Northrop Grumman B-2 Spirit
O Northrop B-2 Spirit, também conhecido como Stealth Bomber, é um bombardeiro estratégico furtivo dos Estados Unidos, projetado para penetrar densas defesas antiaéreas sem ser detectado; é um projeto no formato "asa voadora". O bombardeiro pode lançar armas convencionais e termonucleares, tais como bombas Mark 82 JDAM guiadas pelo Sistema de posicionamento global ou dezesseis bombas nucleares B83 de 1 100 kg. O B-2 é a única aeronave reconhecida que pode transportar mísseis ar-terra em uma configuração furtiva.
Origem
Em meados da década de 1970, os projetistas de aeronaves militares descobriram que havia um novo método para evitar mísseis e interceptores, hoje conhecidos como "stealth". O conceito era construir uma aeronave com uma estrutura que desviasse ou absorvesse sinais de radar de modo que pouco fosse refletido de volta para a unidade de radar. Uma aeronave com características furtivas seria capaz de voar quase sem ser detectada e poderia ser atacada apenas por armas e sistemas que não dependem de radares. Embora existissem outras medidas de detecção, como a observação humana, a sua área de detecção relativamente curta permitia que a maioria destas aeronaves voassem sem serem detectadas pelas defesas, especialmente à noite.
Programa ATB
Em 1976, esses programas progrediram, o que tornou um bombardeiro estratégico furtivo de longo alcance viável. O presidente Jimmy Carter estava ciente destes desenvolvimentos durante 1977, o que parece ter sido uma das razões principais pelas quais o B-1 foi cancelado. Mais estudos foram encomendados no início de 1978, ponto no qual a plataforma Have Blue já havia voado e comprovado os conceitos. Durante a campanha de eleições presidenciais de 1980 em 1979, Ronald Reagan repetidamente afirmou que Carter era fraco na defesa e usou o B-1 como um excelente exemplo. Em retorno, em 22 de agosto de 1980, a administração Carter revelou publicamente que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) estava trabalhando para desenvolver aviões furtivos, incluindo um bombardeiro.
Visão geral
O B-2 Spirit foi desenvolvido para assumir missões de penetração de importância vital para USAF, capaz de viajar profundamente em território inimigo para desdobrar suas ordens, o que poderia incluir lançar armas nucleares. O B-2 é um avião de asa voadora, o que significa que não tem fuselagem ou cauda. A mistura de tecnologias de baixa observabilidade com alta eficiência aerodinâmica e grande carga útil dá as vantagens significativas do B-2 em relação aos bombardeiros anteriores. A baixa observabilidade proporciona maior liberdade de ação em altas altitudes, aumentando assim a amplitude e o campo de visão dos sensores de bordo. A Força Aérea dos Estados Unidos relata seu alcance como aproximadamente 11 000 quilômetros. Em altitude de cruzeiro o B-2 reabastece a cada seis horas, recebendo até 45 000 kg de combustível de cada vez.
Armamento e equipamento
O B-2, no cenário da Guerra Fria, deveria realizar missões de ataque nuclear profundamente penetrantes, usando suas capacidades furtivas para evitar detecção e interceptação em todas as missões. Há duas baias de bombas internas nas quais as munições são armazenadas em um lançador rotativo; o transporte dos carregamentos de armas internamente resulta em menor visibilidade do radar do que a montagem externa de munições. O B-2 é capaz de transportar 18.000 kg de munições. As missões nucleares incluem as bombas nucleares B61 e B83; o míssil de cruzeiro AGM-129 ACM também foi destinado a ser utilizado na plataforma B-2. Foi decidido, à luz da dissolução da União Soviética, equipar o B-2 para ataques convencionais de precisão, bem como para o papel estratégico de ataque nuclear. O B-2 possui um sofisticado GPS-Aided Targeting System (GATS) que usa o radar de abertura sintética APQ-181 da aeronave para mapear alvos antes da implantação de bombas auxiliadas por GPS (GAMs), posteriormente substituídas pela Munição Conjunta de Ataque Direto (JDAM). Na configuração original do B-2, até 16 GAMs ou JDAMs poderiam ser implantadas; um programa de atualização em 2004 elevou a capacidade máxima de transporte para 80 JDAMs.
Dados de: USAF,[nota 1] Pace,[nota 2] Spick.[nota 3]


