Pesquisa · Mapa mental

Ansiedade

A ansiedade é uma emoção caracterizada por um estado desagradável de agitação interior, muitas vezes acompanhada de comportamento nervoso, como o de se embalar de trás para a frente. É o sentimento desagradável de terror por eventos antecipados, tal como a sensação de morte iminente. Ansiedade é um sentimento vago e desagradável de medo, apreensão, caracterizado por tensão ou desconforto derivado de antecipação de perigo, de algo desconhecido ou estranho. O medo é uma resposta a uma ameaça real ou percebida, enquanto a ansiedade é a expectativa de uma futura ameaça. A ansiedade é um sentimento de inquietação e preocupação, geralmente generalizado e sem foco, como uma reação exagerada a uma situação que é apenas subjetivamente vista como ameaçadora. É muitas vezes acompanhada por tensão muscular, inquietação, fadiga e problemas de concentração. A ansiedade pode ser apropriada, mas quando experimentada regularmente, o indivíduo pode sofrer de transtorno de ansiedade.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/07/2026
01

Causas

Imagem: Anti-Edipo · BY-NC-SA · Openverse

Esses dois aspectos, tanto a ansiedade quanto o medo, não surgem na vida da pessoa por uma escolha. Acredita-se que vivências interpessoais e problemas na primeira infância possam ser importantes causas desses sintomas. Além disso, existem causas biológicas, como anormalidades químicas no cérebro ou distúrbios hormonais. Em crianças, o desenvolvimento emocional influi sobre as causas e a maneira como se manifestam os medos e as preocupações tanto normais quanto patológicos. Diferentemente dos adultos, crianças podem não reconhecer seus medos como exagerados ou irracionais, especialmente as menores. Na grande maioria dos casos, não há como estabelecer uma causa específica aos transtornos aqui tratados. A interação entre fatores genéticos e ambientais resume a etiologia atualmente proposta e aceita.

02

Tipos de transtornos de ansiedade

Imagem: alterna ► · BY-NC-ND · Openverse

A ansiedade pode ser dividida em diversos tipos de transtornos, cada um com uma causa e um sintoma diferente, não impedindo que ambos aconteçam simultaneamente:

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

É o mais comum. A pessoa passa praticamente o dia todo ansiosa e em alguns momentos tem uns picos de ansiedade. Geralmente acontecem com um nervosismo por uma situação que não aconteceu ainda, ou simplesmente por receios.

Estresse pós-traumático

Acontece quando os sintomas de ansiedade começam a surgir após algum ocorrido na vida da pessoa que a deixou traumatizada ou marcada. Pode ser por uma perda muito grande, algum tipo de violência sofrida, por exemplo. Esses pensamentos dos momentos ruins retornam a qualquer instante, até mesmo em sonhos.

Síndrome do pânico

São períodos de crises intensas de ansiedade, que se desencadeiam por algum tipo de trauma e medo agudo. É muito comum se evitar de ficar em locais com pouco fluxo de pessoas, com medo de não conseguir ajuda durante os ataques.

Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)

Perturbação que provoca obsessões (pensamentos repetitivos) e compulsões (comportamentos repetitivos para aliviar a ansiedade causada pelas obsessões).

Fobias

São apresentações de ansiedades de maneira intensa, podendo ser elas relacionadas a um objeto ou situação, por exemplo medo de baratas (tão intenso de forma que a pessoa não pode nem sequer ver a imagem de uma barata), ou também a fobias sociais, como medo descontrolado de falar em público ou de estar no meio dele. O ser humano sempre pode apresentar algum comportamento diferenciado em alguma parte de sua vida, é totalmente normal. Os sintomas da ansiedade excessiva se apresentam quando você deixa de viver por causa de preocupações ou por medos sem fundamento. Esse tipo de problema psicológico não é algo que passa sozinho com o tempo, ele deve ser tratado. Normalmente é necessário ajuda psicológica e terapêutica para aprender a superar suas limitações e entender os seus traumas.

