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Academias judaicas na Babilônia

As academias judaicas na Babilônia (português brasileiro) ou Babilónia (português europeu) foram os centro do saber judaico, na região chamada de "Babilônia" nas fontes judaicas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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História

A principal sede do judaísmo babilônico era Neardeia, onde existia alguma instituição de ensino. Em Neardeia, havia uma sinagoga muito antiga, que se acreditava ter sido construída pelo rei Jeconias. Em Huzal, perto de Neardeia, havia outra sinagoga, não longe da qual se podiam ver as ruínas da academia de Esdras. Ao mesmo tempo, havia em Nísibis, no norte da Mesopotâmia, um colégio judaico, à frente do qual estava Judá bem Betera, e no qual muitos eruditos palestinos encontraram refúgio na época das perseguições. Uma importância temporária também foi alcançada por uma escola em Near-Pecode, fundada pelo imigrante palestino Hananias, sobrinho de Josué bem Hananias. No tempo do imperador Adriano (r. 117–136), Natã, contemporâneo de Judá, o Príncipe, e Hia. O sobrinho deste, Abá Aricá foi um dos mais importantes discípulos de Judá. Em seu retorno à Babilônia em 219, deixou Neardeia sob responsabilidade de seu amigo Samuel e fundou uma academia em Sura. Como Abá Aricá e Samuel eram reconhecidos como pares em posição e erudição, suas academias também eram consideradas de igual nível e influência. Dessa forma, ambas as escolas rabínicas babilônicas inauguraram seus cursos, e as discussões que se seguiram em suas aulas forneceram o estrato mais antigo do material erudito depositado no Talmude Babilônico.

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Organização

A designação oficial das academias babilônicas era o termo aramaico metibta (em hebraico, iexivá), “sessão, assembleia”. O chefe da academia era, por conseguinte, chamado rexe metibta (em hebraico, roxe iexivá). Existe uma tradição segundo a qual Huná, o segundo dirigente de Sura, foi o primeiro a portar esse título. Antes dele, a denominação usual na Babilônia era rexe sidra; rexe metibta permaneceu a designação oficial para o chefe da academia até o fim do período gaônico, não tendo sido de modo algum substituída pelo título gaom, que, na realidade, significa apenas "alteza" ou "excelência". Ao lado do rexe metibta, e imediatamente abaixo dele em hierarquia, encontrava-se o rexe calá (presidente da assembleia geral). A Calá (assembleia geral) era totalmente desconhecida na Palestina. Em razão da grande extensão da Babilônia, era necessário criar oportunidades para que aqueles que viviam longe das academias pudessem participar de suas deliberações. Essas reuniões de estudantes externos realizavam-se duas vezes por ano, nos meses de Adar e Elul.

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Fontes consultadas

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