Brasil de Fato
Brasil de Fato é um site de notícias e uma agência de rádio brasileira, que também possui jornais regionais no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Pernambuco. Possui uma rede nacional e internacional de jornalistas, colaboradores, articulistas e intelectuais de esquerda, sendo uma das publicações oficiais do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra(MST) e do movimento Consulta Popular.
Imagem: Brasil de Fato · BY-NC-SA · Openverse
Lançado durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, em 25 de janeiro de 2003, por movimentos populares como o MST, a Via Campesina, a Consulta Popular e as Comissões Pastorais sociais, o Brasil de Fato começou como jornal semanal político brasileiro. Em 2014, iniciou-se a produção de edições regionais do jornal. Além de ter um foco local, as edições regionais têm por objetivo alcançar a classe trabalhadora. Por isso, são produzidas em formato tabloide, e distribuídas gratuitamente nas ruas. Atualmente, existem versões regionais no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Pernambuco. A edição gaúcha do Brasil de Fato foi lançada em atividades em Santa Maria e Porto Alegre. Nesta cidade, o lançamento deu-se no Memorial Luiz Carlos Prestes, obra de Oscar Niemeyer para homenagear o revolucionário Luiz Carlos Prestes. Em 24 de junho de 2019 iniciou uma parceria com o Fotos Públicas.
Imagem: Brasil de Fato · BY-NC-SA · Openverse
Eleição presidencial de 2018
Em 20 de outubro de 2018, fiscais do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) apreenderam milhares de exemplares do Brasil de Fato que encontravam-se guardados na sede do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro) em Macaé. A publicação tinha artigos sobre as propostas dos candidatos a presidente do Brasil, Fernando Haddad (PT-SP) e Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Para recolher as edições foram enviados políciais militares que segundo o TRE-RJ, faziam parte da equipe de fiscalização. Estes agiram de forma truculenta. A ação foi presenciada pelo funcionário do Sindipetro. Na nota divulgada pelo sindicato foi informado que os agentes tentaram pular a grade do sindicato para ter acesso aos exemplares, também ameaçaram atirar na instituição, que encontrava-se fechada por estar fora do período de expediente.
Caso Jullyene Lins
Em junho de 2024, o ministro Alexandre de Moraes censurou matérias do Brasil de Fato, Folha de S.Paulo, Mídia Ninja e do portal Terra onde Jullyene Lins acusava seu ex-esposo, o presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL), de que ela teria sido agredida. Moraes reverteu a decisão no dia 19, pois a defesa de Lira pediu a retirada do material por estar sendo publicado "de forma coordenada e orgânica", o que o ministro entendeu que não procedia.


