia desempenhou na colonização inicial de hominídeos na Eurásia.
Antiguidade
A cultura sedentária mais antiga na Arábia Saudita remonta ao período de al-Ubaide, após a descoberta de vários fragmentos de cerâmica em Dosariyah. A análise inicial da descoberta concluiu que a província oriental da Arábia Saudita foi a pátria dos primeiros colonos da Mesopotâmia e, por extensão, a provável origem dos sumérios. No entanto, os fragmentos datam das duas últimas fases do período, enquanto alguns exemplos poderiam ser classificados aproximadamente como das fases dois e três. Assim, a ideia de que colonos da Arábia Saudita emigraram para o sul da Mesopotâmia e fundaram a primeira cultura sedentária da região foi abandonada. A mudança climática e o início da aridez podem ter ocasionado o fim desta fase de povoamento, visto que existem poucas evidências arqueológicas do milênio seguinte. O povoamento da região recomeça no período de Dilmum no início do III milênio a.C. Registros conhecidos de Uruque referem-se a um lugar chamado Dilmum, associado em várias ocasiões ao cobre e em período posterior foi fonte de madeiras importadas no sul da Mesopotâmia. Vários estudiosos sugeriram que Dilmum designou originalmente a província oriental da Arábia Saudita, notavelmente ligada aos principais assentamentos dilmunitas de Umm an-Nussi e Umm ar-Ramadh no interior e Tarout na costa. É provável que a ilha de Tarute fosse o principal porto e capital de Dilmum.
Idade Média e advento do Islã
Pouco antes do advento do Islã, além dos assentamentos comerciais urbanos (como Meca e Medina), muito do que viria a se tornar a Arábia Saudita era povoado por sociedades tribais pastorais nômades. O profeta islâmico Maomé nasceu em Meca por volta do ano 571. No início do século VII, Maomé uniu as várias tribos da península e criou um único sistema religioso islâmico. Após sua morte em 632, seus seguidores expandiram rapidamente o território sob o domínio muçulmano para além da Arábia, conquistando grandes e sem precedentes porções de território (da península Ibérica no oeste ao atual Paquistão no leste) em questão de décadas. A Arábia logo se tornou uma região politicamente mais periférica do mundo muçulmano, conforme o foco mudou para as vastas terras recém-conquistadas.
Unificação e Reino
O Estado Saudita surge na Arábia Central em 1744. Um chefe local, Muhammad bin Saud, uniu forças a um resgatador dos fundamentos do Islã, Maomé ibne Abdal Uaabe, para criar uma nova entidade política. O moderno Estado Saudita foi fundado pelo último rei Abdul Aziz Al-Saud (conhecido internacionalmente como Abdul Aziz Ibn Saud). Em 1902, Abdul Aziz Ibn Saud capturou Riade, a capital ancestral da dinastia de Al-Saud à família rival Raxide. Continuando estas conquistas, Abdul Aziz subjugou o oásis de Alhaça, o resto do Négede e do Hejaz entre 1913 e 1926. Em 8 de janeiro de 1926, Abdul Aziz Ibn Saud torna-se "Rei do Hejaz". Em 29 de janeiro de 1927 ele tomou o título de "Rei do Négede" (o título négedi anterior era de "Sultão"). Pelo Tratado de Gidá, assinado em 20 de maio de 1927, o Reino Unido reconheceu a independência do reino de Abdul Aziz (então conhecido como Reino de Hejaz e Négede).
A Arábia Saudita ocupa cerca de 80% da Península Arábica e se encontra entre as latitudes 16° e 33° N e longitudes 34° e 56° E. Como as fronteiras ao sul do país com os Emirados Árabes Unidos e Omã não são definidas ou demarcadas com precisão, as dimensões exatas da Arábia Saudita ainda são desconhecidas. A estimativa do CIA World Factbook é de cerca de 2 250 000 km² e classifica a Arábia Saudita como 13º maior país do mundo. A geografia da Arábia Saudita é dominada pelo Deserto da Arábia e por algumas áreas semidesérticas. Trata-se, na verdade, de uma série de desertos conectados e inclui 647 500 km² do Rubalcali (ou "quarta parte vazia") na parte sul do país, a maior área de deserto de areia contíguo do mundo. Praticamente não há rios ou lagos no país, mas uádis são numerosos. As poucas áreas férteis são encontradas nos depósitos aluviais em uádis, bacias e oásis. A principal característica topográfica é o planalto central que se eleva abruptamente do mar Vermelho e desce gradualmente para o Négede e para o golfo Pérsico. Na costa do mar Vermelho, há uma estreita planície costeira, conhecida como a Tiama, paralela a escarpas imponentes. A região sudoeste de Assir é montanhosa e contém o monte Jabal Sawda, que com 3 133 metros de altura é o ponto mais alto no país.
