António Carneiro Pacheco
António Faria de Carneiro Pacheco GOIP • GCIP • GColL • GCSE, mais conhecido por Carneiro Pacheco, foi um professor de Direito na Universidade de Lisboa e político que, entre outras funções, foi presidente da comissão executiva da União Nacional e Ministro da Educação Nacional, cargo em que se distinguiu no estabelecimento dos fundamentos da política de educação do Estado Novo, materializada na denominada Reforma Carneiro Pacheco, operada pela Lei n.º 1941, de 11 de abril de 1936.
Originário de uma família de grandes proprietários fundiários com importantes ligações à política, proprietária da imponente Quinta da Agrela, na freguesia da Agrela. Seguindo o percurso tradicional, matriculou-se no curso de Direito da Universidade de Coimbra. Ainda estudante em Coimbra, foi um dos combatentes monárquicos que resistiram à Greve Académica de 1907. Em 1908 foi um dos fundadores do Centro Monárquico Académico D. Manuel II, manifestando publicamente a sua aversão ao pluripartidarismo. Terminada a licenciatura em Direito, permaneceu na Universidade de Coimbra, instituição onde obteve o doutoramento em Direito no ano de 1912 e na qual no ano seguintes (1913) iniciou funções como professor catedrático de Direito Civil (aos 26 anos de idade). A sua entrada na política ativa ocorreu em 1918, durante o sidonismo, quando se estreou como deputado eleito pelo círculo eleitoral de Santo Tirso. Monárquico convicto e apoiante destacado da ditadura sidonista, em 1919 foi acusado pelo Ministro da Instrução Pública de actos de hostilidade à República.


