Citas
Os citas foram um antigo povo iraniano de pastores nômades equestres que dominaram a estepe pôntico-cáspia, conhecida como Cítia, durante toda a Antiguidade Clássica. Na Antiguidade Tardia, os sármatas, um povo aparentado, assumiram o controle da região. A maior parte do que sabemos sobre os citas vem do historiador grego Heródoto, que os descreveu em sua obra 'Histórias', e de achados arqueológicos, como as impressionantes obras de ouro encontradas em kurgans (mamoas) na Ucrânia e no sul da Rússia.
Pontos-chave
- Os citas eram pastores nômades equestres iranianos que dominaram a estepe pôntico-cáspia.
- A principal fonte de informação sobre os citas é o historiador grego Heródoto e achados arqueológicos.
- Sua cultura é conhecida por belas obras em ouro encontradas em kurgans na Ucrânia e sul da Rússia.
- Na Antiguidade Tardia, os sármatas, um povo aparentado, substituíram os citas na região.
- O termo 'cita' tem uma etimologia ligada a 'atirador' ou 'arqueiro'.
Os citas conhecidos por Heródoto se autodenominavam Skolotoi. A palavra grega 'Skythēs' provavelmente é uma versão antiga desse nome, *Skuδa-, onde Heródoto transcreveu o som [ð] (que não lhe era familiar) como lambda (Λ), e '-toi' representa a terminação plural iraniana do nordeste, '-ta'. O termo, que originalmente significava 'atirador' ou 'arqueiro', deriva da raiz proto-indo-europeia *skeud- ('atirar', 'arremessar'), com paralelos em 'shoot' (inglês) e 'Schütze' (alemão). O nome usado pelos soguedianos para si mesmos, Swγδ, pode ser relacionado (*Skuδa > *Suγuδa com uma vogal anaptítica). A palavra também aparece no assírio como Aškuzai ou Iškuzai ('cita'). Pode ter sido a fonte do termo bíblico Ashkenaz (original *אשכוז, transl. ’škuz, grafado erroneamente como אשכנז, ’šknz), que mais tarde deu origem ao termo judaico para as áreas germânicas da Europa Central e foi usado como auto-descrição pelos judeus asquenazitas que ali viviam, entre os Ashkenazim ('alemães'), então chamados teutônicos ou Wendels.
No Império Bizantino, escritores gregos usavam o termo 'citas' como um arcaísmo para se referir a diversos povos nômades que encontravam. No século IV, por exemplo, Astério de Amaseia o aplicou aos hunos, e no século VI, foi usado para descrever os cutrigures, utrigures e antigas tribos turcas. Essa prática continuou ao longo da história do império, sendo posteriormente aplicada a ávaros, cazares, búlgaros, magiares, pechenegues, uzes, cumanos, seljúcidas, mongóis e otomanos. O termo também foi ocasionalmente usado para se referir aos eslavos, enquanto os rus' eram chamados de 'citas' ou 'taurocitas'. Demétrio Calcocondilas utilizou 'cita' para designar 'povos falantes da mesma língua e equipados do mesmo modo' que habitavam o território do rio Dom (Tanais) à Sarmácia (Polônia), mas também o aplicou aos tártaros.


