Afonso XI de Castela
Afonso XI de Leão e Castela, o Justiceiro, o Implacável ou o do Rio Salado foi rei de Leão e Castela de 7 de Setembro de 1312 a 26 de Março de 1350.
Afonso XI era filho da infanta Constança de Portugal e de Fernando IV de Leão e Castela. Era por isso neto materno da Rainha Santa Isabel e do rei D. Dinis de Portugal, e neto paterno de Maria de Molina e Sancho IV de Leão e Castela. Os seus pais morreram muito cedo: Fernando veio a falecer em campanha em 1312 e Constança de Portugal faleceu um ano mais tarde, com apenas 23 anos. Assim, foi aclamado rei em Xaém em 1312, com três meses de idade. A regência foi entregue à sua avó paterna, a rainha-avó Maria de Molina, que também foi tutora da irmã mais velha de Afonso, a infanta Leonor de Castela, futura consorte de Afonso IV de Aragão. Maria seria regente do reino de 1312 a 1321, data da sua morte, e só em 1325 Afonso atingiria a maioridade e assumiria o controlo do reino. Armado cavaleiro no mosteiro real de Las Huelgas em Burgos em 1331, iniciou imediatamente um conflito contra o seu sogro Afonso IV de Portugal, que cessaria com a aliança entre os dois monarcas para a batalha do Salado. Em Guadalupe na província de Cáceres, mandou construir um grandioso mosteiro que doaria à Ordem de São Jerónimo.
Afonso XI casou-se duas vezes, o primeiro casamento com Constança Manuel, infanta de Castela, filha do seu primo e tutor, o infante João Manuel de Castela, príncipe de Vilhena, e de Constança de Aragão, realizou-se em 1325. D. Afonso acabaria por repudiar a sua esposa e encarcera-la no castelo de Toro, situado no município de Zamora, sem ter consumado o matrimónio. Posteriormente, D. Constança Manuel viria então a casar-se com o primo direito do seu primeiro marido, D. Pedro I de Portugal. O segundo casamento foi em 1328 com a sua prima direita, a infanta Maria de Portugal, filha de Afonso IV de Portugal, seu tio materno, e da infanta Beatriz de Castela, sua tia paterna. Também desde 1329 manteve uma longa paixão por Leonor Nunes de Gusmão, que lhe deu numerosa prole, e a quem terá dedicado uma cantiga de amor. Foi a verdadeira favorita do rei, que se afastou da sua família legítima para se dedicar à ilegítima. Concedeu várias terras e cargos importantes a estes, que ficariam com um estatuto próximo ao da rainha e do príncipe.
De Maria de Portugal, do segundo casamento, nasceram: De Leonor de Gusmão teve a seguinte descendência ilegítima:


