Questão Romana
A Questão Romana refere-se à disputa territorial ocorrida entre o governo italiano e o papa durante os anos de 1861 a 1929, que culminou na criação do Vaticano pelo Tratado de Latrão durante o governo de Benito Mussolini.
A conclusão da terceira guerra de independência italiana não passou sem consequências para a situação política interna. Tanto os seguidores de Giuseppe Mazzini quanto os católicos lançavam violentas acusações contra a administração moderada. A isto juntou-se a crise do governo Bettino Ricasoli (formalmente determinada por um voto de desconfiança sobre a proibição de se ter comícios sobre a lei eclesiástica) e sua substituição por um governo presidido por Urbano Rattazzi em 10 de abril de 1867. Foi neste clima político, envenenado pelas polêmicas e marcado pela crescente impopularidade do governo, que amadureceu a última empresa do partido de ação, intencionado a fazer marchar sobre Roma um pequeno exército de voluntários comandado por Giuseppe Garibaldi e a jogar a carta da insurreição popular na capital. Ainda uma vez Rattazzi assumiu uma atitude ambígua, antes aprovando tacitamente a empresa, e depois (chamado por Napoleão III a respeitar os empenhos assumidos pelo governo italiano), fazendo prender Garibaldi em Sinalunga, na província de Siena (24 de setembro de 1867) e forçando-o a estadia obrigatória em Caprera.


