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Amélia do Reino Unido

Amélia do Reino Unido foi uma princesa e membro da família real britânica, a filha mais nova do rei Jorge III do Reino Unido e da rainha Carlota de Mecklemburgo-Strelitz.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Primeiros anos

A princesa Amélia nasceu no dia 7 de Agosto de 1783, em Royal Lodge, Windsor, a mais nova dos quinze filhos do rei Jorge III e da sua consorte, a rainha Carlota, bem como a única a nascer no Castelo de Windsor. Diz-se frequentemente que Amélia era a filha preferida do seu pai que a chamava carinhosamente de "Emily". Nasceu depois das mortes prematuras de dois dos seus irmãos mais velhos, Otávio e Alfredo. A morte destes dois príncipes fez com que Amélia fosse seis anos mais nova do que a sua irmã mais próxima em idade, a princesa Sofia, e era vinte-e-um anos mais nova do que o seu irmão mais velho, o príncipe de Gales Jorge, e quase dezassete anos mais nova do que a sua irmã mais velha, a princesa Carlota. Sendo filha de um monarca, Amélia teve o título de SAR a princesa Amélia desde que nasceu. Amélia foi baptizada na Capela Real do Palácio de St. James por John Moore, o arcebispo da Cantuária, no dia 17 de Setembro de 1783. Os seus padrinhos foram o príncipe de Gales, seu irmão mais velho, a princesa-real, sua irmã mais velha, e a princesa Augusta Sofia, sua segunda irmã mais velha. Foi a décima-quinta filha a ser baptizada lá.

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Idade adulta

Antes de 1788, o rei Jorge disse às suas filhas que as levaria para Hanôver para encontrarem maridos adequados apesar das hesitações que tinha quanto a casar as suas filhas, algo que tinha surgido devido aos casamentos infelizes das suas irmãs. O rei afirmou: "Não posso negar que nunca desejei que alguma delas se casasse: sinto-me feliz quando estou na companhia delas, e não desejo minimamente uma separação." Contudo, o rei sofreu o seu primeiro ataque de loucura nesse ano, quando Amélia tinha cinco anos. Voltaram a acontecer novos ataques ao longo de 1801 e 1804, atrasando assim as conversas sobre o casamento das suas filhas. A questão do matrimónio surgia muito raramente. A rainha Carlota temia falar deste assunto, algo que sempre tinha deixado o rei desconfortável e que o fazia voltar a enlouquecer. Além do mais, a rainha, afectada psicologicamente com a doença do rei, queria que as princesas ficassem junto de si.

Doença

Em 1798, a princesa Amélia começou a ter dores fortes na articulação do joelho e foi enviada para a grande cidade costeira de Worthing para recuperar. Escreveu ao seu pai: O vapor e os banhos de mar quentes são realmente úteis e por isso espero conseguir garantir-lhe que estou melhor. No ano seguinte, Amélia recuperou temporariamente e juntou-se à família em Weymouth, onde se derreteu com a sua sobrinha, a princesa Carlota de Gales. Ao longo de toda a sua vida, Amélia estava frequentemente doente. Aos quinze anos de idade começou a sofrer os primeiros sintomas de tuberculose. Em 1801, a princesa foi enviada para a cidade costeira de Weymouth para melhorar a sua saúde. Entre as pessoas que a acompanharam nesta estadia estava o honorável sir Charles FitzRoy, um estribeiro vinte-e-um anos mais velho do que ela e filho de Charles FitzRoy, 1.º Barão de Southampton. Amélia apaixonou-se por ele e manifestou o desejo de se casar. A rainha soube do caso amoroso por um criado, mas continuou a fingir a sua ignorância. Esperava-se que a descrição do casal impedisse que o rei soubesse do caso, algo que poderia tê-lo atirado para mais um ataque de loucura, algo que se tornava cada vez mais frequente. Apesar de Amélia nunca ter perdido a esperança de se casar com ele, sabia que não o poderia fazer legalmente devido ao decreto de casamentos reais que o parlamento tinha aprovado, pelo menos até completar vinte-e-cinco anos de idade, altura em que o conselho privado podia passar uma autorização especial. Mais tarde, Amélia contou ao seu irmão Frederico que sempre se sentiu casada e utilizava as iniciais A.F.R. (Amélia FitzRoy).

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Período posterior

Após a morte de Amélia, George Villiers, o oficial de diligências do rei, e o seu irmão mais novo, Thomas Villiers, 2.º Conde de Clarendon, tentaram chantagear o rei e a rainha com cartas de Amélia depois de ter terem desaparecido £280 000 em seu controlo. Villiers era pai do posterior diplomata e estadista George Villiers, 4.º Conde de Clarendon. A morte de Amélia é apontada como principal motivo para o declínio da saúde do pai que foi o golpe final para a sua insanidade. Segundo o seu médico, o Dr. Willis, o rei chorava de forma selvagem, monótona e em delírio: 'Ó Emily [Amélia], porque não salvas o teu pai? Odeio estes médicos (...)' Outro dos delírios de Jorge incluíam a crença de que Amélia apenas estava em Hanôver com a grande família que tinha construído, onde nunca envelheceria e estaria sempre bem.

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Fontes consultadas

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