Pesquisa · Mapa mental

Gregório Lopes

Gregório Lopes. Foi uma das personalidades mais marcantes na pintura portuguesa da primeira metade do século XVI. Foi pintor régio de D. Manuel I e D. João III, e cedo aderiu à mudança cultural e artística que levou à italianização da arte portuguesa, nos finais da década de trinta de 1500. Representante do Renascimento evoluído em Portugal, foi o pintor que introduziu o «Primeiro Maneirismo de Antuérpia» em Portugal.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
01

Biografia

Em 1513, Gregório Lopes já exercia o ofício de pintor e, em 1514, trabalhava na Oficina de Jorge Afonso, em Lisboa, sendo casado com uma filha deste, Isabel Jorge. Nesta Oficina foi companheiro de Pêro Vaz e Garcia Fernandes, de Lisboa, e de Gaspar Vaz, de Viseu. O seu nome volta a aparecer em 1515 em escrituras relativas à casa e terrenos que possuía junto ao Mosteiro de São Domingos, em Lisboa. Em 1518, trabalhou sob a chefia de Francisco Henriques, em parceira com Garcia Fernandes, Cristóvão de Figueiredo, André Gonçalves e outros pintores portugueses e flamengos, na importante obra de pintura encomendada pelo rei D. Manuel I para a Casa da Relação de Lisboa - vasto conjunto que ficou incompleto, devido talvez à morte de Francisco Henriques nesse mesmo ano, e que depois se perdeu. Por carta régia de 25 de abril de 1522, o rei D. João III nomeava-o seu pintor; nela se dizia que Gregório Lopes já o fora de D. Manuel I, embora não se tivesse feito o respetivo registo. Em 1524, foi ordenado pelo rei Cavaleiro do Hábito da Ordem de Santiago, por instigação de D. Jorge de Lencastre, Mestre da Ordem Militar dos Espatários, para a qual o pintor trabalhava. Em 1526, era-lhe fixada uma tença anual de 5.000 reais e 1 moio de trigo, por sua qualidade de pintor régio.

02

Vida pessoal

Foi casado com Isabel Jorge, filha do pintor Jorge Afonso, com a qual teve 3 filhos: o pintor Cristóvão Lopes, Grimanesa Lopes e Isabel Lopes.

03

Obra

Artista palaciano, Gregório Lopes amava a pompa, o luxo, as cores quentes e cariciosas, o largo e vistoso decorativismo. Como o acentua Reynaldo dos Santos, possuía grande sentimento da composição e as suas Virgens e as mais figuras femininas têm suavidade no oval do rosto, na rósea carnação, na doçura do olhar. Atribuindo primacial importância ao desenho, fazia predominar o traço sobre a mancha, ao contrário de Francisco Henriques, Cristóvão de Figueiredo e Garcia Fernandes; por outro lado, nas suas pinturas, usava de preferência matéria densa. Dadas as suas características, também lhe são atribuídas as duas séries de pinturas da Igreja de S. João Baptista, em Tomar - a de "S. João Baptista" ou "de Salomé" e a "da Eucaristia" - de colorido opulento e de nobre sentimento decorativo, como o sustentou José de Figueiredo, tanto mais que as obras da dita igreja tomarense dependiam do Convento de Cristo, onde se sabe que trabalhou este pintor régio.

04

Homenagem

Em 1972 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o pintor dando o seu nome a uma rua na zona da Encosta do Restelo e do Caramão da Ajuda, em Lisboa.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando