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Batata

A Solanum tuberosum, comumente conhecida como batata, é uma planta perene da família das solanáceas e pertencente ao tipo fisionómico dos terófitos. A planta adulta, conhecida como batateira, tem geralmente entre sessenta a cem centímetros de altura, possui flores e frutos e produz um tubérculo comestível rico em amido.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Nomes comuns

Além de «batata», este cultivar é ainda conhecido regionalmente como semilha, na Madeira; pataca, na Galiza; rena, em Angola.

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Descrição

A batata (Solanum tuberosum) é uma planta herbácea que pode atingir mais de 100 centímetros de altura e produz um tubérculo - a batata - rico em amido. A batata pertence à família das solanáceas, e partilha o género Solanum com pelo menos outras mil espécies, como o tomate e a beringela. Esta espécie divide-se em somente duas subespécies levemente diferentes: andigena, que é adaptada às condições de dia curto e é cultivada somente nos Andes, e tuberosum, a batata que é cultivada por todo o mundo, que acredita-se ser descendente da introdução da subespécie andigena na Europa, que se adaptou aos dias mais longos.

Raízes e sistema caulinar

As plantas originadas a partir de tubérculos, por surgirem de gemas e não de sementes, carecem de radículas; as raízes originam-se a partir de gemas subterrâneas e surgem entre o tubérculo-semente e a superfície do solo. Por isso, o tubérculo deve ser plantado a uma profundidade adequada que permita a formação de raízes e rizomas. A partir dos primeiros estágios de desenvolvimento até ao momento que começa a formação de tubérculos, as raízes apresentam um rápido crescimento. O sistema radicular é fibroso, ramificado e estende-se mais superficialmente, podendo penetrar até 80 centímetros de profundidade. O sistema caulinar é composto por rizomas e talos. Os rizomas, que correspondem a talos modificados, nascem alternadamente na base dos talos e apresentam um crescimento horizontal pouco abaixo da superfície do solo. Cada rizoma engrossa na sua extremidade, originando um tubérculo.

Folhas, flores e frutos

Logo que o caule emerge do solo, ocorre um rápido crescimento inicial da folhagem. As folhas são alternadas e compostas, exceto as mais baixas que podem ser simples. As folhas compostas são alternadas, apresentando cinco, sete ou nove folíolos, os quais se classificam em primário ou secundário, de acordo com seu tamanho. Além destes, existem folíolos muito pequenos chamados de terciários que aparecem dispostos em pares sobre o pecíolo da folha. As folhas compostas, que podem apresentar uma variedade de formas e tamanhos, medem geralmente de 20 a 30 centímetros de comprimento. Os folículos são pilosos, assim como as outras estruturas das plantas.

Tubérculo

Os tubérculos, que correspondem aos talos subterrâneos modificados, se originam do engrossamento na extremidade dos rizomas e começam a se formar cerca de cinco semanas depois do surgimento do caule acima da superfície do solo. A pele do tubérculo é composta de duas camadas de células: uma camada exterior de células únicas chamadas epiderme e outra, logo abaixo, chamada periderme. As células da periderme podem conter um pigmento que produz batatas coloridas. Abaixo da periderme está o córtex, seguido por um anel vascular, que contém células que transportam nutrientes para o tubérculo. Mais adentro está a medula, que representa a região primária de armazenamento no tubérculo. O excesso de alimento produzido pela planta é transportado para a medula pelo tecido vascular. As células da medula aumentam em quantidade e em tamanho enquanto lhes é fornecido alimento, causando o crescimento do tubérculo.

Crescimento e desenvolvimento

A espécie Solanum tuberosum pode ser semeada a partir de sementes e de tubérculos. As plantas provenientes da sementes apresentam as típicas estruturas das dicotiledôneas. Ao utilizar os tubérculos como meio de propagação, o primeiro crescimento que ocorre é a formação de brotos que se desenvolvem no extremo distal do tubérculo e emergem sobre a superfície do solo, dando origem a uma nova planta. O crescimento da planta ocorre em vários estágios: brotação, estabelecimento da planta e desenvolvimento do tubérculo. O tempo de duração dessas fases pode variar de acordo com os fatores ambientais como a elevação e temperatura, tipo de solo, umidade, cultivar selecionado e localização geográfica.

