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Biolinguística

A Biolinguística é a ciência que estuda a língua através de uma perspectiva biológica, destacando a linguística como força motriz para o desenvolvimento da biologia. Em seu sentido estrito, proposto por Noam Chomsky e a escola da gramática generativa, coloca a língua como uma função orgânica inata à natureza do cérebro humano. Já em um sentido mais amplo, pode ser colocada como a área interdisciplinar, integradora da biologia evolucionária, Neurociência, Genética, Psicologia e Fisiologia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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História

Apesar de ser formalizada apenas no século XX, a Biolinguística teve seu conceito mencionado ainda por Leonardo da Vinci e abraçado por diversos pesquisadores influentes, tal como Darwin e Freud. O termo “Biolinguística” apenas surgiu oficialmente pela primeira vez em 1959, constituindo o título “Livro da Biolinguística” por Clarence e Muskens. Já em 1974, outro marco importante da área ocorre: Massimo Piattelli-Palmarini reúne uma conferência interdisciplinar entre linguistas, biólogos e neurocientistas em Paris, propondo o termo para designar o nome desse campo da ciência. No entanto, apenas em 1980, com um grupo de pesquisadores biolinguistas foi que ocorreu a expansão da área, integrando também os campos da linguística teórica, biologia molecular, barreiras no aprendizado da linguagem, neurologia da comunicação animal, neurolinguística, percepção de pré-linguagem de bebês e origem e evolução da língua aos seus estudos.

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Métodos de pesquisa

Diferente de outras formas de registros histórico-culturais, a língua falada é efêmera e, na ausência de sistemas de escrita preservados, falha em deixar quaisquer traços de registros materiais. Tal déficit de registros caracteriza o principal desafio acerca do estudo da biolinguística. Uma vez que os achados arqueológicos utilizados para a biolinguística são escassos, pesquisadores estabelecem a relação entre o comportamento simbólico e o surgimento da linguagem. Dessa forma, evidências de complexidade comportamental nos revelariam o status linguístico de determinado grupo estudado, como a produção de ornamentos e modificações não funcionais de objetos. A produção de objetos simbólicos é um desdobramento da capacidade cognitiva moderna, logo objetos abertamente simbólicos, tais quais imagens representativas ou placas com sinais gravados, podem ser considerados como representantes da cognição moderna, e portanto, da linguagem.

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Correntes

Apesar das discussões acerca do objeto de estudo da Biolinguística, há também a divisão entre pesquisadores quanto a como e quando ocorreu o surgimento da língua, podendo ser pontuados entre dois fortes ramos: Gradualistas e Pontuacionistas.

Gradualista

Buscando sair de uma visão antropocêntrica, os Gradualistas entendem a linguagem humana como algo que não é fundamentalmente diferente daqueles sistemas de comunicação de outros animais não-humanos. Apesar de considerar a inteligência do homem superior, reconhecem a inteligência de demais seres vivos. Dessa forma, a questão trabalhada por gradualistas gira em torno de avaliar a extensão da linguagem por graus, e não espécies de animais. Assim, deixam de lado uma visão tudo-ou-nada atribuída à característica de ser humano e exclui a ideia de que “não é sobre ter linguagem, razão, consciência: de acordo com os gradualistas, os animais podem ser mais ou menos dotados dessas aptidões ou qualidades” (Ingold, Tim).

Pontuacionista

Já essa segunda corrente assume que a linguagem deve ter surgido de forma tardia e com os mecanismos cerebrais necessários para tal completamente prontos. Assim, expressões simbólicas atribuídas a humanos não modernos são descartadas como atitudes flutuantes e exceções, deixando unicamente ao Homo sapiens a evolução cognitiva ocorrida no final do Pleistoceno. Para essa linha, o padrão ancestral conta com raras inovações e incansáveis mudanças, estas cognitivas e não simbólicas. Essas ações teriam culminado no chamado “cérebro pronto para a linguagem”, dando ao humano aptidão para a língua. Dessa forma, o estímulo que deu significado a sons vocálicos ocorreu de forma espontânea, retroalimentando as formações mentais entre som e significado.

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