Educação financeira
A educação financeira é uma área transversal e Interdisciplinar cujo propósito é auxiliar indivíduos na escolha de seus rendimentos, no consumo sustentável, em suas decisões sobre investimentos, e na prevenção de situações problemáticas; não deve ser confundida com a matemática financeira, enquanto a primeira se trata de uma área que comunica com as outras como a economia, biologia, história, sociologia, geografia, etc., a segunda é específica da matemática.
A educação financeira envolve conceitos e técnicas para uma gestão eficiente da renda e auxilia na tomada de decisões e no planejamento. Considera-se a educação financeira como essencial para a sobrevivência no mundo moderno.
A área de finanças pessoais trata da forma como um indivíduo ou uma família administra sua renda, independente do tipo de renda: salário, mesada, bônus, abono. Diariamente, decisões financeiras são tomadas e estas terão impacto na vida pessoal dos indivíduos.[carece de fontes]? O estudo das finanças pessoais envolve conceitos e técnicas fundamentais para a existência de uma gestão eficiente da renda de uma família e auxilia na tomada de decisões e no planejamento. A poupança pode produzir a segurança necessária para a vida do indivíduo, assim como os investimentos de uma pessoa podem ser mais precisos e planejados conforme as suas necessidades de curto e longo prazo, resultando em ganhos maiores para a vida financeira das pessoas. Poupar, não necessariamente, exige o adiamento do consumo presente, visando ao consumo de algo maior no futuro, ou até a redução de consumo de produtos e serviços. Dois objetivos motivam as pessoas a poupar: a possibilidade de consumir mais no futuro, e as adversidades causadas pelo envelhecimento e consequente queda na capacidade de gerar receitas suficientes para arcar com as despesas.
No Brasil, as mudanças trazidas principalmente pela estabilização da economia e a queda da inflação a partir do Plano Real (1994) alteraram como a população lida com seus recursos financeiros. A educação financeira pessoal é fundamental na sociedade brasileira, visto que influencia diretamente as decisões econômicas dos indivíduos e das famílias. Já pode ser observado o surgimento de iniciativas para a criação de um cenário que possibilite uma maior difusão de informações financeiras para a população. A alfabetização financeira é um processo de responsabilidade do país, das escolas, do governo e das instituições privadas, envolvendo vários atores sociais. A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) disponibiliza, à sociedade, com o seu Programa Educacional, conceitos sobre o tema "educação financeira" por cursos e palestras. Este programa difunde informações a respeito de hábitos de poupança, tipos de investimentos e planejamento de finanças pessoais, além de orientar sobre a importância destes conceitos para o desenvolvimento da economia do país.
A educação financeira tem crescido de forma significativa em Portugal após os graves problemas financeiros enfrentados pelo país. Entre os principais fatores, destacam-se o elevado nível de endividamento das famílias e o aumento do crédito malparado, que atingiu 17,8% da população ativa, segundo dados de 2013 do Instituto Nacional de Estatística.[carece de fontes]? Está atualmente em estudo um Programa Nacional de Literacia Financeira, estudo liderado pelo Banco de Portugal e pelas principais associações ligadas ao sector financeiro, como a Associação Portuguesa de Bancos e a Associação Portuguesa de Companhias de Seguros, com o apoio de outras entidades relevantes.[carece de fontes]? Diversas empresas avançam com programas de literacia financeira para os seus colaboradores, conscientes dos impactos dos problemas financeiros na produtividade e bem-estar dos seus colaboradores. Destacam-se empresas como a IKEA, a Jerónimo Martins, Novartis, Media Capital, Lease Plan, entre muitas outras. Nestas empresas, os programas de literacia são desenvolvidos por entidades privadas, com ou sem fins lucrativos, entre as quais se destacam a Escola de Finanças Pessoais (EFP) e a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), a principal associação de defesa de direitos do consumidor no país.[carece de fontes]?
A geração Z compreende os indivíduos nascidos entre 1995 e 2010. Conhecidos por serem hiperconectados, esses jovens costumam adotar posturas mais realistas e encaram como natural a necessidade de buscar a própria independência financeira. Dentre os diversos desafios do amadurecimento dessa geração, está no fato de gerir seus próprios recursos, aprendendo a utilizar mais racionalmente seu dinheiro e gerir os riscos, criando bons hábitos e evitando impactos negativos em seus orçamentos. Segundo um estudo feito entre jovem da geração Z pelo CNDL/SPC Brasil, 47% não realizam o controle das finanças. Apesar que 78% possuem alguma fonte de renda, seis em cada dez contribuem financeiramente para o sustento de casa. Contudo, 39,7% daqueles que controlam suas finanças aprenderam a fazer a partir da internet. Com a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a Educação Financeira passou a ser obrigatória. Contudo, quase 40% ainda utiliza recursos como a internet. Desse modo, é autores defendem a importância de estimular iniciativas e políticas públicas que auxiliem os indivíduos a desenvolver habilidades para lidar com finanças na vida adulta.


