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Carlos XII da Suécia

Carlos XII, cognominado "Carlos, o Rei", e "Alexandre do Norte", foi Rei da Suécia de 1697 a 1718. Pertencia à Casa de Palatinado-Zweibrücken, um ramo da Casa de Wittelsbach. Carlos era o único filho sobrevivente de Carlos XI e Ulrica Leonor, a Velha. Assumiu o poder, após um governo interino de sete meses, aos quinze anos de idade.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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Regência e coroação

Carlos, como príncipe herdeiro teve uma educação esmerada, demonstrando grande talento, sobretudo em matemática e nas artes militares. Após a morte de seu pai, o rei Carlos XI, em abril de 1697, o país foi governando por um Conselho de Regência até 24 de novembro, quando foi antecipada a maioridade de Carlos XII, por iniciativa da nobreza sueca. Em 29 de novembro o jovem príncipe herdeiro dissolveu o parlamento. A coroação realizou-se a 14 de dezembro de 1697 na Catedral de São Nicolau de Estocolmo. Carlos XII rompeu duas importantes tradições nesse dia. A primeira foi por evitar o juramento de fidelidade mútua entre o rei e seus vassalos, e a segunda foi por coroar-se a si mesmo, sem intervenção de terceiros. Estas duas manifestações deixaram claro ante todos, que se considerava um monarca absoluto, tornando-se o único rei da Suécia a reinar como tal. O jovem monarca herdava um império edificado a partir das conquistas militares iniciadas por Gustavo II Adolfo, na Guerra dos Trinta Anos e confirmadas pelo Tratado de Paz de Vestfália; as quais seguiram-se aquelas obtidas por seu avô Carlos X Gustavo, pelo Tratado de Roskilde e por seu pai Carlos XI na Guerra da Escânia. Basicamente a política externa da Suécia no século XVII direcionava-se a obtenção do pleno controle das costas do Mar Báltico, amparada no poderio de um exército moderno e bem organizado, dotado de grandes efetivos.

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A Grande Guerra do Norte

Imagem: Bema Knowledge · BY-SA · Openverse

No outono de 1699, verificara-se o estabelecimento de uma aliança entre Dinamarca, Rússia, Polônia e Saxônia, com vistas a reverter a expansão sueca ao redor do Báltico, julgando que a ascensão ao trono de um príncipe extremamente jovem representaria um momento de fragilidade para o Reino da Suécia. A Grande Guerra do Norte teve início em fevereiro de 1700, quando um exército polaco-saxão tentou sem sucesso tomar a cidade de Riga, na Livônia. Em 20 de março do mesmo ano, Frederico IV da Dinamarca ordenou a invasão do Ducado de Holstein-Gottorp, governado pelo cunhado de Carlos XII, aliado da Suécia. Em 20 de agosto, o czar Pedro I da Rússia; que buscava estabelecer um porto no Báltico; impõe um sítio a fortaleza sueca de Narva. Carlos XII lançou-se primeiramente contra a Dinamarca, contando com o auxílio naval anglo-holandês (nações favoráveis à independência do ducado de Holstein-Gottorp). Desembarcando próximo a Copenhague, forçou Frederico IV a se retirar do conflito, assinando o Tratado de Traventhal, em 18 de agosto de 1700.

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Legado

Sua morte encerrou o período de expansão da Suécia, abrindo caminho para a ascensão do Império Russo como potência europeia. Ao término do conflito, a Suécia cedeu ao Império Russo as províncias da Carélia, Livônia, Estônia e Íngria (na qual os russos fundaram a cidade de São Petersburgo). Após os dezoito anos de guerra, o reino sueco estava economicamente arruinado e sem herdeiros diretamente ligados à tradição militar do pais, o que por um lado abriu caminho para um período de grande liberdade política e civil, com a redução de poder da monarquia e desenvolvimento do parlamentarismo. A última campanha de Carlos XII foi precursora dos anseios de anexação da Noruega, que viria a concretizar-se somente em 1814. Considerado um dos grandes estrategistas militares da história mundial, atraiu a admiração da posteridade, permanecendo até os dias de hoje como figura simbólica do nacionalismo sueco.

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