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David Munir

David Munir é uma figura proeminente no panorama religioso muçulmano em Portugal. Desde 1986, ele atua como o imã da Mesquita Central de Lisboa, onde também compartilha seus conhecimentos através de aulas de árabe e cultura islâmica. Além disso, ocupa o cargo de Conselheiro Religioso na Comunidade Islâmica de Lisboa, demonstrando seu compromisso com a comunidade e a educação.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 27/07/2026

Pontos-chave

  • David Munir é imã da Mesquita Central de Lisboa desde 1986.
  • Ele também leciona árabe e cultura islâmica.
  • Munir é Conselheiro Religioso da Comunidade Islâmica de Lisboa.
  • Possui formação em Teologia Islâmica e Pedagogia.
  • Foi professor universitário de língua árabe.
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Trajetória e Formação

Imagem: rtppt · BY-NC-SA · Openverse

Nascido em Moçambique, David Munir tem origens diversas, sendo filho de um iemenita e de uma moçambicana com ascendência indiana. Sua jornada educacional no campo religioso começou cedo, em 1975, numa madraça na Índia, onde se dedicou à memorização do Alcorão. Posteriormente, aprofundou seus estudos em Carachi, Paquistão, obtendo uma licenciatura em Teologia Islâmica e outra em Pedagogia. Sua expertise acadêmica também se estendeu ao ensino da língua árabe em renomadas instituições de ensino superior em Lisboa, como a Universidade Nova de Lisboa, a Universidade Independente e a Universidade Lusófona. Munir também contribuiu para o diálogo inter-religioso como membro do Conselho Consultivo Internacional da Fundação Paz e Democracia. Sua produção intelectual inclui obras como 'Deus que nunca o foi' (1987), 'Ensinamentos Elementares do Islão' (1988) e 'Da Ciência e Filosofia à Religião' (1996).

Incidente no Dia de Portugal

No dia 10 de junho de 2025, durante as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o xeque Munir foi atacado verbalmente por um grupo de homens que fazia a saudação nazi. Munir encontrava-se a participar na cerimónia inter-religiosa católica e muçulmana do Encontro Nacional de Homenagem aos Combatentes, no Forte do Bom Sucesso em Belém, Portugal; quando subia ao palanque, um dos homens terá gritado que aquilo era "uma traição ao povo português" e que "isto é uma vergonha, isto não é a tua pátria", tendo proferido insultos de carácter racista durante largos minutos, até ser levado da zona. O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo, também presente na cerimónia, foi também alvo de insultos. Horas depois, alguns dos homens que perturbaram a cerimónia viriam a estar entre o grupo de neonazis que assediou e agrediu atores da companhia de teatro A Barraca.

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Fontes consultadas

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