Antiguidade Tardia
Antiguidade Tardia é o período de transição entre a Antiguidade Clássica greco-romana e a Idade Média, tanto na Europa continental quanto no mundo Mediterrâneo. Essa transição não possui uma periodização ou corte cronológico preciso, nem se deu devido a um único acontecimento isolado. Há uma grande zona temporal entre a queda do mundo antigo e a emergência da Idade Média, com diversas ambiguidades, onde as rupturas e permanências entre as estas duas fases se confrontam. No entanto, alguns historiadores situam esse período entre os séculos IV e VIII, ou até mesmo entre o século III, quando houve a crise do terceiro século, e o século VIII.
No limiar da historiografia, sob a lente da perspectiva de pseudoneutralidade defendida pela revolução iluminista, a concepção de tempo histórico se limitou a um perspectiva tecnico-instrumental de datação, que incitavam em uma suposta unicidade nos processos de ruptura da estrutura social, desconexas com a pluralidade representativa da realidade concreta da experiência vivida, permitindo, dessa forma, que haja uma lacuna interpretativa sobre o passado. Em contrapartida, surge em meio a esse cenário a necessidade de transformação da concepção moderna de tempo histórico. Consoante a isso, ressalta-se a contribuição apresentada pelo célebre filósofo, Reinhart Koselleck para desenvolvimento da historiografia, ao ratificada na obra "Futuro Passado – contribuição à semântica dos tempos históricos" uma proposta de temporalidade crítica e consciente de seu tempo, vista como um elemento inerente as tensões sociais, culturais e políticas do presente entre e o "campo de experiências" e o "horizonte de expectativas".
A visão historiográfica da termologia Antiguidade Tardia
A Antiguidade Tardia produz um revisionismo a partir da perspectiva de que houve invasões bárbaras e esse teria sido o fator determinante para que ocorresse a queda do Império Romano, a partir desta perspectiva a Idade Tardoantiga vira o seu olhar para uma história cultural, deixando de lado o antigo enfoque centrado apenas para o cenário político e econômico, muda a sua visão para uma história material e cultural, trazendo uma análise defendida pelos antiquistas, de que ainda que houvesse a queda do Império Romano, ocorre uma continuidade das estruturas políticas e culturais deste período. Ademais, ao olhar para o passado os estudiosos antiquistas percebem que em 476 a.C., quando ocorreu a morte do último Imperador Romano, não foi considerado um marco tão doloroso para população romana quanto os ataques pelos visigodos, em 410 a.C., pois este ocorrido teria acabado com a perspectiva de que o Império Romano era composto por um campo militar muito bem treinado, sendo assim impossível adentrar neste poderoso Império.