Subespécies

No gênero Solanum existem mais de mil espécies reconhecidas, mas provavelmente existem bem mais. Esse gênero é dividido em diversas seções, das quais a potatoe contém todas as que produzem tubérculos, e essa seção, por sua vez, é dividida em séries, uma delas é a tuberosa, onde se encontram cerca de 54 espécies selvagens ou cultivadas. Uma delas é a Solanum tuberosum. Essa espécie é dividida em duas subespécies:tuberosum e andigena. A primeira é a mais cultivada e consumida no mundo todo, enquanto a segunda é cultivada somente em algumas regiões das Américas Central e do Sul. A subespécie tuberosum cultivada na Europa e em outras partes do mundo possui uma pequena parte do seu material genético proveniente da subespécie andigena, que é originada no Chile, graças ao cruzamento feito depois do ataque de fungos que causou a destruição de lavouras na Europa. Com isso, as plantas ficaram mais resistentes. As diferenças entre as duas subespécies são muito pequenas, sendo a principal delas a dependência de um dia curto para a subespécie andigena.

Variedades

Apesar da batata cultivada em todo mundo pertencer a somente uma espécie (Solanum tuberosum), existem milhares de variedades com diferentes características de tamanho, cor, textura e sabor. Por meio da seleção e cruzamento de variedades é possível criar novas diversidades de batatas mais resistentes a doenças. Esse processo envolve cerca de onze anos por meio de uma sofisticada seleção criando novas cultivações com uma qualidade satisfatória para a sua comercialização. As variedades atuais são mais resistentes graças a esse processo que permite produzir tubérculos com maior qualidade e variedade de tamanho e sabor. A seguir estão alguns exemplos dessa diversidade:

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Cultivo

Para o plantio da batata, que é feito atualmente em mais de cem países, é necessária uma temperatura média entre 10 °C e 30 °C, sendo que a temperatura ideal para a maior produção está entre 18 °C e 20 °C. Por isso, o plantio geralmente ocorre no início da primavera nas zonas temperadas e no fim do inverno nas regiões mais quentes, e nos países tropicais ela cresce nos períodos mais frios. Em algumas regiões subtropicais onde o relevo é mais elevado, é possível plantar o ano todo, e colher os tubérculos noventa dias após o plantio, sendo que nas regiões temperadas, a colheita pode acontecer até 150 dias após o plantio. Com efeito, a batata pode produzir bem sem as condições ideais para seu crescimento, pois é uma planta que se adapta facilmente, mas as plantas ficam mais sujeitas à ação de pragas e doenças. Para evitar o reaparecimento de doenças, os agricultores não plantam na mesma área duas safras seguidas. Em vez disso, utilizam a técnica de rotação de culturas durante três ou mais anos, alternando com lavouras de milho e feijão, por exemplo. Com as práticas agrícolas necessárias, um hectare de batatas pode produzir, no clima temperado europeu e norte-americano, mais de quarenta toneladas de tubérculos com quatro meses de plantio. Nos países em desenvolvimento, entretanto, a produção é de cerca de 25 toneladas. Isso acontece por causa da falta de qualidade das sementes e dos cultivares, além dos usos pouco explorados de fertilizantes e irrigação.

