Consumismo
O consumismo é um estilo de vida orientado por uma crescente propensão ao consumo de bens ou serviços, em geral supérfluos, em razão do seu significado simbólico, frequentemente atribuído pelos meios de comunicação social. O termo é muitas vezes associado à crítica do sociólogo e economista Thorstein Veblen, à cultura de massa e à indústria cultural.
A diferença entre o consumo e o consumismo é que no consumo as pessoas adquirem somente aquilo que lhes é necessário. Já o consumismo, na definição da palavra, se caracteriza pelos gastos excessivos em produtos supérfluos. A necessidade de consumo pode vir a tornar-se uma compulsão, uma patologia comportamental. Pessoas compram compulsivamente coisas de que necessariamente não precisam. O vício e a compra desenfreada são exemplos de compulsão, um consumo não movido por uma necessidade objetiva, mas por um desejo de possuir algo cujo significado é essencialmente simbólico. A explicação da compulsão de consumo talvez possa se amparar em bases históricas. O mundo nunca mais foi o mesmo após a Revolução Industrial. A industrialização agilizou o processo de fabricação, o que não era possível durante o período artesanal. A indústria trouxe o desenvolvimento, num modelo de economia liberal, que hoje leva ao consumismo alienado de produtos industrializados. Por outro lado, o setor rural entrou em decadência, onde pessoas que possuíam alta jornada de trabalho (16 horas por dia, 6 dias por semana) não ganhavam renumeração suficiente para consumir. Além disso, trouxe também várias consequências negativas por não se ter preocupado com o meio ambiente. A Revolução Industrial do século XVIII transformou de forma sistemática a capacidade humana de modificar a natureza, o aumento vertiginoso da produção e por consequência da produtividade barateou os produtos e os processos de produção, com isso milhares de pessoas puderam comprar produtos antes restritos às classes mais ricas.
Desde o início do consumismo, várias pessoas e grupos propuseram um estilo de vida alternativo, como um modo de vida mais simples (simplicidade voluntária), consciência ecológica e o uso de horta em casa. Nem todos são contra o consumo, mas a favor do consumo consciente e levando em consideração os recursos naturais do nosso planeta. O problema não é do consumo, mas, da relação que os indivíduos estabelecem com ela. Esta relação comportamental pode ser totalmente doentia. Os críticos citam que o consumismo aumenta o aquecimento global e o uso de recursos naturais de forma exagerada. Um estudo realizado pela Sociedade Americana de Ecologia chegou a conclusão que consumimos 30% a mais do que a Terra pode suportar. Os opositores consideram o consumismo como forma de controle social na sociedade moderna, onde a compra de luxos e produtos desnecessários são meios usados pela sociedade para demarcar o papel e importância de uma pessoa na mesma, descartando outros meios de identificação, como personalidade e habilidades sociais.
Thorstein Veblen
Os estudos de Thorstein Veblen consideram o consumismo (quando desnecessário) como forma de demonstrar a posição de uma pessoa na sociedade na qual vive.
Victor Lebow
Em 1955, o economista Victor Lebow comentou:
Henry Ford e Frederick Winslow Taylor
Henry Ford e outros líderes da indústria entenderam que a produção em massa significa consumo em massa. Frederick Winslow Taylor fundou a teoria taylorista, mudando a organização dos trabalhadores das empresas para aumentar a produtividade.
Warren Hern
Em um artigo publicado em 2009 na revista americana New Scientist, o epidemiologista Warren Hern comentou:
Christine Frederick
A economista Christine Frederick comenta que o único modo de sairmos de um baixo padrão de vida é consumindo livremente.
Segundo psicossociólogos, os consumidores tem o seguinte comportamento na hora de comprar um produto: Há também todo um processo de estimulo dos sentidos das pessoas que se dá no processo de compra. Para algumas pessoas o estímulo é visual, quando estas veem algo e querem possuí-lo, já outras têm o estimulo olfativo, e por fim o auditivo.
Imagem: Walimai.photo · BY-NC-ND · Openverse
Consumidor individualista
O consumidor individualista é aquele que está preocupado com seu estilo de vida pessoal. Nesse caso compra pelo desejo e prazer de ter o que quer.
Consumidor eficiente
O consumidor consome de modo eficiente, cuidando do seu bolso e do seu gosto. Costuma pesquisar preços antes da compra e zela pela qualidade dos serviços e produtos que consome.
Consumidor consciente
O consumidor acredita na possibilidade de contradanças locais e planetárias por meio distribuir para muitos e seu ato de consumo.
Consumidor responsável
O consumidor leva em consideração as informações recebidas sobre produtos e empresas. Sendo assim, não compra um produto se receber a informação dizendo, por exemplo, que ele ou empresa que o produz prejudicam o meio ambiente.


