Demanda
Em economia, demanda ou procura é a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir por um preço definido em um dado mercado, durante um dado período de tempo.
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O auxílio da matemática é de grande valia, visto que uma função significa qualquer relação, hipotética ou real, entre variáveis. Na Teoria Econômica a função procura, também chamada de demanda, desempenha um papel muito importante e um conjunto de outras relações fundamentais, como a função de produção, a função oferta e a função de custo. A função procura é a relação existente entre a procura de um bem ou serviço e os vários fatores determinantes da procura desse mesmo bem ou serviço. Numa linguagem matemática, podemos representar a relação que identifica a função procura pela seguinte equação: Ponderadores: a1, a2, a3, a4, a5, a6, a7, a8, são as ponderações dos diversos determinantes da procura, chama-se à atenção para o facto dos sinais (+/-) dos ponderadores, que indicam o efeito positivo (+), ou negativo (-), na procura. Determinantes: PX é o preço do bem (-). PS é o preço de bens substitutos (+). PC é o preço de bens complementares (-). EP corresponde às expectativas sobre preços futuros. R é o rendimento dos consumidores. POP corresponde à dimensão do mercado, população (+). PUB corresponde os gastos em publicidade (+). FE são os factores específicos de cada bem, por exemplo, frio no caso da venda de aquecedores.
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A demanda de mercado (ou demanda agregada ou demanda global) é a soma de todas as demandas individuais, que são a quantidade demandada a cada preço por cada um dos compradores. Por isso, a curva de demanda de um mercado é determinada somando-se horizontalmente as curvas individuais de demanda.
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Para a lei da demanda, coeteris paribus, a quantidade demandada de um bem diminui quando o seu preço aumenta. Graficamente, então, a demanda é quase sempre negativamente inclinada no plano preço e quantidade. As únicas duas exceções são os casos extremos de Demanda Perfeitamente Inelástica e Demanda Perfeitamente Elástica, quando uma variação qualquer no preço resulta, respectivamente, numa variação zero ou infinita da quantidade demandada.
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A função excesso de demanda mostra a quantidade de cada bem demandada além da sua dotação inicial. Em uma economia com um número de consumidores igual a "I" e um número de bens igual a "L", seja A função excesso de demanda "z" de um consumidor "i", chamada de zi, depende dos preços dos L bens de um mercado e definida da seguinte maneira: Por exemplo, numa economia hipotética com apenas 2 tipos de bens (L=2), banana e maçã, se o consumidor "i" dispõe inicialmente apenas de 1 banana e 1 maçã mas demandou apenas 2 bananas, sua função excesso de demanda será [ z i 1 z i 2 ] = [ 2 − 1 0 − 1 ] = [ 1 − 1 ] {\displaystyle {\begin{bmatrix}z_{i1}\\z_{i2}\end{bmatrix}}={\begin{bmatrix}2-1\\0-1\end{bmatrix}}={\begin{bmatrix}1\\-1\end{bmatrix}}} . Note neste exemplo que a função excesso de demanda pode assumir valores negativos em um ou mais elementos do vetor. Quando isso acontece, não houve excesso de demanda, e sim "falta": o consumidor tinha o bem mas não o demandou (consumiu).
Propriedades
Então, a função excesso de demanda agregada z ( p ) {\displaystyle z\left(p\right)} terá as seguintes propriedades:


