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Festa junina

Festas juninas, festas dos santos populares ou celebração do meio do verão são uma celebração da estação do verão do hemisfério norte, geralmente realizada em uma data próxima ao solstício de verão. Tem raízes pagãs pré-cristãs na Europa.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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História

O Dia de São João, dia da festa de São João Batista, foi instituído pela Igreja Cristã indivisa no século IV d.C., em homenagem ao nascimento de São João Batista, que o Evangelho de Lucas registra como sendo seis meses antes de Jesus. Como as Igrejas Cristãs Ocidentais marcam o nascimento de Jesus em 25 de dezembro, Natal, a Festa de São João (Dia de São João) foi instituída no meio do verão, exatamente seis meses antes da festa anterior. Por volta do século VI, esse ciclo solar foi concluído ao equilibrar a concepção e o nascimento de Cristo com a concepção e o nascimento de seu primo, João Batista. Tal relacionamento entre Cristo e seu primo foi amplamente justificado pelas imagens das escrituras. Batista foi concebido seis meses antes de Cristo (Lucas 1:76); ele mesmo não era a luz, mas deveria dar testemunho a respeito da luz (João 1:8–9). Assim, a concepção de João foi celebrada nas oitavas calendas de outubro (24 de setembro: próximo ao equinócio de outono) e seu nascimento nas oitavas calendas de julho (24 de junho: próximo ao solstício de verão). Se a concepção e o nascimento de Cristo ocorreram nos 'dias de crescimento', era apropriado que o de João Batista ocorresse nos 'dias de declínio' ('diebus decrescentibus'), pois o próprio Batista havia proclamado que 'que ele cresça e eu diminua' (João 3:30). No final do século VI, a Natividade de João Batista (24 de junho) tornou-se uma festa importante, contrabalançando no meio do verão a festa do Natal no meio do inverno.

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Por país

As tradições juninas da Polônia estão associadas principalmente às regiões da Pomerânia e da Casúbia, e a festa é comemorada em 23 de junho, chamada localmente 'Noc Świętojańska" (Noite de São João). A festa dura o dia todo, começando às 8h da manhã e varando a madrugada. De maneira análoga à festa brasileira, uma das características mais marcantes é o uso de fantasias; no entanto, não de trajes camponeses como no Brasil, mas de vestimentas de piratas. Acendem-se fogueiras para marcar a celebração. Em algumas das grandes cidades polonesas tais como Varsóvia e Cracóvia, essa festa faz parte do calendário oficial da cidade.[carece de fontes?] Em Portugal, estas festividades, genericamente conhecidas pelo nome de "Festas dos Santos Populares", correspondem a diferentes feriados municipais. Nas cidades do Porto e de Braga, o São João é festejado, sendo que a festa é, à semelhança do que acontece no Nordeste do Brasil, entregue às pessoas que passam o dia e a noite nas ruas das cidades, que são autênticos arraiais urbanos.[carece de fontes?]

Alemanha

O dia do solstício de verão é chamado Sommersonnenwende em alemão. Em 20 de junho de 1653 o conselho da cidade de Nuremberga emitiu a seguinte ordem: "No dia de São João em cada ano no país, bem como em cidades e vilas, jovens pegam dinheiro e madeira para criar o chamado sonnenwendt ou fogo zimmet e dançam sobre o referido fogo, saltando sobre o mesmo, com a queima de ervas diversas e flores… Portanto, o Conselho da Cidade de Nuremberga não pode nem deve deixar de acabar com toda esse paganismo, superstição imprópria e perigo de incêndio no próximo dia de São João".

Brasil

Festas juninas no Brasil, também conhecidas como festas de São João por celebrarem a natividade de São João Batista (24 de junho), são as comemorações anuais brasileiras adaptadas do solstício de verão europeu que ocorre no meio do inverno do hemisfério sul. Estas festividades, introduzidas pelos portugueses durante o período colonial (1500-1822), são celebradas durante o mês de junho em todo o país. A festa é celebrada principalmente nas vésperas das solenidades católicas de Santo Antônio, São João Batista, São Pedro e São Paulo. No interior do estado de São Paulo, as festas juninas estão diretamente ligadas à cultura caipira paulista, sendo quase sempre vinculadas às músicas típicas e à culinaria regional, a qual varia conforme o local, mas normalmente incluem itens derivados do milho, tais como curau, pamonha, pipoca e também pratos originários no estado, como o cuscuz paulista, paçoca de amendoim, pé de moleque, maçã do amor, pastéis, bolinhos e diversas outras iguarias doces e salgadas. Como as noites de junho normalmente são frias no território paulista, bebidas alcoólicas aquecidas, tais como o quentão e o vinho quente também estão sempre presentes nessas festividades.