Clima
Com exceção da região de Assir, a Arábia Saudita tem um clima desértico com temperaturas extremamente altas durante o dia e uma queda acentuada de temperatura durante a noite. As temperaturas médias no verão variam em torno de 45 °C, mas podem atingir até 54 °C. No inverno, a temperatura raramente cai abaixo de 0 °C. Na primavera e no outono, o calor é temperado e as temperaturas médias ficam em torno de 29 °C. A precipitação anual é extremamente baixa. A região de Assir difere disto, visto que ela é influenciada pelas monções do oceano Índico, que geralmente acontecem entre outubro e março. Uma média de 300 mm de chuvas ocorre durante este período, que representa cerca de 60% da precipitação anual.
Biodiversidade
A vida animal inclui lobos, hienas, babuínos e lebres, entre outros. Animais maiores, como gazelas, órix e leopardos eram relativamente numerosos até os anos 1950, quando a caça feita com veículos a motor reduziu a população destes animais quase à extinção. Aves incluem falcões (que são capturados e treinados para a caça), águias, abutres e outros tantos. Existem várias espécies de cobras, muitas das quais são venenosas, e vários tipos de lagartos. Há uma grande variedade de vida marinha animal no Golfo Pérsico. Entre os animais domesticados estão camelos, ovelhas, cabras, burros e galinhas. Refletindo condições desérticas do país, a vida das plantas da Arábia Saudita consiste principalmente de pequenas ervas e arbustos que necessitam de pouca água. Existem algumas pequenas áreas de grama e árvores em Assir. A tamareira (Phoenix dactylifera) é comum no país.
Disponibilidade de água
A região não tem lagos ou rios, de modo que a Arábia Saudita consiste no maior país do mundo sem a presença de nenhum desses grandes corpos hídricos. Por isso, o país sofre com a escassez de água e para suprir essa necessidade realiza a dessalinização da água. A capital Riad é abastecida com água transportada por 370 km do Golfo da Arábia para então ser dessalinizada. Com o aperfeiçoamento da tecnologia, os custos do processo têm diminuído. Outra tentativa envolve a procura por água em aquíferos subterrâneos. Em março de 2010, o processo foi iniciado por cientistas alemães contratados pelo governo saudita que têm feito a abertura de buracos com até 2 mil metros de profundidade.
Composição étnica
A Arábia Saudita tem uma população de 32 milhões de habitantes em 2022, sendo o quarto país mais populoso do Mundo Árabe. Cerca de 42% dos seus habitantes são imigrantes, principalmente do Oriente Médio, Ásia e África. Em 1950, a Arábia Saudita tinha uma população de cerca de 3 milhões de pessoas. A composição étnica de seus cidadãos é feita por árabes sauditas (50%), outros árabes (35%, inclui egípcios, sudaneses, líbios, etc.) afro-asiáticos (10%) e beduínos (5%). Até os anos 1960, a maioria da população do país era nômade, mas atualmente mais de 95% da população é urbana, devido ao crescimento econômico e urbano acelerado. Recentemente, no início da década 60 do Século XX, a população escrava da Arábia Saudita foi estimada em 300 mil pessoas. A escravidão foi oficialmente abolida no país apenas em 1962.
Imigração
O CIA World Factbook estima que, em 2021, os estrangeiros que vivem na Arábia Saudita compunham cerca de 42% da população do país. Outras fontes relatam estimativas diferentes. Em 2013, existiam 1,3 milhão de indianos; 900 mil paquistaneses; 900 mil egípcios; 800 mil iemenitas; 500 mil bangladeshianos, 500 mil filipinos; 500 mil jordanos/palestinos; 260 mil indonésios; 250 mil cingaleses; 350 mil sudaneses; 250 mil sírios; e 100 mil turcos no país. Além disso, existem cerca de 100 mil ocidentais na Arábia Saudita, a maior parte dos quais vivem em condomínios fechados. A Arábia Saudita expulsou 800 mil iemenitas do país entre 1990 e 1991. Estima-se que 240 mil palestinos vivam no país e eles não estão autorizados a manter ou até mesmo solicitar a cidadania saudita, por causa de instruções da Liga Árabe que barram que os Estados árabes de concedam-lhes cidadania. Os palestinos são o único grupo estrangeiro que não pode se beneficiar de uma lei de 2004 aprovada pelo Conselho de Ministros da Arábia Saudita e que dá direito a expatriados de todas as nacionalidades e que tenham residido no reino por no mínimo dez anos para de requerer a cidadania, sendo dada prioridade às pessoas melhores qualificadas. Os artigos 12.4 e 14.1 do Regulamento Executivo do Sistema de Cidadania Saudita podem ser interpretados como uma exigência de que os candidatos sejam muçulmanos. A Arábia Saudita criou uma barreira na fronteira com o Iêmen para impedir que o afluxo de imigrantes ilegais e o tráfico de drogas e armas alcance o país.
