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Centro de Inteligência do Exército

O Centro de Inteligência do Exército é a unidade militar responsável pelos serviços de inteligência do Exército Brasileiro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/07/2026
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História

Antecedentes

Antes mesmo de se tornar presidente, o Marechal Costa e Silva apontava a necessidade de se criar um serviço secreto mais agressivo que o Serviço Nacional de Informações. Queria que o novo órgão não se restringisse à coleta de informação, mas tivesse também privilégios de polícia. O novo serviço coexistiria com o SNI e seria estruturado a partir do antigo Serviço de Informações do Exército, chamado de 2ª Seção. Os anseios do Marechal Costa e Silva foram barrados pelo Presidente Castello Branco, que fazia parte do grupo mais brando de militares apelidado de Sorbonne, ao contrário de Silva, integrante da linha dura do regime militar. A criação do CIE foi barrada enquanto durou o governo de Castelo Branco. Mas quando Costa e Silva assumiu a presidência, a criação do serviço foi sua prioridade.

Governo Costa e Silva

Dois meses depois da posse de Costa e Silva o CIE foi inaugurado, em julho de 1967. O presidente nomeou, para primeiro diretor do órgão, o então coronel Adir Fiúza de Castro, que chefiava a Divisão de Informações (D2) do gabinete do ministro da Guerra, general Aurélio de Lira Tavares. A D2 era encarregada de monitorar indivíduos tidos como subversivos pelo governo militar. A especialidade do CIE, inicialmente, era infiltrar agentes em movimentos estudantis, sindicais ou qualquer outro não afinado com o regime. Os agentes eram treinados para que parecessem apoiadores da esquerda, e suas verdadeiras intenções eram conhecidas por pouquíssimas pessoas dentro das Forças Armadas. Por conta disso, várias vezes, sargentos a serviço do CIE eram presos pela polícia e liberados só depois de revelar uma senha combinada com os superiores.[carece de fontes?]

Governo Médici

As prerrogativas do CIE foram reforçadas quando Emílio Garrastazu Médici assumiu a presidência. Durante o governo Costa e Silva, Médici dirigia o SNI, o outro braço do serviço secreto da ditadura. Foi nesse época que o CIE, agora sob o comando do coronel Milton Tavares de Sousa, tornou-se o órgão que mais propôs censuras à televisão e à imprensa escrita. Um dos jornais mais vigiados foi o Opinião que contava com colaboradores como Fernando Henrique Cardoso e Millôr Fernandes. A intenção original do CIE era de que o jornal fosse não só censurado mas proibido de circular, o que, entretanto, não foi feito. [carece de fontes?] Durante o governo Médici, o CIE conseguiu se infiltrar numa das maiores guerrilhas antirregime, a Ação Popular através do ex-militante Gilberto Prata. Prata foi levado a colaborar mediante chantagem: caso não voltasse a fazer parte da AP, suprindo o CIE de informações, ele, sua esposa e sua irmã mais nova seriam presos. Também foi pago em troca das informações.[carece de fontes?]

Governo Itamar Franco

Por decreto de 23 de dezembro de 1992, foi alterada, a partir de 1° de janeiro de 1993, a denominação do Centro de Informações do Exército (CIE) para Centro de Inteligência do Exército (CIE), vinculando-o tecnicamente ao Estado-Maior do Exército.

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Fontes consultadas

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