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Good Bye, Lenin!

Good Bye, Lenin! é um filme alemão de dramédia tragicômica de 2003 dirigido por Wolfgang Becker. Contando com Daniel Brühl, Katrin Sass, Chulpan Khamatova e Maria Simon no elenco principal, o filme retrata uma família na Alemanha Oriental (RDA), a qual a mãe dedica-se à causa socialista e sofre um infarto, entrando em coma profundo em outubro de 1989, pouco antes da Die Wende em novembro; quando ela desperta, oito meses depois, em junho de 1990, seu filho tenta protegê-la de um segundo ataque cardíaco, escondendo-lhe fatos sobre a Queda do Muro de Berlim e o colapso do comunismo na Alemanha Oriental.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
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Enredo

Imagem: Gianni Dominici · BY-ND · Openverse

O filme se passa em Berlim Oriental, capital da então Alemanha Oriental, no período de outubro de 1989 até alguns dias após a Reunificação da Alemanha em outubro de 1990, durante o final da Guerra Fria. O jovem Alex Kerner mora com sua mãe Christiane, sua irmã Ariane e sua sua sobrinha Paula. O pai de Alex supostamente abandonou a família para ficar com uma amante no lado ocidental da Alemanha em 1978. Com isso, Christiane se juntou ao Partido Socialista Unificado da Alemanha, passando a dedicar seu tempo à defesa dos cidadãos. Alex, contrariando os ideais de sua mãe, despreza a celebração do quadragésimo aniversário da Alemanha Oriental e participa de uma manifestação antigovernamental; lá ele conhece uma garota, mas eles são separados pela Volkspolizei antes que possam se apresentar. Durante a confusão, Christiane passa pela rua onde estava ocorrendo o tumulto e avista seu filho Alex sendo preso e espancado pelos policiais, desmaiando no meio da rua sem que ninguém venha socorre-la; ela sofre um enfarte e entra em coma, indo parar no hospital bem depois da manifestação. Após ser liberado pela polícia para visitar sua mãe no hospital, Alex descobre que a enfermeira que cuida de Christiane, Lara, que é uma estudante de intercâmbio da União Soviética, era a garota da manifestação; ela e Alex iniciam um relacionamento pouco depois.

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Desenvolvimento

Imagem: jbhthescots · BY-ND · Openverse

Para o diretor Wolfgang Becker, o planejamento para Good Bye, Lenin! começou no verão de 1999, mas para o roteirista Bernd Lichtenberg, os trabalhos já haviam começado quase uma década antes. A experiência de Lichtenberg no período da reunificação alemã como um novo berlinense ocidental com uma idade semelhante à de seu protagonista Alex foi transformada em uma história que já incluía muitos aspectos do filme posterior, mas que primeiro acabou "na gaveta" por alguns anos. Ele declarou: “Tive a sensação de que simplesmente ainda não era o momento certo”. Lichtenberg só botaria a ideia de fazer um filme sobre o tema em prática quando ele assistiu Das Leben ist eine Baustelle de Becker. Especialmente interessado na mistura de tristeza e comédia, que ele próprio também imaginou para o seu filme, Lichtenberg acreditou ter encontrado a pessoa certa para ajudar a dar vida à sua ideia. "De repente houve essa energia", lembra o produtor Stefan Arndt durante a gravação da sinopse de cinco páginas com Becker: “Sabíamos que poderíamos contar a história da maneira que gostaríamos”.

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Trilha sonora

Imagem: Raymond Yee · BY-NC-SA · Openverse

A trilha sonora do filme foi composta por Yann Tiersen, exceto a versão de "Summer 78" interpretada pela cantora francesa Claire Pichet. Estilisticamente, a música é muito semelhante ao trabalho anterior de Tiersen: a trilha sonora do filme franco-alemão Le fabuleux destin d'Amélie Poulain. Uma composição para piano, "Comptine d'un autre été: L'après-midi", é usada em ambos os filmes. Várias canções famosas da Alemanha Oriental são apresentadas. Duas crianças, membros da Organização Pioneira Juvenil Ernst Thälmann, cantam no filme "Unsere Heimat" (em português "Nossa Pátria"), que era uma famosa canção popular na República Democrática Alemã. Amigos de Christiane (que moram no mesmo prédio) cantam "Bau Auf! Bau Auf!", que era um outro hino da Juventude Alemã Livre, um movimento juvenil na Alemanha Oriental que ajudava na popularidade e influência socialista na cultura do país. O último noticiário falso com o "sósia" de Sigmund Jähn apresenta uma versão empolgante do hino nacional da Alemanha Oriental, "Auferstanden aus Ruinen".

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Ostalgie

Imagem: ami_harikoshi · BY · Openverse

No filme, para fazer sua mãe acreditar que ela ainda vive nos tempos áureos da Alemanha Oriental, Alex cria noticiários fictícios para relembrar seu estilo de vida anterior no país socialista, bem como um ambiente comunista. Ele faz de tudo para usar produtos antigos da Alemanha Oriental para enganar Christiane, como pepinos Spreewald e, embora isso seja para sua mãe, há também um indício de que ele próprio está criando uma fantasia na qual gostaria de viver. Alex viveu toda a sua vida com essa barreira; portanto, a mudança drástica dos costumes alemães é difícil para ele, ao contrário de sua irmã mais velha, Ariane, que parece se adaptar ao capitalismo mais facilmente. Ariane rapidamente adota os novos ideais e estilo de vida ocidentais, mas Alex sente nostalgia de seu antigo modo de vida. A palavra alemã "Ostalgie" designa um neologismo para a nostalgia comunista, que é um tema comum em Good Bye, Lenin! Alex mostra sinais "ostálgicos" quando começa a criticar cada vez mais as próprias mudanças ocidentais.

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Recepção

Imagem: ami_harikoshi · BY · Openverse

O filme recebeu críticas fortemente positivas, sendo avaliado com 91% de aprovação no Rotten Tomatoes com base em 110 avaliações sob o seguinte consenso: "Sincero e astuto, Good Bye, Lenin! tem sucesso como sátira ao colocar em primeiro plano o pessoal antes do político, produzindo uma comédia encantadora e cheia de percepções sociopolíticas". No Metacritic, o filme possui a pontuação 68/100, com base em 32 comentários, indicando "críticas geralmente positivas". A revista Empire deu ao filme quatro estrelas de cinco, dizendo: "Uma pequena ideia engenhosa que é engraçada, comovente e - suspiro! - que faz você pensar"; a mesma revista também classificou o filme em 91º lugar na sua lista dos "100 Melhores Filmes do Cinema Mundial" em 2010. Good Bye, Lenin! é frequentemente contrastado com Das Leben der Anderen, lançado três anos depois, em 2006. Ambos os filmes retratam o legado da Alemanha Oriental, mas com tons decididamente diferentes.

Prêmios e indicações

Good Bye, Lenin! foi laureado com diversos prêmios do cinema nacional e internacional. O filme foi o escolhido pela Alemanha para ser representante do país no Oscar de melhor filme estrangeiro, mas acabou não sendo finalista. Contudo, conseguiu uma indicação ao Globo de Ouro na categoria homônima em 2003, embora perdeu o prêmio para Osama.

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Fontes consultadas

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