Religião
Há cerca de 25 milhões de pessoas no país que são muçulmanas, ou 97% da população total. Os dados para a Arábia Saudita vêm principalmente de pesquisas à população em geral, que são menos confiáveis do que censos ou pesquisas demográficas e de saúde em larga escala para estimar minorias e maiorias populacionais. Entre 85 e 90% dos sauditas são sunitas, enquanto os xiitas representam entre 10 e 15% da população muçulmana. A forma oficial e dominante do islamismo sunita na Arábia Saudita é conhecida como uaabismo (sendo que alguns consideram este termo pejorativo, preferindo o uso do termo salafismo). Fundado na Península Arábica por Maomé ibne Abdal Uaabe no século XVIII, esse movimento é muitas vezes descrito como "puritano", "intolerante" ou "ultraconservador". Entretanto, os proponentes consideram que seus ensinamentos procuram purificar a prática do islamismo de quaisquer inovações ou práticas que se desviam dos ensinamentos do profeta Maomé e de seus seguidores do século VII. Os muçulmanos xiitas enfrentam perseguição no emprego e em cerimônias religiosas.
A Arábia Saudita é uma monarquia absoluta teocrática, embora, de acordo com a Lei Básica da Arábia Saudita adotada por decreto real em 1992, o rei deve estar de acordo com a Sharia (isto é, a lei islâmica) e o Alcorão. O Alcorão e a Sunnah (as tradições de Maomé) são declarados como a constituição e nenhuma constituição moderna já foi escrita para o país. A Arábia Saudita é o único país árabe onde nunca houve eleições nacionais, desde a sua criação. Partidos políticos ou eleições nacionais são proibidas e, de acordo com Índice de Democracia de 2010 feito The Economist, o governo saudita era o sétimo regime mais autoritário do mundo, entre os 167 países avaliados na pesquisa. Na ausência de eleições nacionais e de partidos políticos, a política na saudita ocorre em duas arenas distintas: entre a família real, a Casa de Saud, e entre os monarcas e o resto da sociedade. Fora da família Saud, a participação no processo político é limitada a um pequeno segmento da população e assume um tipo de consultoria da família real sobre decisões importantes. Este processo não é divulgado pela mídia local.
Forças armadas
A Arábia Saudita tem uma das maiores porcentagens de gastos militares do mundo, gastando cerca de 8% de seu PIB em suas forças armadas, de acordo com a estimativa do SIPRI para 2020. As Forças Armadas da Arábia Saudita consiste nas Exército, Força Aérea, Marinha, Defesa Aérea Real, Guarda Nacional (uma força militar independente) e forças paramilitares, totalizando quase 200 mil soldados em serviço. Em 2005, as forças armadas contavam com o seguinte pessoal: exército, 75 mil; a força aérea, 18 mil; defesa aérea, 16 mil; a marinha, 15,5 mil (incluindo três mil fuzileiros navais); e o Guarda Nacional tinha 75 mil soldados ativos e 25 mil soldados tribais.
Sistema legal
A Lei Básica, em 1992, declarou que a Arábia Saudita é uma monarquia governada pelos descendentes de Ibn Saud. Também declarou o Alcorão como a constituição do país, governado com base na lei islâmica. Questões criminais são julgadas em tribunais da Sharia no país. Esses tribunais exercem autoridade sobre toda a população. Casos envolvendo pequenas penalidades são julgados em tribunais sumários da Sharia. A maioria dos crimes graves são julgados em tribunais da Sharia de questões comuns. Tribunais de recurso julgam os recursos dos tribunais da Sharia. Causas também podem ser julgados em tribunais da Sharia, com uma exceção: os xiitas podem julgar casos desse tipo em seus próprios tribunais. Outros processos cíveis, incluindo os que envolvem queixas contra o governo e a execução de sentenças estrangeiras, são submetidos inicialmente a tribunais administrativos especializados, tais como a Comissão para a Resolução de Conflitos Laborais e o Conselho de Queixas. As principais fontes de direito saudita são a fiqh hambalita, consagrada em vários tratados acadêmicos especificados por juristas competentes, outras escolas de direito, as regulamentações estatais e decretos reais (quando estes são relevantes), e o costume e a prática.
