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Plínio, o Velho

Caio Plínio Segundo, conhecido também como Plínio, o Velho, foi um naturalista romano. Era tio de Plínio, o Jovem.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Biografia

Imagem: Marcio Cabral de Moura · BY-NC-ND · Openverse

Escritor, historiador, gramático, administrador e oficial romano. Era filho de um equestre, cavaleiro romano, e da filha do senador Caio Cecílio de "Novum Comum" nascido em Cosme na Cisalpina. Plínio estudou em Roma e ingressou na carreira militar, servindo primeiramente na África e depois assumindo como oficial o comando de uma tropa de cavalaria na Germânia, aos 23 anos. Retornou a Roma para dedicar-se a escrever e estudar Direito. Executou importantes cargos públicos sendo nomeado procurador na Espanha quando Nero ainda era imperador, logo após, no norte da África e na Gália. Era um dos mais ferozes críticos da extravagância, em tudo, desde mesas de uma perna só até usar vários anéis no mesmo dedo. De todas as suas obras, a única que sobreviveu foi um tratado denominado História Natural, uma imensa compilação composta de 37 volumes, que contém algumas passagens originais sobre o destino do homem na natureza e oferece um excelente panorama da geografia, zoologia e botânica na Antiguidade. Para alguns o maior erudito da história imperial romana e que deixou uma obra considerável e fundamental para o " saber científico" subsequente.

Morte

Plínio era Almirante da frota de Miseno, próximo a Nápoles. Faleceu nesse cargo enquanto, ao tentar observar, como naturalista, a erupção do vulcão Vesúvio em 79, também tentava salvar os habitantes da costa que fugiam. Residindo a trinta quilômetros de Pompeia, foi surpreendido pela explosão do vulcão, uma vez que, até aquela data, a única coisa que havia registrado sobre o assunto foram as marcas de queimado no topo do Vesúvio. Para saciar a sua curiosidade, mandou preparar um pequeno barco, convocou uma tripulação de nove homens e pouco antes das 17h pôs-se a caminho de Pompeia. Ao se aproximarem da cidade, as altas temperaturas e uma densa nuvem de fumaça fizeram com que o barco se desviasse de seu destino, vindo a aportar na vizinha Estábia. Na manhã do dia 25, antes das 7h da manhã, uma nova nuvem atingiu Pompeia. Quem ainda tinha sobrevivido e permanecido no local, acabou sufocado pelos gases.

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História Natural

A última obra de Plínio, segundo seu sobrinho, foi a Naturalis Historia (História Natural), uma enciclopédia na qual ele coletou muito do conhecimento de seu tempo. Alguns historiadores consideram esta como sendo a primeira enciclopédia já escrita. Ela compreendia 37 livros. Suas fontes eram a experiência pessoal, seus próprios trabalhos anteriores (como a obra sobre a Germânia), e extratos de outras obras. Esses extratos eram coletados da seguinte maneira: um servo lia em voz alta, e outro escrevia o extrato conforme ditado por Plínio. Diz-se que ele ditava extratos enquanto tomava banho. No inverno, ele fornecia ao copista luvas e mangas longas para que sua mão de escrita não endurecesse com o frio (Plínio, o Jovem em avunculus meus). Sua coleção de extratos finalmente alcançou cerca de 160 volumes, que Lárcio Licínio, o legado pretoriano da Hispânia Tarraconense, ofereceu-se sem sucesso para comprar por 400 000 sestércios. Isso teria sido em 73/74 (veja acima). Plínio legou os extratos ao seu sobrinho.

A História Natural como a Primeira Enciclopédia

Alguns historiadores consideram a História Natural como sendo a primeira enciclopédia já escrita. Foi a primeira enciclopédia a sobreviver. Houve muitas histórias antigas escritas antes da História Natural de Plínio, o Velho, mas os estudiosos ainda reconhecem a História Natural como uma enciclopédia, distinguindo-a das outras histórias antigas. Independentemente de ter sido a primeira, é certamente a mais significativa. Através da História Natural, Plínio, o Velho, oferece aos especialistas modernos uma visão dos significados de várias coisas da Roma do primeiro século de uma forma que nenhum outro texto sobrevivente faz. Cada livro da História Natural cobre um tópico diferente, e a obra pretende cobrir todos os tópicos. Dada a organização da obra, fica claro que foi destinada a ser um recurso de referência. Mesmo estudiosos modernos às vezes comparam um objeto desconhecido mencionado em um texto antigo diferente com os objetos descritos por Plínio e fazem comparações. Estudiosos modernos também são capazes de usar a História Natural para entender as tradições, fantasias e preconceitos na Roma Antiga.

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Fontes consultadas

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