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Vitória do Reino Unido

Vitória foi Rainha do Reino Unido de 20 de junho de 1837 até sua morte em 1901 e também Imperatriz da Índia a partir de 1876. Seu reinado de 63 anos e 216 dias foi mais longo do que o de todos os monarcas que a antecederam, período esse conhecido como a era Vitoriana. Vitória foi a primeira rainha reinante da Casa de Hanôver, além de ser o último membro desta dinastia. Ela era a única filha do príncipe Eduardo, Duque de Kent e Strathearn, e sua esposa, a princesa Vitória de Saxe-Coburgo. Ela ascendeu ao trono após a morte de seu tio, o rei Guilherme IV.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Antecedentes

Em 1817, a princesa Carlota de Gales morreu ao dar à luz um natimorto, causando uma crise de sucessão no Reino Unido. Carlota era a única filha do Príncipe Regente (futuro Jorge IV, filho mais velho de Jorge III, que agia como regente devido à doença do pai) e da esposa renegada, Carolina de Brunsvique. O nascimento fora tido como milagroso visto que alegadamente os pais não tiveram relações sexuais mais de três vezes durante o casamento, daí que o nascimento de um eventual outro filho do príncipe Jorge fosse, no mínimo, improvável. Assim, a linha direta de sucessão ao trono britânico foi subitamente extinta. Jorge III tinha 12 filhos, mas nenhum neto legítimo que pudesse herdar a coroa. As cinco filhas eram solteiras ou estéreis e nenhum dos filhos era casado, à exceção do segundo, Frederico, Duque de Iorque e Albany, que também não tinha filhos. Este acontecimento provocou uma "corrida" ao casamento por parte dos príncipes solteiros. O terceiro filho, Guilherme, Duque de Clarence casou com a princesa Adelaide de Saxe-Meiningen. Deste matrimónio resultaram duas filhas, Carlota e Isabel, ambas mortas antes de completarem um ano, e vários abortos espontâneos, o último de gémeos em 1821, depois do qual se tornou óbvio que não teriam mais filhos.

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Nascimento e família

Em 30 de maio de 1818, teve lugar o casamento dos futuros pais de Vitória, príncipe Eduardo, Duque de Kent e Strathearn e princesa Vitória de Saxe-Coburgo, no Palácio de Ehrenburg, em Coburgo. Para que não houvesse dúvidas sobre a validade deste casamento, foi realizada uma segunda cerimónia, em Inglaterra, no Palácio de Kew, no dia 11 de junho do mesmo ano, no mesmo dia em que o irmão mais velho, o príncipe Guilherme, Duque de Clarence e St. Andrews, se casou com a princesa Adelaide de Saxe-Meiningen. O pai da futura rainha já estava bastante endividado antes do casamento, mas depois a sua situação económica começou a agravar-se ainda mais. Como Eduardo discordava das visões políticas do seu irmão, Jorge, Príncipe de Gales, este recusou-se a ajudá-lo e, por isso, os pais de Vitória tiveram de deixar a Inglaterra e passaram a viver na Alemanha. Poucas semanas depois, Vitória soube que estava grávida e o duque percebeu imediatamente a importância que tinha o facto de a criança nascer em Inglaterra, por isso, com a ajuda de alguns amigos, conseguiu juntar dinheiro suficiente para a viagem quando a duquesa já estava grávida de sete meses. Chegaram ao seu destino no dia 24 de abril de 1819 e instalaram-se no Palácio de Kensington. Foi aí que a futura rainha Vitória nasceu, um mês depois, no dia 24 de maio, às quatro e um quarto da manhã.

