Pesquisa · Mapa mental

Bolsolão do MEC

O bolsolão do MEC é um termo usado para se referir a um esquema de corrupção ocorrido no Ministério da Educação do Brasil (MEC) durante o governo de Jair Bolsonaro no ano de 2022.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
01

Cronologia

Antecedentes

Com a posse do presidente da república no ano de 2019, o primeiro ministro da educação à ser nomeado para o cargo foi o filósofo Ricardo Vélez Rodríguez, que permaneceu no cargo do dia 1 de janeiro de 2019 até o dia 8 de abril de 2019. Sua passagem não foi muito marcante, tirando por duas declarações polêmicas do mesmo. Em fevereiro de 2019 o então ministro requisitou às escolas de todo o Brasil que gravem os alunos cantando o Hino Nacional e que fosse lida uma carta com o slogan eleitoral de Bolsonaro. Após diversas criticas, o ministério reconheceu o erro e desistiu da ideia proposta por Vélez. Algum tempo depois no dia 3 de abril de 2019, Vélez afirmou que os livros didáticos de História deveriam passar por uma "revisão" para que as crianças "possam ter a ideia verídica, real, do que foi a sua história" e citou como exemplo o golpe de 1964. Uma "falta de expertise e gestão" levou a sua demissão no dia 8 de abril de 2019.

Escândalo

No dia 21 de março de 2022, o jornal Folha de S.Paulo divulgou um áudio de Ribeiro, no qual o ministro afirma priorizar, em repasse de verbas do Ministério da Educação, prefeituras cujos pedidos de liberação foram negociados por dois pastores que não possuem cargo no governo, o que seria feito a pedido do presidente Jair Bolsonaro. — Milton Ribeiro em áudio divulgado pela Folha de S.Paulo Estas negociações importavam principalmente aos pastores Gilmar Silva dos Santos, presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), e Arilton Moura, assessor de Assuntos Políticos da CGADB. Os mesmos não possuiam cargos políticos porém eram presentes nas agendas do ministério.

02

Investigações

Após denúncias realizadas através de registros de áudio, fotografias e relatos; alguns órgãos iniciaram investigações sobre o assunto. No dia 24 de março de 2022, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu abrir inquérito criminal contra o ministro da educação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu um prazo de 15 dias para informar se também investigará o presidente Jair Bolsonaro. O deputado Professor Israel (PV-DF) protocolou no dia 22 de março de 2022 um pedido de abertura de CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar “crimes comuns, crimes de responsabilidade e atos de improbidade administrativa na liberação de verbas públicas da educação pública”. A decisão foi apoiada por alguns colegas. Em 26 de abril, a Folha de S.Paulo publicou dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação onde os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos foram 127 vezes ao Ministério da Educação e o FNDE durante o governo de Jair Bolsonaro, mas apenas 34 desses encontros foram registrados oficialmente na agenda do MEC. Em outubro de 2022, a ministra Cármen Lúcia (STF) determinou que a Polícia Federal deve se manifestar sobre o modo como irá investigar a participação do presidente Jair Bolsonaro no caso .

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando