Batismo infantil
O batismo infantil, também conhecido como pedobatismo, é a prática de batizar bebês. Essa tradição é frequentemente contrastada com o batismo do crente, que se aplica apenas a indivíduos capazes de professar sua fé em Jesus Cristo, excluindo assim os bebês.
Pontos-chave
- O batismo infantil é praticado por diversas tradições cristãs, incluindo o Catolicismo e parte do Protestantismo.
- No Catolicismo, a prática é justificada pela necessidade de libertar a criança do pecado original e inseri-la na graça divina.
- No Protestantismo, luteranos e reformados defendem o batismo infantil com base em interpretações bíblicas e teologia da aliança.
- O credobatismo, que defende o batismo apenas para adultos professos, surgiu com a Reforma Radical e influenciou grupos como os batistas e pentecostais.
A Igreja Católica fundamenta o batismo infantil na crença de que os bebês nascem com o pecado original e necessitam do novo nascimento através do batismo para serem libertos do poder das trevas. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) dedica parágrafos específicos a essa prática, destacando que a graça da salvação é um dom gratuito, especialmente evidente no batismo de crianças. A Igreja e os pais são vistos como responsáveis por conferir essa graça o mais cedo possível após o nascimento.
Grande parte das igrejas protestantes manteve o batismo infantil após a Reforma. Luteranos citam passagens bíblicas sobre o batismo de famílias inteiras (Atos 16:15), argumentando que famílias incluíam bebês na época. Para Martinho Lutero, o batismo se baseia na Palavra de Deus e nos mandamentos, não na certeza da fé pessoal, mas na fé daqueles que apresentam o bebê (pais, padrinhos, congregação). Igrejas presbiterianas, reformadas e congregacionalistas, baseadas na teologia da aliança, veem o batismo como um "sinal e selo da aliança da graça" e a "Palavra visível de Deus", substituindo a circuncisão. Enfatizam que o batismo é uma "promessa visível da aliança de Deus" e um "meio de graça", fundamentado nas "relações da aliança de Deus com Seu povo".
Oposição ao Batismo Infantil
Durante a Reforma Protestante, a Reforma Radical deu origem aos anabatistas, defensores do credobatismo. No século XVII, alguns puritanos da Igreja da Inglaterra também adotaram o credobatismo, tornando-se conhecidos como batistas e opondo-se ao batismo infantil nas paróquias anglicanas. Posteriormente, o movimento pentecostal, com raízes metodistas, rejeitou o pedobatismo, mantendo a posição do Movimento de Santidade.


