Antiglobalização
Antiglobalização é um termo genérico, utilizado sobretudo durante os anos 1990, para descrever o movimento de oposição aos aspectos capitalista-liberais da globalização. O movimento reivindica o fim de determinados acordos comerciais e do livre trânsito do capital financeiro internacional. Opõe-se ainda os antiglobalistas à formação de certos blocos comerciais como o NAFTA e a ALCA.[carece de fontes?]
Imagem: Fronteiras do Pensamento · BY-SA · Openverse
A designação surgiu após as manifestações da Ação Global dos Povos que promoveu vários "Dias Globais de Acção contra o Capitalista" com manifestações por todo o mundo com início em 18 de Junho de 1999 (Colónia, Alemanha) durante a cimeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) e 30 de Novembro de 1999 (Seattle, EUA) por ocasião da cimeira da Organização Mundial do Comércio (OMC). A 30 de Novembro houve manifestações em dezenas de países e em dezenas de cidades dos Estados Unidos da América. Esse dia ficou marcado pelas manifestações de Seattle, que atingiram proporções tais que impediram a chegada de muitos delegados ao local da cimeira. Foi um dia que ficou na história pela mediatização que foi dada às cenas de violência em Seattle e a mudanças nos discursos oficiais acerca da globalização. Porém o movimento já tinham ocorrido manifestações durante os anos 90 como em Outubro de 1993 em que mais de 500 mil pessoas se juntaram em Bangalore na Índia para protestar contra o ciclo de negociações da rodada do Uruguai sobre o comércio mundial ou em Maio de 1998 em que 70 mil manifestantes obrigaram a deslocação da cimeira do G8.
Para se definir a antiglobalização, é preciso que se tenha uma noção do que se entende por globalização, sentido que está longe de ser consensual; os acadêmicos não conseguem se pôr de acordo acerca do verdadeiro significado do termo globalização, para o qual ainda não há uma definição coerente ou universal. Alguns autores se concentram nos aspectos meramente econômicos, outros nos fluxos financeiros, outros nos aspectos políticos e legislativos, e assim por diante. Para a sociologia a globalização é o processo pelo qual a vida social e cultural nos diversos países do mundo é cada vez mais afetada por influências internacionais em razão de injunções políticas e econômicas. Já do ponto de vista da economia e política a globalização seria o intercâmbio econômico e cultural entre diversos países, devido à informatização, ao desenvolvimento dos meios de comunicação e transporte, à ação neocolonialista de empresas transnacionais e à pressão política no sentido da abdicação de medidas protecionistas, uma espécie de mercado financeiro mundial criado a partir da união dos mercados de diferentes países e da quebra das fronteiras entre esses mercados ou a integração cada vez maior das empresas transnacionais, num contexto mundial de livre-comércio e de diminuição da presença do Estado, em que empresas podem operar simultaneamente em diferentes países e explorar em vantagem própria as variações nas condições locais.


