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Colégio Pedro II

O Colégio Pedro II é uma instituição de ensino público federal localizada no estado brasileiro do Rio de Janeiro. Faz parte da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, vinculada à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação. É o terceiro mais antigo colégio em atividade no país, depois do Ginásio Pernambucano e do Atheneu Norte-Riograndense. A escola foi criada em homenagem ao seu patrono, o Imperador D. Pedro II.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/06/2026
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História

O período Imperial

A instituição foi fundada em decorrência da reorganização do antigo Seminário de São Joaquim, conforme projeto apresentado à regência do Marquês de Olinda pelo então ministro dos Negócios e da Justiça, Bernardo Pereira de Vasconcelos. Inaugurado em 1837, na data de aniversário do Imperador, 2 de dezembro, foi denominado Imperial Collegio de Pedro II. O ato foi oficializado por decreto regencial a 20 de dezembro, e as aulas se iniciaram em março do ano seguinte. As suas instalações sediavam-se na antiga rua Larga (atual avenida Marechal Floriano), no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, cujas salas de aula funcionam até aos nossos dias.

Período Republicano

Com a Proclamação da República, em 1889, o nome da instituição foi alterado para Instituto Nacional de Instrução Secundária e, logo em seguida, para Ginásio Nacional. Em 1911, reassumiu a sua primitiva designação. Em 1937, o presidente Getúlio Vargas outorgou a lei nº 574 de 9 de novembro, do mesmo ano, que estabelece no 2º artigo o grau de bacharel em ciências e letras para os alunos que houverem terminado o último ano do ensino médio do Colégio. Até à década de 1950, era considerado como "Colégio padrão do Brasil", uma vez que o seu programa de ensino era referência de qualidade e modelo dos programas dos colégios da rede privada, que solicitavam ao Ministério da Educação o reconhecimento de seus próprios certificados, justificando a semelhança de seus currículos com os do Colégio.

O Colégio na atualidade

A partir de 1979, as antigas seções passaram a ser denominadas Unidades Escolares (U.E.) tendo, como complemento, o nome do bairro onde estavam instaladas: U.E. Centro (a pioneira), U.E. São Cristóvão (o internato), U.E. Engenho Novo (antiga Seção Norte), U.E. Humaitá (antiga Seção Sul) e U.E. Tijuca (antiga Seção Tijuca), atendendo os atuais ensino fundamental (segundo segmento) e ensino médio. Em 1984, foi instituído na U.E. São Cristóvão o primeiro segmento do Ensino Fundamental (1º. ao 5º. anos), informalmente chamado de "Pedrinho". Este segmento foi implantado, posteriormente, nas U.E. Humaitá (1985), U.E. Engenho Novo (1986) e U.E. Tijuca (1987). A partir desse processo, as unidades do primeiro segmento passaram a ser formalmente denominadas como Unidade I e as do segundo segmento (de 5a. a 8a. séries), como Unidade II, ou seja, U.E. São Cristóvão I e U.E. São Cristóvão II, atendendo respectivamente o primeiro e o segundo segmento.

O Colégio e a Constituição Federal de 1988

A Constituição Federal de 1988 incluiu um artigo sobre o Colégio Pedro II: «O Colégio Pedro II, localizado na cidade do Rio de Janeiro, será mantido na órbita federal» 2.º parágrafo do artigo 242. Ricardo Baronovsky, professor de Direito Constitucional, afirma que, apesar do simbolismo trazido pela Constituição vigente, ficou clara a presença de lobbies políticos e ideológicos em sua essência. Segundo ele, a Constituição de 1988 é excessivamente analítica, casuística, prolixa e minuciosa, elaborada com intenção de abarcar grande número de normas não-fundamentais, o que resultou na perda de seu caráter educativo. O temor do Colégio Pedro II em perder sua condição de instituição federal motivou esforços da comunidade escolar para preservar sua autonomia. Como única autarquia de Educação Básica federal desvinculada de universidades e citada na Constituição, o colégio ocupava posição privilegiada entre as escolas de ensino médio brasileiras, e seus movimentos institucionais configuraram-se como táticas de proteção frente a crises e escassez de recursos.

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Hino

Em solenidade comemorativa do centenário do Colégio foi executado pela primeira vez o Hino dos Alunos do Colégio Pedro II, sob a regência da professora Maria Eliza de Freitas Lima, com música do maestro Antônio Francisco Braga e letra do bacharel do externato Hamilton Elia. Inspirada na retumbância das peças marciais e na letra de exaltação do passado e certeza do futuro, a letra traz símbolos do positivismo.

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Professores notórios

O Colégio Pedro II contou ao longo de sua história com professores renomados na História do Brasil:

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Enem

Esses foram os resultados das unidades participantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015.

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Fontes consultadas

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