Dinamarca

Na Dinamarca, a celebração solsticial é chamada de sankthans ou sankthansaften ("véspera de São João"). Foi um feriado oficial até 1770 e, de acordo com a tradição dinamarquesa de comemorar um feriado na noite anterior do dia real, é celebrado na noite de 23 de Junho. É o dia em que os homens e mulheres sábias medievais (os médicos da época) reuniam ervas especiais que precisavam durante o resto do ano para curar as pessoas.[carece de fontes?] A data é comemorada desde os tempos dos viquingues, quando eles faziam grandes fogueiras para afastar os maus espíritos. Hoje, fogueiras na praia, piqueniques e músicas são tradicionais, embora fogueiras sejam construídas em muitos outros lugares. Na década de 1920, uma tradição de colocar uma bruxa feita de palha e tecido sobre a fogueira surgiu como uma lembrança da caça às bruxas entre 1540 a 1693. Essa queima enviaria a "bruxa" para Bloksbjerg, a montanha Brocken na região de Harz da Alemanha. Alguns dinamarqueses consideram a relativamente nova queima simbólica da bruxa como imprópria.

Finlândia

Antes de 1316, o solstício de verão era chamado de Ukon juhla ("celebração de Ukko") na Finlândia, pelo deus finlandês Ukko. Após as celebrações serem cristianizadas, o feriado se tornou conhecido como Juhannus por conta de João Batista (finlandês: Johannes Kastaja). Na celebração do midsummer finlandês, fogueiras (kokko) são muito comuns e são queimados nas margens de lagos e do mar. Muitas vezes, ramos de árvores de vidoeiro (koivu) são colocados em ambos os lados da porta da frente das casas para receber os visitantes. Os finlandeses muitas vezes celebram erigindo um mastro (midsommarstång). Na religiosidade popular, o midsummer é uma noite muito potente para muitos pequenos rituais, principalmente para jovens donzelas que procuram pretendentes e fertilidade. Acredita-se que o fogo-fátuo apareça com mais frequência na noite da celebração para indicar um tesouro. Nos velhos tempos, donzelas usavam encantos especiais e curvavam-se em um poço, nuas, para verem o reflexo de seu futuro marido. Em outra tradição que continua ainda hoje, uma mulher solteira recolhe sete flores diferentes e coloca-as sob o seu travesseiro para sonhar com seu futuro marido.

França

A Fête de la Saint-Jean (Festa de São João), tal como no Brasil e em Portugal, é comemorada em 24 de junho e tem, como maior característica, a fogueira. Em certos municípios franceses, uma alta fogueira é erigida pelos habitantes homenageando São João Batista. Trata-se de uma festa católica, embora ainda sejam mantidas certas tradições pagãs que a originaram. Na região de Vosges, a fogueira é chamada chavande.[carece de fontes?]

Noruega

Como na Dinamarca, o Sankthansaften é comemorado em 23 de junho na Noruega. O dia também é chamado de Jonsok, que significa "despertar de João", importante em tempos católicos romanos com peregrinações a igrejas e fontes sagradas. Por exemplo, até 1840, havia uma peregrinação à Igreja do Stave Røldal em Røldal (sudoeste da Noruega), cujo crucifixo teria poderes curativos. Hoje, no entanto, o Sankthansaften é amplamente considerado como um evento secular ou mesmo pré-cristão. Na maioria dos lugares, o evento principal é a queima de uma grande fogueira. No oeste da Noruega, um costume de arranjar casamentos simulados, tanto entre adultos como entre crianças, ainda é mantido vivo.

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Fontes consultadas

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