Relações internacionais
A Arábia Saudita juntou-se à Organização das Nações Unidas (ONU) em 1945 e é membro fundador da Liga Árabe, do Conselho de Cooperação do Golfo, da Liga Muçulmana Mundial e da Organização para a Cooperação Islâmica. O país desempenha um papel proeminente no Fundo Monetário Internacional e no Banco Mundial e, em 2005, ingressou na Organização Mundial do Comércio. A Arábia Saudita apoia a formação pretendida da União Aduaneira Árabe em 2015 e de um mercado comum árabe até 2020, conforme anunciado na cúpula da Liga Árabe de 2009. Desde 1960, como membro fundador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), sua política de preços do petróleo tem sido geralmente estabilizar o mercado mundial do recurso e tentar moderar os movimentos bruscos dos preços para não prejudicar as economias ocidentais. Em 1973, a Arábia Saudita e outras nações árabes impuseram um embargo ao petróleo contra os Estados Unidos, Reino Unido, Japão e outras nações ocidentais que apoiaram Israel na Guerra do Yom Kippur em outubro de 1973. O embargo causou uma crise do petróleo com muitos efeitos de curto e longo prazo na política global e na economia global.
Direitos humanos
A Arábia Saudita tem sido muito criticada por seu histórico de desrespeito aos direitos humanos. As questões que têm atraído fortes críticas incluem a posição extremamente desvantajosa das mulheres dentro da sociedade saudita, a discriminação religiosa e a falta de liberdade religiosa e política. Entre 1996 e 2000, a Arábia Saudita aderiu a quatro convenções da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos humanos e, em 2004, o governo aprovou a criação da Sociedade Nacional para os Direitos Humanos (SNDH), composta por funcionários do governo, para monitorar sua implementação. As atividades da SNDH têm sido limitadas e subsistem dúvidas sobre a sua neutralidade e independência. A Arábia Saudita continua a ser um dos poucos países do mundo que não aceitam a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU. Em resposta às críticas contínuas de seu histórico de direitos humanos, o governo saudita aponta para o caráter islâmico especial de seu país e afirma que isso justifica uma ordem social e política diferente da do resto do mundo.
A Arábia Saudita é um país fortemente centralizado. O país é dividido em 13 regiões (em árabe: مناطق إدارية; manatiq idāriyya, ou ainda, منطقة ددررة; mintaqah idariyya), que também são chamadas de emirados e são chefiadas por um governador da família saudita nomeado pelo rei. As regiões são divididas em 118 províncias (em árabe: محافظات; muhafazat, sing. محافظة; muhafazah). Esse número inclui as 13 capitais regionais, as quais possuem um status diferente de municípios (em árabe: أمانة; amanah) e são lideradas por prefeitos (em árabe: أمين; amin). As províncias são subdivididas em sub-províncias (em árabe: مراكز; marakiz, sing. مركز; markaz).
A economia planificada da Arábia Saudita tira suas receitas majoritariamente do petróleo. Cerca de 75% das receitas orçamentais e 90% das receitas de exportação vêm da indústria de petróleo. A indústria petrolífera compõe cerca de 45% do produto interno bruto nominal saudita, em comparação com 40% do setor privado. O país tem oficialmente cerca de 260 bilhões de barris (4,1 × 1 010 m³) de reservas de petróleo, compreendendo cerca de um quinto das reservas provadas totais do mundo. O governo está tentando promover o crescimento do setor privado através da privatização de setores como a energia e as telecomunicações. O país anunciou planos para começar a privatizar empresas de energia elétrica em 1999, que se seguiu à privatização das empresas de telecomunicações. A escassez de água e o rápido crescimento da população pode restringir os esforços do governo para aumentar a autossuficiência em produtos agrícolas.
