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Espaço dual

Em matemática, o espaço dual de um espaço vetorial é um conceito fundamental que associa a ele um novo espaço, composto por todos os funcionais lineares. Quando o espaço vetorial possui uma estrutura topológica, surge o espaço dual topológico, que foca nos funcionais lineares contínuos. O espaço dual original, nesse contexto, é frequentemente chamado de espaço dual algébrico, distinguindo-o da sua contraparte topológica.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 30/07/2026

Pontos-chave

  • O espaço dual de um espaço vetorial é formado por funcionais lineares.
  • Existem dois tipos principais: o espaço dual algébrico e o espaço dual topológico.
  • O espaço dual algébrico considera todos os funcionais lineares, enquanto o topológico foca nos contínuos.
  • Em dimensão finita, o espaço vetorial e seu dual algébrico possuem a mesma dimensão.
  • O duplo dual permite analisar a relação entre um espaço e o dual do seu dual.
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Espaço Dual Algébrico

Imagem: Paulo JS Ferraz · BY-NC-SA · Openverse

O espaço dual algébrico de um espaço vetorial V sobre um corpo K é o conjunto de todos os funcionais lineares de V para K. Ele próprio é um espaço vetorial e é fundamental para entender a estrutura de V.

O Espaço Dual é um Espaço Vetorial

O espaço dual de um espaço vetorial V sobre um corpo K, denotado V' ou V*, também é um espaço vetorial sobre o mesmo corpo. Isso é possível porque as operações de soma e multiplicação por escalar são definidas para funcionais lineares. Por exemplo, para quaisquer funcionais ϕ, ψ em V* e um escalar λ em K, a soma (ϕ + ψ)(x) é definida como ϕ(x) + ψ(x), e a multiplicação (λϕ)(x) é λϕ(x), para todo x em V. Essas definições garantem que V* satisfaça os axiomas de um espaço vetorial.

Caso de Dimensão Finita

Se V é um espaço vetorial de dimensão finita, então seu espaço dual V* possui a mesma dimensão que V. Se B = {e₁, ..., eₙ} é uma base para V, é possível construir uma base dual B* = {f₁, ..., fₙ} para V*. Cada fᵢ é um funcional linear definido de tal forma que fᵢ(eⱼ) = 1 se i=j e fᵢ(eⱼ) = 0 se i≠j. Essa propriedade demonstra a linearidade de fᵢ, pois fᵢ(x + λy) = fᵢ(x) + λfᵢ(y) para quaisquer vetores x, y em V e escalar λ em K, confirmando que cada fᵢ pertence a V*.

Exemplos de Espaço Dual Algébrico

No caso de espaços vetoriais de dimensão finita, como mencionado, V e V* têm a mesma dimensão. Se {e₁, ..., eₙ} é uma base para V, a base dual associada {e¹, ..., eⁿ} para V* é definida de modo que eⁱ(eⱼ) = δᵢⱼ (o delta de Kronecker). Um exemplo prático é o espaço ℝⁿ, interpretado como vetores coluna de n números reais. Seu espaço dual pode ser visto como o espaço de vetores linha de n números, onde a ação de um funcional linear é dada pela multiplicação matricial usual (linha por coluna).

Duplo Dual Algébrico

Dado um espaço vetorial V, podemos considerar seu duplo dual V'' (definido como (V')'), que é o espaço dual do espaço dual V'. V'' consiste em todos os funcionais lineares que mapeiam V' para K. Existe um homomorfismo canônico J: V → V'' que associa cada vetor v de V a um funcional fᵥ em V'', onde fᵥ(ϕ) = ϕ(v) para qualquer ϕ em V'. Este homomorfismo J é sempre linear e injetor, o que significa que V é isomorfo à imagem de J. No entanto, em geral, a imagem de J pode não ser igual a todo V'', indicando que podem existir funcionais em V'' que não correspondem a nenhum vetor em V.

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Espaço Dual Topológico

Imagem: Paulo JS Ferraz · BY-NC-SA · Openverse

Em espaços vetoriais topológicos, onde há uma topologia compatível com as operações, o foco se volta para os funcionais lineares contínuos. O conjunto desses funcionais forma o espaço dual topológico, que é um subespaço do dual algébrico e é de grande importância em análise funcional.

Espaço Dual de um Espaço de Hilbert

Para um espaço de Hilbert H, o teorema da representação de Riesz estabelece uma relação fundamental: um funcional ϕ é linear e contínuo se, e somente se, existe um vetor único z em H tal que ϕ(x) = ⟨x, z⟩ para todo x em H, onde ⟨⋅,⋅⟩ é o produto interno do espaço de Hilbert. Isso significa que o espaço dual topológico de um espaço de Hilbert é isometricamente isomórfico ao próprio espaço de Hilbert, o que simplifica muitas análises.

Duplo Dual Topológico

Para um espaço vetorial normado X, seu duplo dual topológico X** (definido como (X*)*) é o espaço de todos os funcionais lineares contínuos de X* para K. Assim como no caso algébrico, existe um homomorfismo canônico J: X → X** que mapeia cada vetor x de X para um funcional fₓ em X**, onde fₓ(ϕ) = ϕ(x) para qualquer ϕ em X*. Este homomorfismo é sempre linear e injetor. Se J é também sobrejetor (ou seja, X é isomorfo a X**), o espaço X é chamado de reflexivo.

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Fontes consultadas

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