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Archaeplastida

Archaeplastida ou Primoplantae é uma das grandes linhagens de eucariotas, sendo constituídos pelas plantas terrestes, pelas algas verdes e algas vemelhas, e um pequeno grupo chamado Glaucophyta. Todos estes organismos possuem plastídeos rodeados por duas membranas, sugerindo que se desenvolveram directamente a partir de cianobactérias endossimbióticas. Nos outros grupos, os plastídeos são rodeados por três ou quatro membranas e podem ter sido adquiridos secundariamente a partir de algas verdes ou vermelhas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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História taxonómica

Imagem: Termininja · BY-SA · Openverse

Alguns autores simplesmente se têm referido a este grupo como plantas ou Plantae. Devido ao facto de o mesmo nome ser também aplicado a um clado menos inclusivo, como Viridiplantae e Embryophyta, este grupo maior é por vezes denominado como Plantae sensu lato ("plantas num sentido amplo"). Porque o nome Plantae é ambíguo, outros nomes foram propostos. Primoplantae, que apareceu em 2004, parece ser o primeiro novo nome sugerido para este grupo. Outro nome que também foi aplicado é Plastida, definido como o clado que partilha "plastídeos origem primária em Magnolia virginiana Linnaeus 1753". Mais recentemente, o nome Archaeplastida foi proposto.

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Morfologia

Imagem: TheBartgry · BY-SA · Openverse

Todos os Archaeplastida possuem plastídeos, denominados cloroplastos, onde ocorre a fotossíntese, e que são derivados de cianobactérias capturadas. Nos Glaucophyta, talvez os mais primitivos dentro do grupo, os cloroplastos são chamados de cianelas e partilham características com as cianobactérias, incluindo uma parede celular com peptidoglicano que não ocorre em outros Primoplantae. Esta semelhança entre cianelas e cianobactérias suporta a teoria endossimbiótica. Os Archaeplastida variam bastante no que diz respeito ao grau da sua organização celular, desde células isoladas, até filamentos, colónias e organismos multicelulares. Os primeiros Primoplantae eram unicelulares e hoje em dia muitos dos seus grupos constituintes assim permanecem. A multicelularidade evoluiu separadamente em diferentes grupos, incluindo nas algas vermelhas, nas ulvofíceas e nas algas verdes que originaram as Charales e as plantas terrestres. As células da maioria dos Archaeplastida possuem paredes, normalmente, mas não sempre, constituídas por celulose.

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Endosimbiose

Imagem: Acrocynus · BY-SA · Openverse

Porque os Archaeplastida ancestrais adquiriram os cloroplastos directamente, por incorporação de cianobactérias, o evento é denominado de endossimbiose primária. Evidência para este facto inclui a presença de membrana dupla à volta do cloroplasto; uma membrana pertencente à bactéria e outra ao eucariota que a absorveu. Ao longo do tempo, muitos genes do cloroplasto foram sendo transferidos para o núcleo da célula hospedeira. A presença de tais genes no núcleo de eucariotas sem cloroplastos, sugere que esta transferência aconteceu no início da evolução dos Primoplantae. Todos os outros eucariotas com cloroplastos adquiriram-nos por incorporação de um Archaeplastida unicelar no seu cloroplasto derivado de bactérias. Os cloroplastos dos Euglenoidea e dos Chlorarachnea parecem ser algas verdes que foram capturadas. Outros eucariotas fotossintéticos possuem cloroplastos que são algas vermelhas capuradas, e incluem os Heterokontophyta,, os Haptophyta e os dinoflagelado. Porque estes envolvem a endossimbiose de células que possuem os próprios endossimbiontes, o processo é chamado de endossimbose secundária. Os cloroplastos destes eucariotas são tipicamente rodeados por mais do que duas membranas, reflectindo a sua história de múltiplas incorporações.

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Registro fóssil

Imagem: T. Michael Keesey · CC0 · Openverse

Talvez os registros mas antigos dos Archaeplastida sejam microfósseis encontrados no norte da Austrália. A estrutura deste fósseis unicelulares apresenta semelhança com as algas verdes actuais. Datam do Mesoproterozóico, há cerca de 1 500 a 1 300 milhões de anos Estes fósseis são consistentes com um estudo utilizando um relógio molecular, que calculou que este clado divergiu há cerca de 1 500 milhões de anos. O registo fóssil mais antigo que se pode atribuir a um grupo moderno é a alga vermelha Bangiomorpha, ocorrendo há 1 200 milhões de anos. No Neoproterozóico tardio, os fósseis de algas tornaram-se mais numerosos e diversificados. Eventualmente, no Paleozóico, as plantas emergiram para a terra.

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