Educação
Quando o Reino da Arábia Saudita foi fundado, em 1932, a educação não era acessível a todas as pessoas, e era limitada a instrução individualizada nas escolas religiosas em mesquitas nas áreas urbanas. Essas escolas ensinavam leis islâmicas e habilidades básicas de leitura. No final do século XX, a Arábia Saudita possuía um sistema educacional que cobria todo o país, provendo treinamento gratuito da pré-escola até a universidade a todos os cidadãos. O sistema educacional primário na Arábia Saudita começou na década de 1930. Em 1945, o rei Abdulazize ibne Abderramão Saud, o fundador do país, iniciou um extensivo programa para estabelecer escolas no reinado. Seis anos depois, em 1951, o país possuía 226 escolas e 29 887 estudantes. Em 1954, o Ministério da Educação foi fundado, chefiado pelo príncipe Fade ibne Abdulazize como o primeiro Ministro da Educação. A primeira universidade foi a Universidade Rei Saud, fundada em 1957.
Saúde
A esperança de vida, em 2012, era de 74,8 anos. Os homens viviam, em média, 73,5 anos, enquanto a expectativa de vida para as mulheres era de 76,5 anos de idade. A taxa de mortalidade foi de 12 mortes por 100 000 nascidos vivos em 2016, e a taxa de natalidade foi, em 2012, de 22 nascimentos a cada 1 000 pessoas. Essas taxas vêm melhorando há décadas, graças ao fato de que o governo investe 4,7% de seu PIB nessa área, enquanto cada habitante gasta cerca de US$ 2 466 por ano. A obesidade é bastante alta, já que nos homens é de 29,9% e nas mulheres é de 43,5%, além de que 24% da população masculina consome tabaco, com esse índice caindo para 1% entre as mulheres. Além disso, possui cerca de 300 hospitais com uma das melhores infraestruturas sanitárias do planeta.
Transportes
O transporte na Arábia Saudita é facilitado por um sistema relativamente novo de estradas, ferrovias e vias marítimas. O Ministério dos Transportes em 2014 manteve um comprimento total estimado de estradas de 627 mil km, dos quais 151 mil km eram rodovias que ligam as principais regiões sauditas com as fronteiras internacionais e servindo como estradas de interconexão entre as principais cidades do país; 102 mil km eram estradas secundárias que ligavam as grandes cidades a outras cidades menores em suas respectivas províncias; 374 mil km eram estradas secundárias que se ramificavam de estradas secundárias e serviam a cidades, vilas e áreas agrícolas. Outros 204 mil km de estradas estavam em construção no final do ano fiscal de 2014.
A Arábia Saudita tem atitudes e tradições, muitas vezes derivadas da centenária civilização árabe tribal. Esta cultura foi reforçada pela interpretação uaabita austeramente puritana do islamismo, que surgiu no século XVIII e agora predomina no país. As muitas limitações sobre o comportamento e a vestimenta são rigorosamente aplicadas legalmente e socialmente. Bebidas alcoólicas são proibidas, por exemplo, e não há teatro ou exibição pública de filmes. No entanto, o Daily Mail e o Wikileaks indicam que a família real saudita aplica um código moral diferente para si mesma ("WikiLeaks: …príncipes sauditas ostentam bebidas, drogas e sexo. Os nobres desrespeitam as leis puritanas em festas para jovens da elite, enquanto a polícia religiosa é obrigada a fechar os olhos."). A expressão pública de opinião sobre questões políticas ou sociais internas é desencorajada. Não existem organizações como partidos políticos ou sindicatos para servirem como fóruns públicos.
Esportes
Os esportes mais populares são futebol, mergulho, windsurf e vela. O que mais se destaca é o futebol, que já conta com mais de 150 clubes oficiais, uma das seleções mais fortes do Oriente Médio. Outro esporte bastante popular são as corridas de camelo, que acontecem especialmente em festivais culturais locais e são consideradas uma "oportunidade única de encorajar a unidade nacional". Apesar de uma lenta melhora, as mulheres e meninas são proibidas de praticar qualquer tipo de exercícios esportivos. Arabia Saudita vem participando de maneira contínua dos Jogos Olímpicos desde 1972, quando o evento foi celebrado na cidade alemã de Munique, com exceção aos Jogos Olímpicos de Verão de 1980, sediados na capital russa. apesar disso, o país apenas conseguiu ganhar uma medalha de prata e duas de bronze Jogos Olímpicos de Verão de 2000, em Sydney, e nos Jogos Olímpicos de Verão de 2012, em Londres.
Gastronomia
A comida local é bastante condimentada. As carnes mais comuns são o frango e o carneiro, sendo a carne suína proibida por lei, segundo a sharia. As comidas mais encontradas são o arroz, as lentilhas, homus (pasta de grão-de-bico), kultra (espetadas de frango ou carneiro), kebab (servido com sopa e legumes), mezze (entradas variadas) e muhalabia (pudim de arroz). O álcool é proibido no país, e ser apanhado bêbado pode causar graves problemas.


