Amélia da Grã-Bretanha
Amélia Sofia Leonor da Grã-Bretanha foi a terceira filha, a segunda menina, do rei Jorge II da Grã-Bretanha e sua esposa a princesa Carolina de Ansbach.
A princesa Amélia nasceu no Palácio de Herrenhausen, em Hanôver, Alemanha, a 30 de maio de 1711. O seu pai era o príncipe-herdeiro de Brunsvique-Luneburgo, filho do príncipe-eleitor de Hanôver, e a sua mãe era a princesa Carolina de Ansbach, filha do marquês João Frederico de Brandemburgo-Ansbach. Quando nasceu, recebeu o tratamento de SAS, a princesa Amélia de Hanôver. Era conhecida na família por Emília.
Devido ao Decreto de Determinação de 1701, o avô da princesa Amélia tornou-se rei da Grã-Bretanha a 1 de agosto de 1714, após a morte da rainha Ana. O pai de Amélia tornou-se duque da Cornualha, e recebeu o título de príncipe de Gales a 27 de setembro de 1714. Amélia tornou-se então SAR, a princesa Amélia, mudando-se para a Grã-Bretanha com o resto da família, onde passou a viver no Palácio de St. James, em Londres. Amélia era uma criança doente, mas conseguiu ganhar saúde à medida que crescia. Em 1722, a sua mãe, que tinha ideias muito progressistas, mandou vacinar Amélia e a sua irmã Carolina contra a varíola, através de um processo primitivo de vacinação chamado varíolização, que tinha sido importado de Constantinopla para Inglaterra por lady Mary Wortley Montagu e Charles Maitland. A 11 de junho de 1727, o avô de Amélia morreu, e o seu pai sucedeu-o como Jorge II. Amélia viveu com o pai até à morte dele em 1760.
Imagem: Senado Federal · BY · Openverse
Em 1751, a princesa Amélia tornou-se guarda-florestal do parque de Richmond, após a morte de Robert Walpole. Pouco depois, causou grande consternação publica quando decidiu fechar o parque ao público, permitindo a entrada apenas a amigos chegados e a pessoas com autorizações especiais. Esta atitude continuou até 1758, altura em que um cervejeiro local, John Lewis, colocou o porteiro do parque, que impedia as pessoas de entrarem, em tribunal. O processo foi vencido por Lewis, uma vez que, segundo o tribunal, quando o rei Carlos I anexou o parque no século XVII, tinha permitido o acesso ao público. A princesa Amélia foi forçada a acabar com as restrições. Em 1761, Amélia passou a deter a propriedade de Gunnersbury, no Middlesex, e, algures entre 1777 e 1784, encomendou a construção de uma casa de banhos, que foi aumentada pelo dono posterior da terra no século XIX, e que ainda existe hoje em dia com o nome de Princess Amelia's Bathhouse, possuindo a classificação II do património inglês.


