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Chihuahua (cão)

Chiuaua ou chihuahua é uma raça de cães indígenas de pequeno porte originária do México. É uma das menores raças do mundo, ganha em medidas com o Pequeno cão russo. Se divide na variedade de pelo longo e de pelo curto. De acordo com a Federação Cinológica Internacional, a raça é de padrão 218, inserida no grupo 9, pertencente à seção 6. Seu nome vem da região de Chihuahua no México e é descrito como extremamente delicado, afetuoso e possessivo. Assim como todo cão de luxo, como são chamados estes animais de companhia, o chihuahua não é propriamente um cão de caça, embora seja bem visto como um canino de guarda doméstico eficiente. Devido a seu tamanho e sua facilidade de adaptação, é bem tido como animal de estimação por donos inexperientes e práticos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/07/2026
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Etimologia e significado

O nome chihuahua vem do original chihuahueño, que possui, na língua espanhola, cinco diferentes significados. Por definição, este nome pode significar "lugar das fábricas", apesar de não ter sido encontrada no dialeto local antes da fundação da cidade; "junto das águas", que remeteria ao encontro de dois rios, o Sacramento e o Chuviscar, ainda que a palavra resultante seja apenas assemelhada (Ocuabahuiqui); "lugar da pedra furada", que remeteria ao conselho da vila, embora seja impossível chegar a este significado cruzando as palavras em tarahumara, dialeto local; costalera o saquería, que designava uma bolsa de couro, embora fosse mais provável designar um local no qual era possível encontrar um dado mineral; e o mais aceito como significado, que seria "lugar seco e arenoso", palavra de origem nahua, descoberta e descrita por Félix Ramos y Duarte. Outras versões apontam para a língua náuatle: "lugar onde os rios se encontram" ou "lugar seco e arenoso", esta como significado mais provável e consensual, de uma junção de "xi" e "cuahua" para formar primordialmente "cuahuacqui", palavra usada para designar seca ou qualquer coisa seca ou ainda, areia.

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Origem e evolução

Sobre a origem deste canino não existe apenas uma teoria mas várias, que variam desde a China ao Império asteca, o que gera inúmeras questões. Por alguns, são considerados serem descendentes de uma raça semelhante e antiga, um pouco maior e associada com a realeza da civilização asteca conhecida como techichi. Em decorrência disso, pode-se dizer que esta é a raça mais antiga da América do Norte, com origens mexicanas, já que o seu nome é o do estado mexicano de Chihuahua. Já para outros parece que, apesar deste animal estar ligado a nação latino-americana, tenha sido introduzido no país pelos chineses. Apesar das teorias, o que é realmente considerada é sua ligação com o techichi. Por terem sido encontradas imagens gravadas em pedras sobre esses animais, foi possível visualizar semelhanças entre elas. Alguns chegaram a afirmar que o techichi fora um animal selvagem capturado e domesticado pela civilização tolteca. A despeito disso, para aquela civilização, e apesar de não servir como cão de trabalho devido a seu tamanho, os techichis eram animais quase sagrados, com os quais as pessoas poderiam ter uma relação de amizade mesmo após a morte, e que estes os acompanhariam no além-vida. Isso significava que, quando o dono morresse, o cão deveria ser enterrado junto, fato este comprovado em tumbas encontradas na região, com homem e cão um ao lado do outro. Enquanto raça legalmente mexicana, as evidências que isso afirmam são comprovadas pelo fato de a maioria dos registros dessa antiga raça tenham sido encontrados próximos da Cidade do México. Por essas razões, especula-se que ele tenha sido criado, a partir do cruzamento do techichi, com um pequeno cão pelado que foi trazido da Ásia para o Alasca, supostamente responsável pela baixa estatura do canino. No que diz respeito a especulações, existem ainda as teorias de que o cão tenha vindo de uma ilha cubana ou do Egito, devido a ossadas encontradas serem bastante assemelhadas ao chihuahua. Todavia, estes indícios remontam a 1000 a.C e nada se sabe a respeito da semelhança das raças.

