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Ordem equestre

A ordem equestre romana formava uma das duas classes aristocráticas da Roma Antiga, estando abaixo da patrícia ordem senatorial. Um membro desta ordem era conhecido como um equestre, que em latim significa qualquer pessoa a cavalo (equus), mas neste contexto tem o significado específico de "cavaleiro". Os cavaleiros proviam os oficiais veteranos e muita da cavalaria das legiões manipulares até 88 a.C., quando a cavalaria legionária foi abolida. No período tardio da república, os senadores e os seus filhos tornaram-se numa elite não-oficial dentro da ordem dos cavaleiros.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
01

Era real (753 - 509 a.C.)

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De acordo com a lenda, Roma foi fundada pelo seu primeiro rei, Rómulo, em 753 a.C. Contudo, provas arqueológicas sugerem que Roma não era uma cidade-Estado unida até 625 a.C.. Segundo o historiador romano Tito Lívio, Rómulo estabeleceu um regimento de cavalaria de 300 homens (céleres) para agirem como a sua escolta pessoal, e cada uma das três tribos originais de Roma (os râmnes [Ramnes], títios [Tities] e lúceres [Luceres]) deu uma centúria, ou seja, um grupo de 100 homens, e mais 1 000 para fazerem de infantaria do exército. Este regimento de cavalaria foi supostamente redobrado para 600 homens pelo rei Tarquínio Prisco (r. 616–578 a.C.). P. Fraccaro interpreta as reformas Sérvias feitas ao exército como sugerindo que sob o rei Sérvio Túlio (r. 578–535 a.C.), a infantaria hoplita (com armadura) foi também redobrada em tamanho para uma única legião de 6 000, que, juntamente com 2 400 vélites (infantaria sem armadura) e cavalaria de 600 homens, perfazia um total de 9 000 juniores (homens entre os 16 e 45 anos).

02

Inícios da república (509 - 338 a.C.)

É normalmente aceite que a monarquia romana foi abolida por um golpe de Estado patrício, provavelmente provocado pelas medidas populistas a favor da classe plebeia feitas pelo governo monárquico. De facto, Alfoldi sugere que o golpe foi feito pelos próprios cavaleiros. De acordo com a interpretação de Fraccaro, quando a monarquia romana foi substituída por dois pretores (mais tarde chamados cônsules) eleitos anualmente, o exército real foi dividido igualmente entre eles para as suas respectivas campanhas, e se isto for verdade, então explica por que é que mais tarde Políbio diz que uma das legiões de cavalaria tinha 300 homens. A algum ponto nos inícios da república, uma reforma constitucional importante foi introduzida, chamada organização centuriada sérvia. Apesar de ser atribuída ao rei Sérvio Túlio, é geralmente aceite que foi feita mais tarde. Cornell sugere que foi introduzida em 406 a.C., acompanhada pela introdução de pagamento por serviço militar para recompensar os soldados pelo tempo longe dos campos deles. Para os propósitos de actividade eleitoral e taxação, o corpo de cidadãos masculinos que podia cumprir serviço militar nas legiões foi dividido em 5 classes baseadas nas suas propriedades. Estas classes eram então divididas em centúrias (grupos de voto neste contexto, não formações militares). O grupo mais alto era conhecido como a primeira classe e valia mais de 10 000 dracmas (a denominação grega foi usada pelos romanos como a sua moeda de prata principal até à introdução do denário, com valor parecido, em 211 a.C.). Incluía 18 centúrias de equestres e 80 de plebeus ricos. As 12 centúrias de equestres adicionais a 6 de origem real foram provavelmente formadas por esta altura. Pensa-se que tenham estado abertas a pessoas que não eram patrícias. Por isso, a partir desta altura, se não antes, equestres já não eram sinónimos de patrícios. Estes últimos tornaram-se num grupo mais pequeno dentro da nobilitas romana (aristocracia), mas mantiveram precedência oficial, prestígio enorme e postos reservados, a maior parte deles de uma natureza religiosa.

03

República Tardia (338 - 30 a.C.)

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Transformação do estado e do exército (338 - 290)

O período a seguir ao fim da Guerra Latina (340–338 a.C.) e das Guerras Samnitas (343–290 a.C.) viu a transformação da República Romana de uma cidade-estado poderosa mas cercada, no poder hegemónico da península Itálica. Isto foi acompanhado por profundas mudanças na sua constituição e no exército. Internamente, o desenvolvimento crítico foi o papel do senado como o órgão omnipotente do estado. Em 280 a.C., o Senado tinha assumido o controlo total da taxação do estado, quanto gastava, declarações de guerra, tratados, do recrutamento de legiões, da criação de colónias e de assuntos religiosos. Noutras palavras, tudo estava sob a sua jurisdição. De um grupo ad hoc de conselheiros nomeados pelos cônsules, o senado tinha se tornado numa instituição permanente de cerca de 300 membros vitalícios que, como ex-oficiais executivos, se gabavam de uma enorme experiência e influência. Ao mesmo tempo, a união política da nação Latina sob o governo romano depois de 338 a.C. deu a Roma uma base regional populosa de onde ela podia lançar as suas guerras contra os seus vizinhos.

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