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Afrika Korps

O Afrika Korps ou Corpo da África Alemão foi a força expedicionária da Alemanha durante a Campanha do Norte da África na Segunda Guerra Mundial. Foi formado a 19 de fevereiro de 1941, após o OKW ter decidido enviar primeiro como uma força de sustentação para reforçar a defesa italiana de suas colônias africanas, que tinha sido alvo da contraofensiva britânica, a Operação Compasso, a formação lutou na África, sob várias denominações, de março de 1941 até sua rendição em maio de 1943. A força expedicionária alemã, comandada pelo Marechal Erwin Rommel, no início consistia no 5º Regimento Panzer e de várias outras pequenas unidades.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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História

A filosofia central de Rommel era atacar primeiro, com rapidez, mobilidade, surpreendendo e desorientando o inimigo. Devido as características da guerra no deserto, o avanço de grandes distâncias, empurrando o inimigo para trás de suas linhas, era possível, utilizando-se da surpresa e do poder de fogo concentrado. O calcanhar de Aquiles era a logística de suprimentos, extremamente dificultada, já que os italianos, responsáveis pelo abastecimento das tropas, tinham que atravessar o mediterrâneo com seus navios para abastecer as tropas do Afrikakorps, e para dificultar ainda mais a operação logística, os desembarques de suprimentos e combustíveis ocorriam em Benghazi ou Trípoli, tendo que percorrer longas distâncias em caminhões até a frente de batalha, mesmo tendo sido conquistados Tobruk e Mersa Matruh, posições mais avançadas. Algum reabastecimento de combustível via aérea foi feito pela Luftwaffe, mas em geral inexpressivo, pois esta também não vivia seus melhores momentos. Também a frente africana não era a prioridade do alto comando alemão, portanto não foram realizados os maiores esforços no sentido de atender as necessidades dessa frente.

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Capitulação

Na tarde de 12 de maio o general von Arnim, Comandante-chefe do Afrika Korps ofereceu ao inimigo a capitulação do Grupo de Exércitos e do Afrika Korps. O general Cramer enviou sua última mensagem: Em 12 de maio às 18h00 a 90ª Ligeira capitulou. Em 13 de maio às 11h00 a 164ª Divisão Ligeira Afrika depôs as armas. Ao final, 130 000 soldados alemães foram aprisionados, 18 594 ficaram para trás enterrados no Egito, na Líbia e na Tunísia, mais de 3 400 desaparecidos. O número de alemães que findaram seus dias, quer durante voos sobre o Mediterrâneo, quer no fundo do mar ainda é desconhecido. As autoridades italianas indicam uma cifra de 13 748 mortos, destes somam-se 8 821 desaparecidos Rendeu-se aos aliados em 12 de maio de 1943, nos arredores de Túnis, na atual Tunísia, 773 dias após o início da ofensiva que colocou a forças aliadas no Norte da África de joelhos, capitulava o lendário Afrika Corps.

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Guerra no deserto

As batalhas do Afrika Corps ocorreram em sua maioria no deserto rochoso de Cyrenaica, onde atualmente está localizada a Líbia. Percorrida normalmente por beduínos nômades, a região é pouco povoada e possui um solo bastante duro e plano, o que dificultava a construção de trincheiras pela infantaria. O clima do deserto castigava as tropas de ambos os lados. Durante o dia o calor era insuportável e durante a noite as temperaturas despencavam. Apesar do calor, os alemães frequentemente utilizavam seus casacos durante o dia como proteção extra durante as tempestades de areia. Essas tempestades inviabilizavam incursões aéreas e tornavam as viagens por terra difíceis. "Ghibli" é o nome beduíno do Siroco, o vento quente que sopra no deserto da Líbia e causa as tempestades de areia. Por causa da desorientação causada todo soldado precisava carregar uma bússola. Os oficiais precisavam carregar suas bússolas até mesmo para uma rápida ida até a latrina, pois era muito fácil se perder no meio da tempestade. Os ventos podiam durar de algumas horas até vários dias e um soldado perdido teria muita dificuldade para encontrar as tropas. A areia costumava se infiltrar em tudo, o que tornava a adaptação e a disponibilidade de peças de reposição essenciais para todos os equipamentos. Os caminhões eram equipados com filtros de ar e óleo especiais e as aeronaves tinham entradas de ar modificadas. Nesse sentido os britânicos e americanos levavam vantagem em relação aos alemães e italianos, pois seus veículos eram em geral melhores adaptados para as condições. Além disso, os carros alemães tinham peças de reposição mais caras e difíceis de encontrar.

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