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Características

Bem como os demais cães, os chihuahuas possuem características físicas bastante similares aos de seu antepassado, o lobo. Apesar do tamanho, é ainda bastante similar a um dobermann e a um aidi, que podem pesar até quarenta vezes mais. De acordo com o padrão extraído FCI, o chihuahua deve enquadrar-se dentro das seguintes exigências para pertencer ao seguinte grupo: Grupo 9 - Cães de Companhia Seção 6 - Chihuahuas Padrão FCI no 218 - 24 de março de 2004 País de origem: México Nome no país de origem: Chihuahua Utilização: Companhia - Sem prova de trabalho

Proximidade com o lobo

A proximidade do chihuahua com seu antepassado pode ser traçada de maneira aproximada se forem considerados os achados mais antigos relacionados a raça em si. Proveninente de uma região na qual a influência ancestral não foi primeira, não é possível revelar a ligação direta, embora seja reconhecido que um pequinês é mais próximo do lobo que um golden retriever. É admitido ainda que o chihuahua possa ter sido um descendente de um cão selvagem e de um outro domesticado, levado pelo homem ao continente americano, saído da Ásia. "Nascida" no século XVIII, quando os norte-americanos ajudaram a desenvolver o chihuahua como se apresenta hoje, pode-se afirmar que este pequeno cão é uma raça moderna, produzida através de cruzamentos artificiais na busca por características específicas, neste caso, um exótico canino de colo, que "pede" pela atenção e cuidados humanos, ao passo que outros cães pequenos foram produzidos para atender as necessidades da caça, como os terriers. Em teste realizado para descobrir o grau de parentesco entre cães e o lobo, o chihuahua não participou. Contudo, por razões específicas, muitos de seus traços instintivos foram perdidos para que pudesse fazer parte de famílias como um eterno bebê.

Anatomia geral e estrutura externa

Como cão, o chihuahua é um animal quadrúpede e digitígrado, o que lhe assegura agilidade e precisão de movimentos para locomoção. É ainda um mamífero doméstico popular e pode chegar a viver em média doze anos, podendo a passar dos dezoito. Com base na classificação geral dos cães, estes pequenos animais estão incluídos na subcategoria pequena, para cães com menos de 10 kg e na subcategoria longilíneos, para caninos que apresentam seu comprimento superior a sua largura e espessura, ou seja, mais longos que robustos. Com os demais cães o chihuahua divide características anatômicas idênticas, como as patas, a mandíbula, o stop e a cauda, seja ela cortada ou não. Sua estatura está compreendida entre os 15 e os 23 cm e é proporcional a seu peso, que varia de 1 a 3 kg, tendo os exemplares menores uma melhor apreciação. Tem um crânio em forma de maçã, com o focinho curto e pontudo e olhos redondos, desproporcionais a sua cabeça. É um animal de orelhas grandes bem separadas entre si. Seu corpo é compacto, porém mais comprido que alto. Sua cauda é curvada sobre o dorso ou de lado e sua pelagem tem as cores fulvo-claro, areia, marrom, prateado e azul-aço, seja unicolor ou malhada. Este cão possui ainda duas variações, sendo encontrado com as pelagens curta e alongada e ondulada, sendo esta segunda, mais rara.

Estrutura interna

Internamente a diferença entre o chihuahua e as mais variadas raças caninas reside principalmente no tamanho. Sendo um dos menores cães do mundo, este animal, entretanto, divide as mesmas características inclusive com seu ancestral, o lobo. Exceto por sua aparente pequenez, suas estruturas óssea e muscular são idênticas, ou seja, são internamente uma constante no mundo canino. As raças, grandes e pequenas são bem desenvolvidas, o que gera iguais habilidades, embora diferentes limitações. Seus tendões são muito similares aos do lobo, bem como sua arcada dentária, desenvolvida para segurar, rasgar, cortar, morder e triturar, apesar de sua força não poder ser comparada a de um pastor-alemão. Além disso, seu sistema nervoso é idêntico ao dos demais cães, e seu cérebro, apesar de ser um dos menores no mundo canino, não sofre com o estresse da vida selvagem ou do trabalho. Sua produção glandular é igual a dos demais exemplares caninos, bem como seus coxins em suas patas, adaptados para suportarem os pesos de cada raça. Bem como nos demais mamíferos, sua pele é o maior dos órgãos e compõe a maior parte de seu sistema imunológico.

