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Equisetopsida

Equisetopsida, geralmente referido por Sphenopsida na literatura da paleobotânica, é uma classe de plantas vasculares, com registo fóssil conhecido desde o Devoniano, que inclui apenas cerca de 20 espécies herbáceas do género Equisetum, geralmente conhecidas pelo nome comum de cavalinhas. Considerado um fóssil vivo, o género Equisetum, o único extante da classe, agrupa espécies que ocorrem tipicamente em áreas húmidas, caracterizadas por folhas pontiagudas irradiando a intervalos regulares a partir de uma única haste vertical. A classe Equisetopsida é o taxon relíquia de um grupo de elevada diversidade que teve grande expansão durante o Carbonífero, tendo sido considerada como uma divisão separada de plantas com esporos, então designada por Equisetophyta, Arthrophyta ou Sphenophyta.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/10/2026
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Morfologia

A classe Equisetopsida inclui plantas vasculares caracterizadas pela presença de haste segmentadas, com superfície externa fotossintética, em que cada segmento termina num nó (veja o diagrama ao lado) que une segmentos geralmente ocos (nalguns casos preenchidos por uma medula). A cada nó corresponde um verticilo de folhas, geralmente filiformes. No único género extante, o género Equisetum, estas são pequenas folhas filiformes (microfilos) com uma estrutura vascular singular, fundidas numa bainha em cada nó da haste. No entanto, as folhas de Equisetum provavelmente surgiram por a redução de megafilos, como evidenciado por formas fósseis antigas como Sphenophyllum, em que as folhas são largas, com veias ramificadas. Os feixes vasculares trifurcam nos nodos, com os vasos centrais a originar a venação dos microfilos e os outros divergindo para a direita e esquerda para se fundirem com as ramificações dos elementos vizinhos. A estrutura do sistema vascular assemelha-se à que está presente no eustelo das dicotiledóneas e gimnospermas, estrutura que embora tenha evoluído independentemente apresenta evolução convergente.

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Registo fóssil

As espécies de Equisetopsida extantes representam uma pequena fração da diversidade das Sphenopsida do passado. O registo fóssil permite identificar pelo menos três ordens de Equisetopsida no período de máxima diversidade: (1) a ordem Pseudoborniales, que apareceu pela primeira vez no final do Devoniano e que prosperou até meados do Permiano; (2) a ordem Sphenophyllales, táxon a que pertenciam as espécies dominantes do sub-bosque do período Carbonífero, cujos membros prosperaram até ao início do Permiano; e (3) a ordem Equisetales que coexistiu com os Sphenophyllales, mas diversificou à medida que estes desapareciam para a extinção, diminuindo depois gradualmente na diversidade até ficar reduzida ao género Equisetum, o único extante. Estes organismos aparecem pela primeira vez no registo fóssil durante o Devoniano tardio, um tempo em que as plantas terrestres atravessavam um rápido processo de diversificação, mercê do aparecimento das raízes, sementes e folhas. No entanto, as plantas já haviam colonizado a terra firme há quase uma centena de milhões de anos, com a primeira evidência de plantas terrestres datando de há 475 milhões de anos atrás.

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Sistemática

As cavalinhas e os seus parentes fósseis desde cedo foram reconhecidos como um grupo taxonómico distinto do conjunto das outras plantas vasculares sem sementes. Antes do advento dos modernos estudos de genética molecular, a relação deste grupo com outras plantas vivas e fósseis foi considerada problemática, o que justifica a atribuição pelos sistematas da botânica de níveis taxonómicos que variavam entre ordem e divisão. Quando reconhecidos como uma divisão separada, a literatura usou múltiplas designações, incluindo Arthrophyta, Sphenophyta e Equisetophyta. Outros autores consideraram o grupo como uma classe, incluindo-a dentro da divisão que agrpava as plantas vasculares ou, mais recentemente, dentro de um grupo expandido de pteridófitos, incluindo nele todas os fetos. Quando classificados como classe, o grupo foi denominado Equisetopsida ou Sphenopsida. Os resultados de análises filogenéticas recentes produziram evidências de que este grupo de plantas pertence firmemente dentro do clado das plantas vasculares que inclui os fetos. A classificação de Smith coloca a classe Equisetopsida dentro de um clado, sem nível taxonómico definido, que inclui os pteridófitos em sentido lato, no qual a classe constitui um grupo irmão das duas classes mais tradicionalmente incluídas naquele agrupamento, as classes Marattiopsida e Polypodiopsida.

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Fontes consultadas

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