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Domus

A domus era a residência urbana das famílias abastadas na Roma Antiga, e, portanto, na sua maioria, das patrícias, nome pelo qual é denominada a nobreza romana. Há também a domus da plebe, onde habitavam comerciantes e artesãos romanos, ainda que as suas residências não fossem grandes, suntuosas e sofisticadas como as dos patrícios. Os cidadãos com menos posses, membros da plebe, viviam em casas alugadas, as insulas, apartamentos exíguos e sobrepovoados situados em prédios de vários andares. No campo, as casas das famílias patrícias tinham o nome de villae. A domus dos patrícios era uma propriedade grande, sofisticada e luxuosa em regiões residenciais em meio à cidade.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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As divisões da domus

A domus desenvolvia-se na horizontal, embora pudesse haver um segundo piso. As divisões que davam para a rua, denominadas tabernas (tabernae), eram geralmente arrendadas a terceiros, sendo usadas como lojas ou oficinas. Não havia "montra" no sentido moderno do termo e a taberna abria directamente para a rua. Por vezes, os comerciantes ou artesãos alugavam igualmente o segundo piso, onde viviam com a sua família. Ao entrar na casa de habitação, o visitante era conduzido pelo vestíbulo (vestibulum), o qual se abria para o átrio (atrium). O teto deste possuía uma abertura central, o complúvio (compluvium), por onde entrava a água da chuva, que era recolhida no implúvio (impluvium), uma cisterna quadrangular no centro do átrio. Elemento central da domus, era no átrio que eram colocadas as imagens dos antepassados (imagines maiorum) e que o patrono vinha saudar os seus clientes ou convidados.

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Evolução da domus

É graças à influência grega que os cidadãos mais abastados começam a acrescentar às suas domus um peristilo, ou seja um pátio ajardinado rodeado de colunas. A casa passa a ser composta por duas partes principais, a primeira, contígua à entrada, organizada em torno do átrio, enquanto a segunda se articula em torno do peristilo, na parte mais recuada da habitação. Com o tempo, o átrio acabará por perder a sua importância a favor do peristilo, que se converte no centro da domus. A partir do século I, as domus tornam-se cada vez mais sumptuosas e extravagantes. Nos peristilos surgem grandes jardins, com fontes, árvores de fruto, flores, estátuas e até lagos artificiais. O oecus é agora a principal divisão da casa, ocasionalmente usado como triclínio, para banquetes. Por vezes é tão grande que o seu tecto abobadado tem de ser sustido por colunas. Em resposta às novas necessidades da classe elevada, multiplicam-se as divisões dedicadas ao ócio: a biblioteca (bibliotheca), a diaeta, pequeno pavilhão destinado a entreter os convidados, e o solário (solarium), que podia ser coberto quando chovia ou fazia frio.

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O ambiente da domus

A domus não tinha vista para a rua. As janelas eram muito pequenas, a fim de proteger a casa de ruídos, do frio (o vidro era uma raridade) e, sobretudo, dos ladrões. Em consequência, as divisões recebiam luz solar essencialmente do complúvio ou do peristilo. Algumas casas tinham não só água canalizada mas também aquecimento central (o hipocausto). As paredes e por vezes o teto era decorado com frescos. O chão era pavimentado com tijolos de terracota, mosaicos ou mármore, dependendo por um lado do tipo de divisão e, por outro, das posses do proprietário. Na maior parte das casas, a mobília dos cubículos resumia-se a uma simples cama de madeira. O triclínio deve o seu nome aos três leitos, dispostos em torno de uma mesa central, onde os comensais comiam reclinados. Geralmente a cozinha era uma divisão exígua, com um pequeno fogão de pedra, estando a preparação das refeições a cargo dos escravos.

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