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A Barraca

A Barraca é uma companhia de teatro portuguesa histórica, com sede em Lisboa, fundada em 1975 por Maria do Céu Guerra e Mário Alberto.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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História

Imagem: Força Aérea Brasileira - Página Oficial · BY-NC-SA · Openverse

A companhia foi fundada em 1975 pela actriz e encenadora Maria do Céu Guerra e pelo cenógrafo Mário Alberto inscrevendo-se num movimento emergente de companhias de teatro experimental e independente, localizado sobretudo em Lisboa. Durante o ano de 1976 o grupo passou a maior parte do tempo em tournées pelo país. Foi uma das principais companhias teatrais portuguesas do período pós-25 de Abril, sendo listada nessa qualidade pelo Europa World Year Book de 1983. O grupo foi descrito na época como a mais popular das companhias teatrais independentes em Portugal. Desde a sua fundação a direcção da companhia tem estado a cargo de Maria do Céu Guerra e do encenador e dramaturgo Hélder Costa, o qual desde 1976 tem escrito, transcrito e encenado muitos dos espectáculos apresentados pelo grupo. Durante o seu tempo de exílio em Lisboa, o dramaturgo brasileiro Augusto Boal participou da direcção da companhia, deixando uma forte influência no reportório do grupo. Foi também nesta companhia que se revelou o actor Mário Viegas.

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Produção teatral

Imagem: Força Aérea Brasileira - Página Oficial · BY-NC-SA · Openverse

A produção teatral do grupo faz-se sobretudo numa adaptação eficaz de temas históricos e políticos ao formato popular, tradicional e moderno do teatro narrativo, focando sobretudo a produção nacional por obrigações inerentes aos subsídios estatais que lhe são atribuídos. O grupo estreou em Março 1976 na Incrível Almadense com a Cidade Dourada, de La Candelária, peça de grande sucesso. Em Setembro do mesmo ano montou o espectáculo Histórias de fidalgotes e alcoviteiras, encenado por Hélder Costa e baseado em textos de Gil Vicente e Ruzante. Em 1977 apresentou o espectáculo "Ao qu'isto chegou! - Feira portuguesa de opinião", integrando o polinomodrama A Lei É a Lei de Luiz Francisco Rebello. No tempo em que Augusto Boal esteve na companhia, entre 1977 e 78, dirigiu três espectáculos que ficaram na história do teatro português, entre os quais Barraca conta Tiradentes (1977). Em 1978 é apresentada a peça José do Telhado, sobre o famoso bandido português do mesmo nome, com arranjos musicais de Zeca Afonso, publicados mais tarde, em 1979, no álbum Fura, Fura.

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Reportório

Imagem: susanamule · BY-NC-ND · Openverse

1970 - 1979

Prémio Santiago Rusiñol - Melhor Texto Inédito, Festival de Sitges (Barcelona), 1978 Prémio Melhor Ator - Mário Viegas, Festival de Sitges (Barcelona), 1978 Jornal do Brasil - Um dos dez melhores espectáculos do ano

1980 - 1989

Jornal do Brasil - Um dos dez melhores espectáculos do ano Associação Brasileira de Críticos Teatrais - 2º Melhor Espectáculo do Ano, 1980 Sete de Ouro - Melhor Encenação: Hélder Costa Sete de Ouro - Melhor Atriz: Maria do Céu Guerra Prémio da Associação Portuguesa de Críticos - Melhor Texto Português encenado em 1985 Prémio Nova Gente - Melhor texto de Teatro em 1985 Prémio da revista Mulheres - Melhor Atriz: Maria do Céu Guerra

1990 - 1999

Prémio Interpretação no Festival Internacional do Chile em 1993

2010 - 2019

Prémio Especial do Júri FITA 2014 - Maria do Céu Guerra, Adérito Lopes e o grupo A Barraca pela brilhante montagem de Menino de Sua Avó.

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Edifício

Imagem: Força Aérea Brasileira - Página Oficial · BY-NC-SA · Openverse

Em 1938, Rodrigues Lima é convidado a elaborar um projecto para um cinema a construir na Rua Vasco da Gama, em frente ao Largo de Santos, em Lisboa. O terreno disponível, um lote de planta rectangular alongada, é delimitado em três dos seus lados: a Norte pela muralha da Calçada Marquês de Abrantes, a Nascente e a Poente por edifícios existentes, restringindo assim o edifício a uma única frente visível. O arquitecto consegue dar corpo e volume a um edifício que, estando à partida entalado em três dos seus lados, se poderia resumir à composição de um plano bidimensional. Dando assim uma expressão que traduzisse claramente o fim a que se destinava que foi conseguir um conjunto que estivesse de acordo com os princípios da arquitectura contemporânea. O arquitecto dedica especial atenção no desenho da sala de projecção, uma vez que é esse o espaço crucial de um cinema, é onde decorre a acção principal, privilegiando sempre o conforto do espectador, ao qual procura dar uma boa visibilidade, boa audibilidade, e um agradável ambiente climatérico para instalá-lo de modo confortável que lhe permita gozar em completo bem-estar o prazer que procurou para os espectadores pudessem gozar esse prazer com toda a segurança sem o receio de que um incêndio ou qualquer pânico venha a perturbá-lo. As cadeiras foram colocadas de modo a que o olhar de cada espectador abranja a totalidade do ecrã, sem sofrer qualquer deformação. Ele estuda a inclinação dos pavimentos tanto da plateia como do balcão, de modo a que o olhar de cada espectador passe precisamente acima das cabeças dos espectadores da sua frente. Relativamente à audibilidade, o arquitecto não concebe a forma da sala em função dos trajectos das ondas sonoras, alegando que só muito dificilmente se consegue um resultado perfeito, preferindo assegurar uma boa acústica pelo recurso a materiais isoladores no tratamento das paredes, do palco, das portas e do tecto da sala, e prestando especial cuidado em toda a decoração, de forma a evitar reverberações de som.

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Fontes consultadas