Os sentidos

Os chihuahuas, apesar de pesarem um máximo de 3 kg, são membros da família dos canídeos e possuem características semelhantes às raposas e coiotes, dividindo o físico e os sentidos com a família de predadores dos lobos. Estes pequenos caninos possuem sentidos apurados que não se perderam após os cruzamentos seletivos. Seus sentidos sensoriais — olfato, visão, audição, paladar e tato — são cinco: O olfato é um dos principais sentidos do chihuahua. Sua sensibilidade é graças as ramificações dos nervos olfativos na cavidade nasal, que chegam a ser 32 vezes maior que a de um ser humano, embora seja considerada bastante inferior que a de um beagle, descrito como um dos melhores farejadores entre os cães. Todavia, os chihuahuas dividem em algo em comum com todas as raças caninas: o sistema de identificação individual, que funciona como uma impressão digital, já que cada animal possui um grande número de fendas nasais permanentes capazes de capturarem cada cheiro individualmente. Sua audição é outro sentido bem desenvolvido, capaz de ouvir sons de alta frequência e baixo volume. Suas orelhas grandes e eretas, são direcionáveis, o que facilita a localização do som. Sua sensibilidade auditiva o permite ainda discernir palavras. No chihuahua, a audição é dita o sentido mais apurado, o que o torna um excelente cão de alerta doméstico.

Reprodução e filhotes

O sistema reprodutor canino é semelhante ao do ser humano, excluídas as particularidades. Para a chihuahua, bem como para as demais cadelas, a gestação é de sessenta dias. Por ser um animal pequeno é comum para estas fêmeas darem a luz a um número reduzido de filhotes, entre dois e três, mais raramente, quatro, embora haja relatos de chihuahuas que tenham tido seis filhotes. A fêmea ainda requer cuidados alimentares, de nutrientes ricos em vitaminas, proteínas e cálcio. Por ser chamado cão de colo e por isso tem seus exemplares menores mais valorizados, a reprodução do chihuahua é, em geral, assistida, devido ainda ao fato de ser uma raça criada para manipulação do pedigree. Seus cruzamentos são controlados e por vezes usa-se de inseminação artificial. Nos chamados cruzamentos naturais, o processo é iniciado na fase do cio da fêmea, que dura em média de quinze a vinte dias, cujo ápice da fertilidade é atingido entre os 8.º e 11.º dias. Como nas demais raças, as chihuahua nascem com um número definido de óvulos, ao passo que os machos permanecem férteis até a idade sênior.

Envelhecimento, comunicação e locomoção

O chihuahua, considerado o menor cão do mundo, vive uma média variável entre quinze e dezoito anos, o que, se comparado a cães maiores, é longa. Todavia, o processo de envelhecimento canino é ainda estudado e uma nova teoria foi elaborada para tentar explicar as variações na expectativa de vida entre as raças. Como cão de porte pequeno e miniatura de colo, o resultado obtido para o chihuahua foi a soma dos cinco primeiros anos caninos para um ano humano. A partir daí são contados quatro anos de um cão pequeno para um vivido pelo homem, ao passo que em cães maiores, de maturidade mais lenta, a tendência é de envelhecimento mais rápido. Isto é devido às diferentes fases de crescimento do cão: enquanto um chihuahua atinge seu peso máximo em geral antes mesmo dos quatro meses de idade, um mastiff necessita de, no mínimo, dezoito meses para chegar aos 60 kg, e suas exigências alimentares para o crescimento saudável são descritas como enormes. Com base nessas afirmações, pode-se dizer que o chihuahua nascido no mesmo dia e ano que um homem, tenha, cinco anos humanos mais tarde, o equivalente a 21 anos.

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Saúde

Alimentação e higiene

Os chihuahuas são carnívoros e deve-se tomar cuidado para fornecer a eles alimentação adequada e equilibrada. Ao mesmo tempo, deve-se ter cuidado para não alimentar demais esta raça pequena. Como mamífero carnívoro, o chihuahua é capaz de comer o mesmo que come um ser humano, embora seja largamente pedido que não os alimente com doces e chocolates, já que estes podem ser tóxicos, causando-lhes diabetes, obesidade e até mesmo levando-os ao óbito. Os chihuahuas com excesso de peso tendem a ter problemas com os ligamentos, colapso da traqueia, bronquite crônica e esperança de vida encurtada. Alguns potenciais compradores buscam animais extremamente pequenos. Estes podem estar doentes ou desnutridos, ou ainda, se forem saudáveis, podem ter vida curta e problemas de saúde devido ao extremo nanismo. Para que se tenha um exemplar saudável, é importante alimentá-lo apenas com sua ração (específica para seu tamanho e necessidades) ou simplesmente suas latas para raças pequenas. Outro conselho fortemente dado é que se mantenha a saúde de seus dentes, já que os chihuahuas podem viver até dezoito anos e tratamento dentário em caninos não é algo simples.

