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Cinema da Alemanha

O cinema produzido na Alemanha é fortemente marcado por uma influência das tendências artísticas e vanguardas plásticas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/07/2026
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História do cinema alemão

Expressionismo e “Nova Objetividade” (1918-1933)

Logo após o final da Primeira Guerra Mundial, a cinematografia alemã alcançou ligeiro sucesso económico, causado pela desvalorização do Marco alemão, que possibilitou a oferta de filmes no exterior a preços praticamente sem concorrência; e por outro lado, tirou dos produtores cinematográficos estrangeiros a vontade de exportarem para a Alemanha. A indústria alemã de filmes caracterizava-se através de uns poucos consórcios financeiros à base de imenso capital de ações e por numerosas companhias economicamente fracas. O complexo mais forte de produção e distribuição era a UFA, fundada em 1917. O florescimento aparente alcançou seu ponto mais alto em 1920, quando foram produzidos 474 filmes de longa-metragem, número posteriormente jamais alcançado na Alemanha.

Terceiro Reich (1933-1945)

A crise econômica mundial de 1929-1930 atingiu o cinema alemão ainda antes do filme sonoro ter atingido, com maior profundidade. Os nacional-socialistas por sua vez, logo depois de terem conseguido o poder, serviram-se dessa situação para sanar o cinema por meio de medidas estatais e colocá-lo, assim, sob o seu controle. As companhias pequenas foram liquidadas umas após as outras; as grandes, postas sob o controle do Estado. Em 1937 a UFA e a Bavaria foram encampadas pelo Estado. Já em 1930 a NSDAP, tinha criado uma seção para assuntos de cinema. Dois meses depois da tomada do poder por Hitler, Goebbels, comunicava ao pessoal do cinema, o interesse ativo do novo governo em tudo que se referia à sétima arte.

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O cinema alemão contemporâneo

Produção

No final do século passado um estrondo despertou o cinema alemão de um sono hibernal: Corra Lola, corra, de Tom Tykwer (1998). A corrida desenfreada de Lola contra o tempo, através de Berlim, foi entendida em todo o mundo como uma metáfora do desassossego de uma época. O diretor Tom Tykwer e a protagonista Franka Potente alcançaram sucesso mundial com o filme. O cinema alemão teve um grande impulso e, pela primeira vez desde a era do grande Rainer Werner Fassbinder, falecido em 1982, os olhos estrangeiros se voltaram novamente para o cinema da Alemanha, que festejava os sucessos internacionais: um Oscar para Sem Lugar na África, de Caroline Link (2002), um Urso de Ouro na Berlinale para Contra a Parede, de Fatih Akin (2004). O diretor hamburguês de origem turca Fatih Akin narra com intenso vigor a vida de imigrantes turcos na Alemanha. Nesse premiado drama, Fatih Akin traz para a tela, com uma precisão brutal, mas sem sentimentalismo, uma história de amor entre dois turco-alemães, esmagados entre as duas culturas. Também nos estudos realistas do meio social de Andreas Dresen, trata-se de autenticidade, de uma visão objetiva da vida. Ele registra o cotidiano na Alemanha Oriental com recursos técnicos, como a Steadicam.

Política e incentivo a produção cinematográfica

Bem como a cultura em geral, o cinema está sob responsabilidade dos estados alemães, eles estão sob a forma de mantedores e promotores do Federalismo Cultural, caracterizando a expressão cultural local, como nacional, o que acarreta em instituições culturais amplamente descentralizadas e desperta ambição nos estados em refletir sua cultura particular e expandir em cénario nacional, não ignorando sua origem e seu início. O fomento do cinema transformou-se em um instrumento de desenvolvimento dos estados. Há recursos onde há produção. O desenvolvimento positivo do cinema alemão está baseado principalmente numa boa condição para o seu futuro, resultado da união de forças do poder público com a iniciativa privada.

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Berlinale

Desde 1951 acontece, anualmente, o Festival Internacional de Cinema de Berlim. Depois do Festival de Cannes, a Berlinale é o segundo maior festival de cinema do mundo e a vitrine do cinema alemão. No centro de Berlim, ao redor da Potsdamer Platz, a arte, o glamour, as festas e os negócios encontram-se durante duas semanas. Cerca de 40 mil espectadores e 16 500 especialistas do ramo – atores, produtores, distribuidores, compradores, financiadores e jornalistas – participam todos os anos do evento. O ponto alto de cada Berlinale é a entrega dos prêmios oficiais, os Ursos, por um júri internacional. A esses prêmios concorrem filmes de todo o mundo, que fazem a sua estreia europeia e internacional durante o festival. Paralelamente ao festival, a Berlinale apresenta um festival de filme infantil, um fórum do cinema alemão e um fórum internacional do cinema jovem. E há ainda uma retrospectiva e uma homenagem dedicadas à obra de uma grande personalidade do mundo cinematográfico. A mostra engloba 350 filmes. A Federação arca com dois terços dos dez milhões de euros, custo total da Berlinale. O restante é coberto pela arrecadação de entradas e por patrocinadores. Desde 2003, são convidados anualmente 500 jovens talentos de todo o mundo a participar do Campus de Talentos da Berlinale, para trocar know-how e ideias. O diretor da Berlinale é Dieter Kosslick.

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Fontes consultadas

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