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Emotivismo

O Emotivismo é uma corrente filosófica na metaética que propõe que as declarações sobre moralidade não expressam fatos ou verdades, mas sim emoções e atitudes pessoais. É uma forma de não cognitivismo, que se opõe a visões que acreditam que o discurso ético pode ser conhecido como verdadeiro ou falso.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 16/08/2026

Pontos-chave

  • Declarações éticas expressam emoções, não fatos.
  • É uma forma de não cognitivismo e antirrealismo moral.
  • Juízos morais estão ligados às emoções, não a propriedades morais reais.
  • A frase "Matar é errado" é uma expressão de desaprovação, não uma verdade objetiva.
  • Enfrenta o desafio de explicar o raciocínio ético complexo.
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As Teses Emotivistas

O Emotivismo se conecta com a ideia de que nossas decisões morais são fortemente influenciadas por sentimentos, uma visão com raízes em pensadores como David Hume. Ele aceita que nossos julgamentos sobre o que é certo ou errado estão ligados às nossas emoções ("emocionismo epistemológico"), mas rejeita a ideia de que as qualidades morais em si são feitas de emoções ("emocionismo metafísico"). Assim, o Emotivismo é considerado uma forma de não cognitivismo e uma variação do antirrealismo moral, pois não acredita na existência de fatos morais objetivos. Para um emotivista, dizer "Matar é errado" é como expressar um sentimento de horror ou desaprovação, semelhante a uma vaia, e não como afirmar uma verdade universal. Essa declaração não pode ser classificada como verdadeira ou falsa.

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Críticas ao Emotivismo

O Emotivismo é alvo de críticas por parte de filósofos cognitivistas, que argumentam que essa teoria não reflete como as pessoas realmente usam a linguagem ética no dia a dia, pois acreditam que o raciocínio ético é proposicional (baseado em fatos que podem ser verdadeiros ou falsos). Um dos maiores desafios técnicos para o Emotivismo é o chamado Problema de Frege-Geach. Ele questiona como o Emotivismo pode explicar o uso de sentenças morais em raciocínios mais complexos, como em argumentos lógicos. Por exemplo, considere o argumento: Premissa 1: Se matar é errado, então persuadir alguém a matar é errado. Premissa 2: Matar é errado. Conclusão: Persuadir alguém a matar é errado. O Emotivismo teria dificuldade em explicar isso, pois pareceria que a expressão "matar é errado" na Premissa 1 (que expressa uma desaprovação geral) não teria o mesmo significado que na Premissa 2 (que expressaria uma desaprovação direta). Se os significados forem diferentes, a conclusão lógica do argumento não se seguiria das premissas, o que parece absurdo.

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