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Herdeira ao trono

Mais tarde, Vitória viria a descrever a sua infância como "bastante melancólica". A sua mãe era muito protetora e, por isso, Vitória teve uma educação isolada, longe de outras crianças da sua idade, seguindo o chamado "Sistema Kensington", um conjunto de regras e protocolos elaborados desenvolvido pela Duquesa e o seu mordomo ambicioso e dominador, Sir John Conroy, que, segundo alguns rumores, possivelmente falsos, era amante da Duquesa. O sistema impedia-a de se encontrar com pessoas que a sua mãe e Conroy considerassem indesejáveis (um grupo que incluía grande parte da família do seu pai), e estava direcionado no sentido de a tornar fraca e dependente deles. A Duquesa evitava a corte pois chocava-se com o facto de esta ser frequentada pelos filhos ilegítimos do rei, e talvez para mostrar a moralidade de Vitória insistindo que a sua filha evitasse qualquer forma de indecência sexual. Vitória partilhava o quarto com a sua mãe, estudava com tutores privados seguindo um horário regular e passava as suas horas de lazer a brincar com as suas bonecas e um cãozinho da raça king charles spaniel, chamado Dash. Aprendeu francês, alemão, italiano e latim, mas falava inglês em casa.

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Primeiros anos de reinado

Vitória fez dezoito anos a 24 de maio de 1837, evitando-se assim uma regência. No dia 20 de junho de 1837, Guilherme IV morreu aos 71 anos de idade e Vitória tornou-se rainha do Reino Unido. No seu diário escreveu: "A mamã acordou-me às seis da manhã e disse-me que o Arcebispo da Cantuária e Lorde Conyngham estavam aqui e queriam ver-me. Saí da cama e fui até à minha salinha-de-espera (vestida só com a minha camisa de dormir), sozinha, e vi-os. Lorde Conyngham informou-me depois que o meu pobre tio, o rei, já não existia, e tinha dado o seu último fôlego doze minutos depois das duas da manhã e, assim, sou rainha". Documentos oficiais do seu primeiro dia de reinado referiram-se a ela como Alexandrina Vitória, mas o primeiro nome foi retirado a pedido da rainha e não voltou a ser usado. Desde 1714 que o soberano da Grã-Bretanha tinha também partilhado o trono com o reino de Hanôver, na Alemanha, mas como este tinha em vigor uma lei sálica que impedia a sucessão de mulheres ao trono, Vitória não o pôde herdar, passando para o irmão mais novo do seu pai, o seu tio malvisto, o Duque de Cumberland e Teviotdale, que se tornou no rei Ernesto Augusto I. Foi também ele o seu herdeiro presumível até ela se casar e ter um filho.

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Casamento

Apesar de ser rainha, pelo facto de ser solteira Vitória tinha de continuar a viver com a sua mãe, com quem não se dava bem por causa do sistema Kensington e da sua dependência contínua em Conroy. A sua mãe vivia em aposentos afastados no Palácio de Buckingham e Vitória recusava-se a vê-la muitas vezes. Quando a rainha se queixou a Melbourne, dizendo-lhe que a proximidade da mãe lhe tinha causado "tormento durante muitos anos", o primeiro-ministro simpatizou com ela, mas disse que tal podia ser evitado com um casamento, algo a que Vitória chamou de "uma alternativa chocante". Estava interessada na educação que Alberto estava a receber para o preparar para o seu futuro papel como seu marido, mas resistiu a apressar o casamento. Vitória continuou a elogiar Alberto após a sua segunda visita à Inglaterra em outubro de 1839. Alberto e Vitória gostavam um do outro e a rainha pediu-o em casamento no dia 15 de outubro de 1839, apenas cinco dias depois da sua chegada a Windsor. Casaram-se a 10 de Fevereiro de 1840, na Capela Real do Palácio de St. James, em Londres. Vitória estava completamente apaixonada. Passou a primeira noite de casamento de cama com uma dor de cabeça, mas escreveu no seu diário:.mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}

