Castelo de Alfaiates
O Castelo de Alfaiates localiza-se na povoação e freguesia de Alfaiates, município de Sabugal, distrito da Guarda, em Portugal.
Antecedentes
Alguns autores pretendem que a primitiva ocupação humana deste sítio remonta a um castro pré-histórico, posteriormente ocupado à época da Invasão romana da Península Ibérica.
O castelo medieval
A primeira fortificação do povoado remonta à época da Reconquista cristã da Península Ibérica, quando a região foi tomada pelas forças do reino de Leão, em fins do século XII ou início do século XIII. A tradição regista que, neste período, era conhecido como Castillo de la Luna. Embora nenhum vestígio material desta estrutura tenha chegado até nós, acredita-se que se erguia na zona elevada ao centro da atual vila, junto à Igreja da Misericórdia, conforme indicado no século XVII pelo seu alcaide, Brás Garcia de Mascarenhas. Seria composta por uma torre defendida por uma cerca em estilo proto-românico, destinada a vigilância e refúgio dos moradores.
Do século XIX aos nossos dias
Mais tarde, durante a Guerra Peninsular, Alfaiates voltaria a ter importância estratégica, juntamente com outros castelos da região, aquartelando as tropas inglesas e portuguesas que deram combate às tropas napoleónicas em retirada, sob o comando do general Massena (Abril de 1811). Posteriormente desguarnecido e abandonado, com a extinção do Concelho (1836), e possivelmente em virtude do decreto que proibiu os enterramentos dentro do recinto das igrejas em Portugal (1846), a praça de armas do castelo passou a ser utilizada como cemitério pela população da vila até cerca de 1967. No século XX, as muralhas da vila foram demolidas e grande parte de suas pedras aproveitadas para a construção das casas e do hospital (1912).
O castelo apresenta planta quadrangular com uma torre quadrangular no vértice fronteiro à vila. Esta cerca interior apresenta as muralhas parcialmente arruinadas. Uma segunda cintura de muralhas integrava torreões em três ângulos. O portão principal, apresenta-se saliente das muralhas, encimado por uma composição escultórica em estilo manuelino, composta por uma coroa régia ao centro, ladeada por duas esferas armilares e duas cruzes da Ordem de Cristo.


