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Desjejum

Desjejum ou dejejum, é a primeira refeição do dia, consumida geralmente de manhã.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Outros nomes, grafias e etimologia

Imagem: de Paula FJ · BY-NC-SA · Openverse

Além da grafia «desjejum», este substantivo também pode ser grafado desjejua, desjejuadoiro e desjejuadouro Nos diversos países lusófonos, esta refeição é conhecida por diferentes nomes, tais como: quebra-jejum, mata-bicho (português angolano e moçambicano), almorço (galego), pequeno-almoço (português europeu) ou café da manhã (português brasileiro).

Etimologia

Desjejum vem do latim vulgar disjejunare, resultando da aglutinação dos étimos latinos clássicos dis- (ruptura; divergência; negação) e iēiūno (jejuar), significando, assim «quebra do jejum», ou seja, representa a quebra do jejum mantido durante o sono.

Línguas estrangeiras

O étimo latino disjejunare também deu origem ao francês déjeuner com o mesmo significado na Bélgica, na Suíça e no Canadá, mas não em França, onde significa almoço. Para identificar a primeira refeição tomada no dia, em francês de França, opta-se pela designação "petit-déjeuner". Em castelhano, da mesma expressão latina, surgiu a palavra desayuno, com o mesmo significado; da mesma maneira, a expressão inglesa breakfast demonstra ter um processo semelhante de formação linguística: (break, "quebrar" e fast, "jejum"). Em algumas línguas nórdicas, o desjejum é designado como "comida da manhã", (morgunmatur, em islandês e morgenmad, em dinamarquês).

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Características

A composição do desjejum varia muito com as culturas e tem variado com as modificações da sociedade, devidas ao desenvolvimento e novas maneiras de viver. No mundo rural, a primeira refeição era composta dos restos do jantar da véspera, ou de uma sopa feita com estes, servida aos membros da família que saíam cedo de casa para o trabalho ou para a escola, por vezes longe de casa. Na cidade, o desjejum é geralmente mais simples — café, chá ou leite, acompanhando algum tipo de pão com manteiga e doce de fruta, por frutas, por vezes algum tipo de suco. Outro componente desta refeição são os cereais, às vezes na forma de müsli, ou em flocos. No entanto, isto varia com os países e reflete-se na hotelaria: é comum, num hotel, ser oferecida a opção entre um continental breakfast ("desjejum continental"; pão com manteiga e algum tipo de doce) e um desjejum americano, britânico ou inglês, que pode incluir ovos, bacon, salsichas e feijões com molho doce, sempre acompanhado de café ou chá. A designação desjejum continental deriva de uma visão britânica da Europa continental como entidade separada das Ilhas Britânicas, sendo esse tipo de desjejum geralmente associado a essa parte da Europa pelos britânicos.

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Desjejum por localidade

Imagem: leosoueu · BY-NC · Openverse

África lusófona

Designa-se por «mata-bicho» ou mesmo «mata-bichar», o acto de tomar uma bebida alcoólica em jejum, logo pela manhã, ou, ainda, de se ingerir qualquer tipo de alimento ou bebida, logo ao acordar. O termo ainda se usa, se bem esteja em declínio, em zonas rurais em Portugal, sendo o termo mais comum em uso na maioria dos PALOP. A origem deste termo é problemática, de acordo com Orlando Neves, no seu «Dicionário de Expressões Correntes», que aventa a seguinte tese para a sua etimologia: «Matar o bicho provém de, em jejum, o vazio do estômago se manifestar como se dentro dele estivesse um bicho que o 'mata-bicho' mataria. A sensação de vacuidade do estômago também é comparada ao roer de ratos dentro daquela víscera.»

Portugal

Historicamente, desde o século XIV, que em Portugal a primeira refeição dava pelos nomes de parva, dejejuadouro, quebra-jejum, desjejum e mata-bicho, designações que alternavam consoante a região. De um modo geral, todas as variantes consistiam em refeições parcas e simples, que podiam resumir-se a azeitonas com pão, ou talvez até um pouco de queijo ou toucinho, em alturas de maior fartura, amiúde acompanhadas de um gole de bebidas alcoólicas fortes, por sinal, a aguardente. Eram geralmente relegadas aos trabalhadores agrícolas, antes de se irem para a lavoura. Podia haver uma sazonalidade destas refeições. Segundo alguns autores, só havia lugar a estas refeições no Verão, altura em que o trabalho começava mais cedo.

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Fontes consultadas

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