Preparo do solo e plantio

Os tipos de solos mais adequados para o plantio de batata são aqueles que oferecem pouca resistência ao desenvolvimento do tubérculo e que são ricos em matéria orgânica, com boa drenagem e aeração. Os solos com pH entre 5,2 e 6,4 são considerados ideais. O preparo do terreno para o plantio é bastante trabalhoso, pois o terreno precisa estar completamente livre de ervas daninhas. Por isso, o solo precisa ser arado várias vezes para atingir as condições ideais do plantio: macio, bem drenado e bem aerado. Geralmente utiliza-se no plantio os "tubérculos-sementes", que são pequenos tubérculos ou mesmo pedaços de tubérculos, que são semeados entre cinco e dez centímetros de profundidade. Para que o rendimento seja máximo, é essencial a utilização de tubérculos-sementes de qualidade e de cultivares puros, que pode resultar no aumento da produção em mais de trinta por cento. A densidade do plantio depende do tamanho dos tubérculos escolhidos. Geralmente são utilizados cerca de duas toneladas de tubérculos-semente para cada hectare plantado. Para lavouras que dependem da chuva em áreas mais secas, o plantio em um terreno plano resulta em maior produtividade (por causa da melhor conservação da água no solo), enquanto plantações irrigadas geralmente são encontradas nas encostas.

Cuidados com a plantação, colheita e armazenamento

Durante o estabelecimento da planta, que demora cerca de quatro semanas, as ervas daninhas devem ser controladas para dar vantagem ao desenvolvimento do tubérculo. Quando as plantas estão com mais de quinze centímetros de altura, é feito um processo de amontoamento de terra sobre os pés da planta, para prevenir a disseminação de pragas, além de manter a qualidade do solo. Depois desse processo, as ervas daninhas são removidas mecanicamente ou com o uso de herbicidas. O uso de fertilizantes depende do nível de nutrientes já existente no solo. Geralmente plantações irrigadas comerciais necessitam de mais aplicações. As quantidades de fertilizantes dependem também do potencial de produção da variedade e da colheita esperada. A umidade do solo deve sempre ser alta para o melhor desenvolvimento dos tubérculos. Para melhor produtividade, uma lavoura que dura de 120 a 150 dias precisa de 500 a 700 mm de água. A falta de água é mais prejudicial quando está acontecendo o desenvolvimento do tubérculo. A batata possui raízes superficiais, e por isso a resposta da planta à irrigação frequente é considerável. Para se obter uma maior produção é preciso repor a água perdida pela transpiração a cada um ou dois dias.

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Nutrição

A batata é um alimento versátil, rico em carboidratos e altamente popular em todo o mundo e é preparado e servido das mais diversas formas. Quando fresco, o tubérculo possui cerca de oitenta por cento de água e vinte por cento de matéria seca, da qual a maior parte é amido. A quantidade de proteínas da batata, quando desidratada, é comparável à dos cereais e é bem alta em relação a outros tubérculos e raízes. Além disso, a batata possui pouca gordura e é rica em vários micronutrientes, especialmente vitamina C (quando consumida com a pele, uma batata de cerca de 150 gramas fornece quase a metade da dose diária recomendada.). A batata é também uma fonte moderada de ferro, e a vitamina C promove a absorção do mineral. O tubérculo é, ainda, uma fonte básica das vitaminas B1, B3 e B6 e minerais como potássio, fósforo e magnésio, além de conter fibras dietéticas e antioxidantes, que previne as doenças relacionadas ao envelhecimento.

Toxicidade

Como parte da defesa natural das plantas contra fungos e insetos, a planta possui altos níveis de componentes tóxicos chamados glicoalcalóides (geralmente solanina e chaconina). Geralmente esses compostos são encontrados em níveis baixos no tubérculo, e estão localizados somente pouco abaixo da pele. Para manter a concentração de glicoalcaloides baixa, é necessária a conservação em um ambiente escuro e fresco. Caso contrário, a batata torna-se esverdeada por causa do aumento da clorofila, que indica níveis mais altos de solanina e chaconina. Esses compostos não são destruídos com o cozimento e por isso é essencial a remoção das áreas esverdeadas e remoção da pele antes do cozimento para assegurar a ingestão segura do alimento. Os primeiros sintomas da intoxicação manifestam-se geralmente entre oito e doze horas após a ingestão, sob a forma de desordens gastrointestinais e nervosas e, dependendo da dose, pode levar à morte. Uma única batata, se estiver esverdeada, pode conter uma dose perigosa da substância. A batata pode servir de matéria-prima para a fabricação de bebidas alcoólicas (como a vodca) e na produção de bioetanol (álcool combustível). O míssil alemão V-2, da II Guerra mundial, usava como combustível o álcool de batatas. Produzir álcool suficiente para abastecer um único V-2, consumia 30 toneladas de batatas.