Hemofilia

Um dos filhos de Vitória, o segundo mais novo, Leopoldo, foi o primeiro descendente de Vitória a sofrer de hemofilia B e duas das suas cinco filhas, Alice e Beatriz, descobriram, depois de ter filhos, que eram portadoras do gene defeituoso. Os descendentes reais que sofriam da doença incluíam os seus bisnetos, o czarevich Alexei da Rússia, Afonso, Príncipe das Astúrias, e o infante Gonçalo de Espanha. A presença da doença nos descentes da rainha, mas não nos seus antepassados, levou a especulações nos dias de hoje, afirmando que o verdadeiro pai de Vitória não era o Duque de Kent, mas sim um hemofílico. Não existe nenhuma prova documentada sobre a presença de hemofílicos na família da mãe de Vitória e como os homens apenas sofrem a doença, mas não a podem transmitir, essa teoria foi desvalorizada. É mais provável que tenha havido uma mutação espontânea, visto que o pai de Vitória era já bastante velho quando a concebeu e a hemofilia aparece mais frequentemente em crianças nascidas de pais mais velhos. Cerca de 30% dos casos de hemofilia aparecem por mutações espontâneas.

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1842-1860

No dia 29 de maio de 1842 Vitória estava a andar de carruagem na zona de The Mall, em Londres, quando John Francis lhe apontou uma pistola, mas não disparou. No dia seguinte, Vitória foi pelo mesmo caminho, mas mais depressa e com mais segurança numa tentativa premeditada de provocar Francis a tentar disparar novamente e, assim, ser apanhado em flagrante. Tal como era esperado, Francis disparou, mas foi travado por um policial vestido à paisana e condenado por alta traição. Em 3 de julho, dois dias depois da sentença de morte de Francis ser mudada para transporte para uma das colónias inglesas para o resto da vida, outro homem, John William Bean, também apontou uma pistola à rainha, mas esta estava apenas carregada com papel e tabaco. Oxford achou que essas tentativas tinham sido inspiradas pela sua experiência em 1840. Bean foi condenado a dezoito meses de prisão. Em 1849 houve um ataque semelhante, dessa vez executado pelo irlandês William Hamilton que disparou uma pistola carregada com pólvora contra a carruagem de Vitória quando esta passava por Constitution Hill, em Londres. Em 1850 a rainha chegou mesmo a ser ferida quando foi atacada por Robert Pate, um antigo oficial do exército, possivelmente louco. Enquanto Vitória estava a andar de carruagem, Pate atingiu-a com a sua bengala, destruindo-lhe o chapéu e deixando-lhe negras na cara. Tanto Hamilton como Pate foram condenados a um transporte de sete anos para as colónias.

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Viuvez de Vitória

Em março de 1861 a mãe de Vitória morreu a seu lado. Quando leu os documentos deixados por ela, ela compreendeu que a sua mãe a tinha amado profundamente; ficou destroçada e culpou Conroy e Lehzen por a terem afastado "maldosamente" da sua mãe. Para distrair a esposa durante este período de sofrimento intenso, Alberto substitui-a em grande parte dos seus deveres, apesar dele próprio estar doente com problemas crónicos no estômago. Em agosto, Vitória e Alberto visitaram o seu filho, o príncipe Eduardo de Gales, que estava a participar em manobras do exército em Dublin e passaram alguns dias em Killarney. Em novembro, Alberto ficou a saber de rumores de que Eduardo teria dormido com uma atriz na Irlanda. Horrorizado, Alberto foi até Cambridge, onde o seu filho estava a estudar, e confrontou-o. Em dezembro, Alberto estava muito mal. William Jenner diagnosticou-o com febre tifoide e o príncipe morreu no dia 14 de dezembro de 1861. Vitória ficou devastada. Culpou o seu filho pela morte do marido. Disse que Alberto tinha sido "morto por causa daquele assunto horrível". Entrou em luto e usou roupa preta pelo resto da vida. Evitou aparições públicas e raramente foi a Londres nos anos que se seguiram. O seu isolamento fez com que passasse a ser chamada de "viúva de Windsor".