03

Consequências

Imagem: Luis A Ramírez · BY-NC-ND · Openverse

Em alguns dos casos, a ansiedade é capaz de intensificar o que o indivíduo está sentindo, deixando de apresentar sintomas únicos e passando a aumentar aqueles naturalmente produzidos pelo sistema nervoso. Ou seja: se a pessoa sente medo, ela sentirá muito medo; se a pessoa se sente triste, ela se sentirá muito triste; as vezes sentimentos comuns como gostar de algo ou alguém podem ter um grande impacto sobre portadores de ansiedade, e querer algo pode tornar-se uma necessidade com o passar do tempo. A ansiedade em níveis muito altos, ou quando apresentada com a timidez ou depressão, impede que a pessoa desenvolva seu potencial intelectual. O aprendizado é bloqueado e isso interfere não só no aprendizado da educação tradicional, mas na inteligência social. O indivíduo fica sem saber como se portar em ocasiões sociais ou no trabalho, o que pode levar a estagnação na carreira.

04

Pandemia

Imagem: Luis A Ramírez · BY-NC-ND · Openverse

Durante a pandemia de COVID-19 o número de pessoas apresentando transtorno de ansiedade teve um grave aumento. No primeiro ano da pandemia os transtornos de ansiedade e depressão aumentaram 25% de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Os mais afetados, segundo pesquisas, são os jovens e as mulheres. Os jovens foram totalmente afetados podendo vir a ter comportamentos suicidas e de automutilação, segundo pesquisa da universidade de Calgary, no Canadá, a ansiedade entre os jovens dobraram em comparação com os níveis pré-pandêmicos. A ansiedade entre as mulheres também se mostrou mais recorrente do que nos homens. De acordo com especialistas, o aumento dos distúrbios mentais, como a ansiedade, se deve principalmente ao isolamento social provocado pela pandemia. Uma das principais justificativas para esse aumento desenfreado é o estresse causado pelas restrições para trabalhar, estudar, buscar apoio familiar e ter uma vida social ativa.

05

Tratamento

Imagem: Ansiedad Cero · BY-SA · Openverse

O tratamento é feito com psicoterapia e medicamentos, dentre os quais ansiolíticos e antidepressivos. O diagnóstico deve ser abrangente para se elaborar um plano de tratamento com objetivos bem definidos. O tratamento medicamentoso é iniciado com ansiolíticos como, por exemplo, os benzodiazepínicos. Logo após a estabilização do paciente, o médico pode prescrever um antidepressivo para o controle da ansiedade. Outra classe de medicamentos também utilizada são a dos betabloqueadores. É sempre importante que o paciente consulte um médico, pois esses medicamentos são normalmente controlados.

Terapias Complementares

A terapia cognitivo-comportamental (TCC, REBT), são formas de psicoterapia que trazem resultados através de mudanças endógenas, transformando o indivíduo, sua personalidade e quadro psicológico.

Abordagem psicoeducativa/psicossocial

✔Quais as expectativas do paciente sobre o tratamento? ✔Qual é o papel dele no processo de melhora? ✔Liste aspectos negativos relacionados à ansiedade e aspectos positivos de estar livre dos sintomas ansiosos. Investigue barreiras ao tratamento e elabore um plano de como ultrapassá-las. Não seja autoritário: auxilie o paciente a compreender o balanço entre os aspectos negativos da ansiedade e os aspectos positivos de não sofrer mais com os sintomas. → Questione a fundamentação lógica dos pensamentos catastróficos. Pacientes com ansiedade costumam tirar conclusões precipitadas e catastróficas de pequenas coisas. Ajude o paciente a desenvolver processos para refletir sobre a fundamentação lógica dos pensamentos. Por exemplo: pensamentos de morte em ataques de pânico podem ser questionados tendo em vista episódios prévios que foram passageiros e não tiveram repercussões na saúde física.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando