Beira (Portugal)
A Beira foi uma das seis grandes divisões históricas — comarcas, depois províncias — em que se dividia o território continental de Portugal, desde a Idade Média até ao século XIX.
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O topónimo "Beira" resulta, segundo estudiosos como Caetano de Lima, do facto de esta região "estar rodeada de água por todos os lados: o mar a poente, o Douro a norte, o Erges a nascente e o Tejo a sul". E, como "está à borda, à margem, isto é, à beira dessas águas", chamou-se e chama-se "Beira", designação que aparece pela primeira vez em 1214 numa carta régia dirigida "aos que morãtur in Beyra" (aos que moram na Beira), enquanto a expressão "Terras da Beira" (Terram de Beyria) surge na confirmação, por D. Afonso III, do foral de São João de Pesqueira.
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Na região da Beira Interior encontram-se algumas das aldeias mais pitorescas de Portugal, que se agrupam para formar a rota das aldeias históricas de Portugal, 12 aldeias reconhecidas pelo seu património cultural e paisagístico, e que tomaram parte em momentos específicos da história de Portugal. O percurso é composto pelas aldeias de Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso. A maioria das aldeias tem castelos, muralhas, fortificações e outras construções de defesa da fronteira medieval. Monsanto, no concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, recebeu o título de "aldeia mais portuguesa em Portugal" em 1928. A fortaleza de Almeida tem a forma de uma estrela de 12 pontas (duplo hexágono) com seis bastiões e um número igual de ravelins. Está rodeado por um fosso de 12 metros de largura, ao longo de um perímetro de 2,5 quilómetros. Durante o seu momento histórico, foi guarnecida por 5000 homens e tinha mais de uma centena de bocas de incêndio de diferentes calibres. Sofreu importantes cercos em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos e em 1810 durante a Guerra Peninsular após a invasão do país pela França de Napoleão.


