Academia Portuguesa da História
A Academia Portuguesa da História GCSE • MHIH • MHCa (APH) é uma instituição científica com sede no Palácio dos Lilases, Alameda das Linhas de Torres, em Lisboa, criada nos termos do artigo 39.º do Regimento da Junta Nacional da Educação, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 26 611 de 19 de Maio de 1936. A fundação insere-se na profunda reforma ideológica imposta pelo Estado Novo às instituições culturais e de ensino e investigação após a consolidação do Estado Novo. Iniciou as suas actividades em 9 de Janeiro de 1938, data da primeira reunião do seu Conselho Académico.
Imagem: Arquivo Nacional do Brasil · PDM · Openverse
O artigo 39.º do Regimento da Junta Nacional da Educação, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 26 611 de 19 de Maio de 1936, estabelece o seguinte: "Sob a égide do Chefe de Estado, é fundada, junto do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, a Academia Portuguesa da História, agremiação especializada dos eruditos que se entreguem à investigação e reconstituição crítica do passado, a qual terá como primeiros objectivos estimular e coordenar os esforços revisionistas para a reintegração da verdade histórica e enriquecer a documentação dos inauferíveis direitos de Portugal". Fundada em 1936, numa altura em que o Estado Novo, ao celebrar o 10.º aniversário do 28 de Maio de 1926, o "ano X da Revolução Nacional", se consolidava e se assumia no contexto dos nacionalismos europeus da época, a instituição nasceu com uma forte carga ideológica, bem patente no artigo fundador. Foi considerada herdeira da Academia Real da História Portuguesa, instituição fundada por D. João V por Decreto de 8 de Dezembro de 1720, que desenvolveu intensa actividade cultural, destacando-se por suas publicações. Tendo entrado em decadência a partir da segunda metade do século XVIII, acabou por se extinguir naturalmente. Por essa razão a instituição adoptou a mesma divisa de sua predecessora: "Restituet Omnia".