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História

Origem

A história da batata começou há cerca de oito mil anos na Cordilheira dos Andes próximo ao Lago Titicaca, entre a Bolívia e o Peru, onde se supõe que comunidades de caçadores e coletores que entraram na América do Sul sete mil anos antes começaram a domesticar as espécies de batata selvagem que eram abundantes nas regiões em torno do lago, onde os agricultores tiveram sucesso na seleção e melhoramento do vegetal. De fato, o que conhecemos hoje como "batata" (Solanum tuberosum) contém somente um fragmento da diversidade genética encontradas nas sete espécies de batata reconhecidas e mais de cinco mil variedades que ainda são encontradas nos Andes.

Difusão

Os conquistadores espanhóis foram para a região dos Andes em busca de ouro, mas o tesouro que levaram foi a Solanum tuberosum. A primeira evidência do plantio de batata fora do território sul-americano data de 1565, nas ilhas Canárias e em 1573, a batata passou a ser cultivada no território continental espanhol. Logo após, exemplares do tubérculo foram enviados por toda Europa como um presente exótico. Batatas começaram a ser plantadas na Inglaterra em 1597 e chegaram à França e à Holanda logo depois. Mas como a planta agora fazia parte de jardins botânicos e enciclopédias de plantas, o interesse diminuiu. A aristocracia europeia admirava as flores das plantas, mas os tubérculos eram considerados alimentos somente para porcos e pessoas pobres. Ao mesmo tempo, entretanto, a Era dos Descobrimentos havia começado e os primeiros a apreciar batatas como alimento foram os navegantes que levaram os tubérculos para consumir durante longas viagens. Dessa forma, a batata chegou à Índia, à China e ao Japão, durante o início do século XVII. A batata também foi introduzida na Irlanda, onde se mostrou adaptada ao ar frio e solos úmidos. Imigrantes irlandeses levaram o tubérculo para a América do Norte, no século XVII, onde ficou conhecida como batata irlandesa.

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Produção e consumo mundial

A produção e o consumo de batatas sempre esteve concentrado nos países da Europa e da América do Norte, sendo que até a metade do século XX, noventa por cento da produção mundial estava concentrada no continente europeu. Mas isso começou a mudar a partir de 1990 quando a produção dos países da América Latina, África e Ásia começou a crescer drasticamente, superando a produção dos países do norte em 2005. Em 2007 foram produzidos 325 milhões de toneladas do tubérculo, sendo a China o maior produtor mundial, e cerca de um terço de todas as batatas produzidas no mundo são colhidas somente em dois países: China e Índia. A produção na América Latina e África representa menos de vinte por cento da produção mundial, apesar de estar crescendo a níveis recordes. Na América do Norte são registrados as maiores produtividades, sendo a média da região de cerca de quarenta toneladas por hectares, enquanto a média mundial é de apenas 16.8 toneladas por hectare.

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Doenças e pragas

Geralmente a lavoura de batata possui uma grande quantidade de outros seres vivos, como insetos e ácaros, cujas espécies variam de uma região para outra. Entretanto, alguns seres vivos podem se hospedar na planta e causar danos excessivos que, na maioria das vezes deve-se à alimentação nas folhas com redução da área fotossintética, à alimentação nas raízes e estolhos e à alimentação nos tubérculos, que prejudica a quantidade e a qualidade dos mesmos. A principal praga da batata no hemisfério norte é o escaravelho da batata (Leptinotarsa decemlineata), um inseto muito prolífico da ordem Coleoptera. Os adultos, e as suas larvas, que vivem durante três semanas, podem eliminar por completo a folhagem das plantas. Outra praga que atingem as lavouras são os pulgões, que estão distribuídos entre algumas espécies das quais as mais perniciosas são o Myzus persicae e o Macrosiphum euphorbiae. A primeira espécie pode transmitir mais de 100 espécies de vírus que atacam plantas de mais de 30 famílias diferentes e é considerado o principal vetor de viroses na cultura da batata. Os pulgões podem ter formas aladas ou ápteras (sem asas), em resposta ao ambiente no qual vivem, seja por causa da planta, seja por causa do clima e geralmente os indivíduos vivem cerca de vinte dias e as fêmeas podem produzir até oitenta descendentes. Os problemas causados pelos insetos não se restringem somente à disseminação de vírus, a alimentação na folhagem pode comprometer o desenvolvimento da planta, e a saliva das duas espécies citadas tem ação tóxica nas plantas, o que faz surgir o aparecimento de necroses ao longo de nervuras.