Doenças

Frutos de cruzamentos artificiais na busca por menores e mais puros exemplares, os chihuahuas desenvolveram problemas característicos, embora nem sempre específicos para a raça. A hipoglicemia, por exemplo, ocorre em decorrência da má alimentação, excesso de atividades e estresse e geralmente manifesta-se por meio de fraqueza, cansaço e dormência; A hidrocefalia é hereditária e pode ser diagnosticada através da moleira do filhote, conseguindo então ser tratada, embora não curada; A luxação da patela é o deslocamento do joelho, também doença hereditária incurável ainda que tratável; O colapso da traqueia ocorre quando esta torna-se enfraquecida e tratável com medicamentos ou cirurgia; Já o espirro reverso pode ser causado quando o cão é mal conduzido pela coleira ou pelo animal beber água rapidamente, e apresenta-se como condição momentânea, embora não tenha cura.

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Comportamento e relacionamento com o homem

De acordo com estudos sobre a inteligência canina e, principalmente, em lista elaborada pelo pesquisador e neuropsicólogo Stanley Coren, na qual divide a inteligência destes animais em três — adaptativa (capacidade de resolver problemas), instintiva (comportamento ditado geneticamente) e de obediência (capacidade de obedecer a comandos) — o chihuahua, apesar de ser considerado um cão doméstico bastante esperto, aparece no ranking na 67.ª colocação, dentro do grupo de cães de inteligência em trabalho e obediência razoáveis, o qual é composto, em maioria, por raças de pequeno porte. Estes cãezinhos são conhecidos por sua personalidade e lealdade, embora se mostrem intolerantes com crianças, até mesmo por seu diminuto porte físico. No entanto, são reconhecidamente ágeis e inteligentes dentro de seus lares, embora sejam relutantes a comandos básicos. Seu tamanho o torna um cão adaptável a diversos ambientes, incluídos apartamentos, mansões e fazendas. Como ponto negativo, os chihuahuas apresentam-se propensos a instabilidade nervosa, o que os torna excessivamente medrosos, ciumentos ou agressivos. Tal propensão requer que este animal seja bem treinado desde cedo, a fim de adaptá-lo corretamente. Em geral, é descrito como um cão afetuoso, divertido, amoroso e bom companheiro.

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Os chihuahuas na cultura humana

Presentes na sociedade humana desde a época dos toltecas, embora de forma diferente de como se apresentam hoje, os chihuahuas, além de despertarem a curiosidade do homem, despertaram também a preocupação. Para se ter um como "bebê de companhia" é preciso tomar uma série de cuidados e diversos livros têm sido lançados com capítulos inteiros explicando a necessidade de se atentar a esta miniatura canina. Por ser um animal de natureza curiosa, os conselhos vão desde os cuidados com a água em banheiros e cozinhas, até aos tratos com objetos pessoais, como brincos e maquiagem, que devem ser guardados em gavetas. Durante as tentativas de popularizar a raça, esteve a adoção dela como "garota-propaganda" de uma rede de fast-food mexicana chamada Taco Bell. Ser uma das preferidas entre as celebridades, como a socialite norte-americana Paris Hilton e outros famosos, também ajudou e ainda colabora na popularização do diminuto cão. Entretanto, em 2011, os Estados Unidos tiveram um recorde de cães miniaturas abandonados, algo talvez causado pela superexposição do cãozinho na mídia, que levou a população norte-americana a usar os chihuahuas como acessórios da moda para depois os deixar em abrigos devido aos cuidados que os pequenos cães exigem. Essa situação foi cuidada pela intervenção de uma organização local que resgatou dezenas de cães para serem adotados, sendo esta apenas a primeira operação.

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Fontes consultadas

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