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Imperatriz da Índia

Após a revolta dos sipais, em 1857, a Companhia Britânica das Índias Orientais, que tinha vindo a governar grande parte da Índia, foi dissolvida e as possessões e protetorados do Reino Unido no país foram incorporados formalmente ao Império Britânico. A rainha tinha uma visão relativamente balançada sobre o conflito e condenou as atrocidades cometidas por ambos os lados. Escreveu sobre o seu "sentimento de horror e arrependimento pelo resultado desta guerra civil sangrenta", e insistiu, incentivada por Alberto, que devia ser anunciada uma proclamação oficial afirmando que a transferência de poder da companhia para o estado "devia mostrar um sentimento de generosidade, benevolência e tolerância religiosa". Por ordem da rainha uma referência que ameaçava a "diminuição de religiões nativas e costumes" foi substituída por uma passagem que garantia a liberdade religiosa. Nas eleições de 1874, Disraeli voltou ao poder e o seu governo passou uma lei de regulação de culto público em 1874 que retirava os rituais católicos da liturgia anglicana, algo que Vitória apoiou. A rainha preferia missas curtas e simples e gostava mais da doutrina da igreja presbiteriana escocesa do que inglesa. Também foi este primeiro-ministro que fez passar a lei que deu o título de Imperatriz da Índia a Vitória no dia 1 de maio de 1876. O novo título foi proclamado no Delhi Durbar no dia 1 de janeiro de 1877. Inicialmente, Vitória havia considerado o título "Imperatriz da Grã-Bretanha, Irlanda e Índia", mas Disraeli persuadiu a rainha a limitar o título à Índia para evitar controvérsias.

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Últimos anos

No dia 2 de março de 1882 Roderick Maclean, um poeta reconhecido que teria ficado ofendido por Vitória se ter recusado a receber um dos seus poemas, disparou contra a rainha quando a sua carruagem estava a deixar a estação de comboios de Windsor. Dois estudantes de Eton College bateram-lhe com os seus guarda-chuvas até o poeta ser detido pela polícia. Vitória ficou furiosa quando Maclean foi ilibado por insanidade, mas ficou tão feliz com as demonstrações de lealdade depois do ataque que disse que "valeu a pena ser alvejada só para ver como uma pessoa é amada". Em 17 de março de 1883 Vitória caiu alguns degraus em Windsor, o que a deixou presa a uma cadeira-de-rodas até julho. A rainha nunca recuperou completamente desta queda e sofreu de reumatismo até ao fim da sua vida. John Brown morreu dez dias depois do acidente e, para consternação do seu secretário privado, Sir Henry Ponsonby, a rainha começou a trabalhar numa biografia laudatória do seu fiel criado. Ponsonby e Randall Davidson, decano de Windsor, que tinham visto os primeiros esboços, aconselharam Vitória a não publicar o trabalho, afirmando que iria causar rumores de que os dois tinham tido um caso amoroso. O manuscrito foi destruído. No início de 1884, Vitória publicou o livro "More Leaves from a Journal of a Life in the Highlands", uma sequela do seu primeiro livro, que dedicou ao seu "criado pessoal devoto e fiel amigo, John Brown". Um dia depois do primeiro aniversário da morte de Brown, Vitória soube através de um telegrama, que o seu filho mais novo, Leopoldo, tinha morrido em Cannes, vítima de um ataque de hemofilia. Vitória lamentou a morte daquele que era "o mais querido dos meus filhos". No mês seguinte, a filha mais nova de Vitória, Beatriz, conheceu e apaixonou-se pelo príncipe Henrique de Battenberg no casamento da sua sobrinha, a princesa Vitória de Hesse e do Reno, com o irmão mais velho de Henrique, Luís de Battenberg. Beatriz e Henrique queriam casar-se, mas a princípio Vitória foi contra a união, uma vez que queria manter Beatriz em casa para lhe fazer companhia. Um ano depois acabou por ser derrotada e Henrique e Beatriz prometeram que continuariam a viver por perto e a fazer-lhe companhia.