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Batata geneticamente modificada

As pesquisas para desenvolver batatas transgênicas começaram no início dos anos 1990, quando desenvolveram uma variedade resistente ao ataque de certo vírus. De fato, plantações com batatas geneticamente modificadas pode aumentar a produtividade, a saúde do consumidor e ajudar a conservar o meio ambiente. Mas muitos ativistas que são contra os produtos geneticamente modificados (GM) contribuíram para a má aceitação do mercado, mas mesmo assim as indústrias da batata continuam a investir nessa tecnologia. Testes feitos nas plantações no noroeste americano mostram que produtos GM permitem o aumento da produção, diminuição dos custos e menor uso de agrotóxicos, além da qualidade superior dos tubérculos. Os produtos GM são vistos como uma promessa para os países subdesenvolvidos, já que os agricultores perdem a maior parte de sua produção porque não podem comprar inseticidas. O aumento da produção resulta no aumento da segurança alimentar, redução do preço, aumento da margem de lucro e proteção do meio ambiente, já que são utilizados menos produtos químicos.

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Gastronomia

A batata é o vegetal mais popular do mundo e o quarto mais consumido, sendo usado em receitas em todo o mundo. São utilizadas como massa na Itália, cozidas com bananas na Costa Rica, cozidas com arroz no Irã, recheadas com fígado na Bielorrússia, fritas com feijões verdes na Etiópia, dentre outras incontáveis receitas com o tubérculo. O segredo do grande sucesso da batata é sua grande diversidade, que proporcionam várias opções de cor e sabor. Algumas variedades dão às sopas uma textura cremosa e um gosto delicado que destaca os outros ingredientes. Outros tipos de batata são melhores cozidas, servidas como um simples lanche ou recheadas com diversos ingredientes. Variedades com maior teor de amido (farinhentas) são melhores para o cozimento, para fritar e para amassar, enquanto outras com menos amido são melhores assadas e mais utilizadas em saladas. Alguns livros de culinária sugerem que o conteúdo de amido pode ser estimado fazendo-se testes simples: o da água salgada (batatas pobres em amido flutuam e as ricas em amido afundam) e o da observação (batatas ovais com pele espessa são melhores para o cozimento, enquanto as grandes e arredondadas servem para várias outras finalidades). A produção em massa através dos anos têm originado batatas maiores, mas mais insípidas. Indo contra essa tendência, a partir dos anos 1990, aumentou a demanda por variedades tradicionais, que, protegidas por patentes, são uma grande fonte de lucro para os agricultores e comerciantes.

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Ano Internacional da Batata

Em 2005, na conferência bienal da Organização para Alimentação e Agricultura (FAO - Food and Agriculture Organization em inglês) das Nações Unidas (ONU), um representante do Peru propôs uma resolução para que o mundo voltasse suas atenções para a importância da batata como segurança alimentar e diminuição da pobreza. A resolução foi transmitida e aceita pelo secretário geral da ONU que declarou 2008 como sendo o Ano Internacional da Batata. A criação do ano serviu para aumentar a conscientização sobre a importância da batata como um dos principais alimentos para a humanidade com um desejo prático: promover o desenvolvimento de sistemas sustentáveis com base na cadeia produtiva da batata para melhorar o bem estar dos produtores e consumidores e ajudar a perceber o enorme potencial da batata para ser o alimento do futuro.

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Fontes consultadas

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