Jubileu de ouro

Em 1887 o Império Britânico celebrou o Jubileu de Ouro do reinado de Vitória. A rainha marcou o 50.º aniversário da sua subida ao trono no dia 20 de junho com um banquete no qual estiveram presentes cinquenta reis e príncipes. No dia seguinte participou numa procissão que, nas palavras de Mark Twain, "se estendia além do limite da visão de ambos os lados" e esteve presente numa missa de acção de graças na Abadia de Westminster. Nesta altura, Vitória era novamente extremamente popular. Dois dias depois, no dia 23 de junho, contratou dois indianos muçulmanos para serem seus criados. Um deles, Abdul Karim, foi promovido pouco depois a "Munshi": ensinou à rainha Hindi-Urdu e agiu como seu escriturário. A família e os criados da rainha ficaram horrorizados, acusando Abdul Karim de ser um espião da Liga Patriótica Muçulmana e tentaram colocar a rainha contra hindus. Equerry Frederick Ponsonby (filho de Sir Henry, o secretário da rainha), descobriu que Karim tinha mentido sobre os seus pais e disse a Lorde Elgin, vice-rei da Índia, "o indiano ocupa a mesma posição que ocupava John Brown". Vitória ignorou as queixas, considerando que não passavam de racismo. Abdul Karim ficou com a rainha até à sua morte, sendo depois enviado de volta para a Índia com uma pensão.

Jubileu de diamante

No dia 23 de setembro de 1896, Vitória ultrapassou o seu avô, Jorge III, como o monarca que reinara por mais tempo na história do Reino Unido. A rainha pediu que as celebrações fossem adiadas até 1897 para coincidirem com o seu Jubileu de Diamante, para o qual foi feito um festival do Império Britânico, uma sugestão dada pelo secretário colonial Joseph Chamberlain. Todos os primeiros-ministros de todas as colónias com governo próprio foram convidados e a procissão do Jubileu de Diamante que percorreu Londres incluiu tropas de todo o império. A parada fez uma pausa para uma missa ao ar-livre de ação de graças que aconteceu junto à Catedral de São Paulo, durante o qual Vitória ficou sentada na sua carruagem aberta. A celebração ficou marcada por grandes demonstrações de afeto à rainha septuagenária.

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Morte e sucessão

Seguindo um costume que manteve ao longo de sua viuvez, Vitória passou o Natal de 1900 na Osborne House, na Ilha de Wight. O reumatismo nas suas pernas impedia-a de andar e a sua visão estava muito afetada por cataratas. Ao longo do início de janeiro, sentia-se "fraca e mal", e em meados do mês escreveu no seu diário para dizer que se sentia "sonolenta (…) tonta [e] confusa". Morreu lá, devido à degradação da sua saúde, na terça-feira, dia 22 de janeiro de 1901, às seis e meia da noite, com 81 anos de idade. No leito da sua morte, ela estava acompanhada do filho, o futuro rei Eduardo VII, e seu neto mais velho, o imperador Guilherme II. Em 1897, Vitória tinha escrito as instruções para o seu funeral, que queria que fosse militar, já que ela era filha de um soldado e chefe do exército, e a cor dominante seria o branco e não o preto. No dia 25 de janeiro, o rei Eduardo VII, o kaiser Guilherme II e o príncipe Artur, Duque de Connaught e Strathearn, ajudaram a levar o caixão. A rainha estava vestida de branco e com o seu véu de casamento. A seu pedido foram também colocadas várias fotografias e objetos da sua numerosa família e criados no caixão pelo médico e pelas criadas que a vestiram. Uma das camisas de dormir de Alberto foi colocada a seu lado, juntamente com um molde de gesso da sua mão e uma fotografia e madeixa de cabelo de John Brown foram escondidos do lado esquerdo, debaixo de um ramo de flores. Várias joias foram enterradas com Vitória, incluindo a aliança da mãe de John Brown que este lhe tinha dado em 1883. O seu funeral realizou-se no Sábado, dia 2 de Fevereiro de 1901, na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor e, depois de dois dias de velório, foi enterrada junto de Alberto no Mausoléu de Frogmore, no Grande Parque de Windsor. No momento do enterro, começou a nevar.

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