Alfred Marshall
Alfred Marshall foi um dos mais influentes economistas de seu tempo. Seu livro, Princípios de Economia procurou reunir num todo coerente as teorias da oferta e da procura, da utilidade marginal e dos custos de produção, tornando-se o manual de economia mais adotado na Inglaterra por um longo período.
Marshall cresceu no subúrbio londrino de Clapham e foi educado na Merchant Taylor's School onde demonstrou aptidão para a matemática. Apesar de ter demonstrado interesse em tornar-se ministro da Igreja anglicana, sua trajetória bem sucedida na Universidade de Cambridge o levou a tomar a decisão de seguir uma carreira acadêmica. Tornou-se professor em 1868, especializando-se em economia política. Ele desejava melhorar o rigor matemático da teoria econômica e transformá-la numa disciplina mais científica. No anos 1870, ele escreveu um pequeno número de trabalhos sobre o comércio internacional e os problemas do protecionismo. Em 1879, muitos destes textos foram compilados em uma obra intitulada A Teoria Pura do Comércio Exterior e A Teoria Pura dos Valores Domésticos (The Pure Theory of Foreign Trade: The Pure Theory of Domestic Values). No mesmo ano, publicou em conjunto com sua mulher, Mary Payley Marshall, a Economia da Indústria (The Economics of Industry).
Em 1877, ele se casou com Mary Paley e foi forçado a deixar St. John's, mudando-se para Bristol como reitor da Oxford University College, onde trabalhou como professor de economia política. Seu primeiro livro foi escrito com sua esposa, em formato de livro didático, e tinha como objetivo servir como material de apoio para os cursos estendidos da Universidade de Oxford. Um de seus primeiros trabalhos foi uma colaboração de livros sobre questões de comércio internacional e protecionismo em meados da década de 1970. Ele escreveu um apêndice ao trabalho de Henry Sidgwick sobre comércio internacional: Teoria Pura do Comércio Exterior: Doméstica Pura Teoria do Valor. Em todas as páginas do livro principal do autor, "Princípios de Economia” publicado em 1890, Marshall apresentou uma grande hipótese neoclássica e uma expressão do conceito de marginalismo, que evidenciava claramente a sua atitude para com os britânicos. O autor em questão, enfatiza a sua insatisfação com a situação de pobreza vivida e o privilégio da classe menos abastada. Essa inconsistência levou a um entendimento do escopo da economia.
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Em 1881, Alfred Marshall começou seu trabalho econômico, os Princípios de Economia, e passou grande parte da década seguinte trabalhando no tratado. Seu plano para a obra gradualmente se estendeu a uma compilação de dois volumes sobre o conjunto do pensamento econômico. O primeiro volume foi publicado em 1890 e o segundo volume, que trataria de comércio exterior, dinheiro, flutuações comerciais, tributação e coletivismo, nunca foi publicado. A obra apareceu em oito edições, começando com 750 páginas e depois para 870 páginas e está dividida em seis livros, com vários capítulos em cada um deles. Sua principal contribuição técnica foi uma análise das questões de elasticidade, excedente do consumidor, retornos crescentes e decrescentes, a curto e a longo prazos e utilidade marginal. Muitas das ideias eram originais de Marshall, já outras eram versões melhoradas das ideias de W. S. Jevons e outros. Princípios de Economia foi a obra mais importante de sua época, já que sintetizou o seu pensamento como um dos fundadores da chamada escola neoclássica de Cambridge, que exerceu influência dominante no pensamento econômico do século XX.
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A economia de Marshall pode ser entendida como uma continuação do trabalho de John Stuart Mill, Adam Smith, e David Ricardo. Ele minimizou a importância da contribuição de outros economistas a sua obra, tais como Vilfredo Pareto e Jules Dupuit, e só com relutância reconheceu a influência de William Stanley Jevons. O método de Marshall, o qual influenciou boa parte dos economistas ingleses posteriores, consistia em utilizar a Matemática aplicada como meio de investigação e análise de fenômenos econômicos, e o raciocínio lógico e as aplicações práticas (isto é, a aplicação a partir de fatos reais) como meio de exposição desses mesmos fenômenos. Assim, considera-se que seu método analítico-matemático foi uma de suas maiores contribuições para a moderna Ciência Econômica. Com a introdução do fator tempo, na distinção entre longos períodos e curtos períodos, Marshall conseguiu determinar a importância tanto do custo de produção (para longos períodos) como da utilidade marginal (para curtos períodos), na formação do valor das mercadorias.
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Um distrito industrial, por definição, é um espaço previamente preparado para receber plantas industriais. Dessa forma, sua função, que foi abordada de forma pioneira por Alfred Marshall na obra clássica Princípios de Economia na temática de concentração de indústrias especializadas em certas localidades, era facilitar a troca de serviços entre as empresas daquela localidade. Dessarte, pressupõe-se que as empresas concentradas no distrito industrial Marshalliano respeitem uma especialização setorial, ou seja, que representem alguma fase da cadeia produtiva de um determinado setor.
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A introdução do elemento tempo, por Marshall, na teoria econômica conseguiu unir as duas mais fortes e antônimas teorias de sua época sobre o valor. Segundo a Economia Política Clássica, o valor é agregado pelo trabalho no processo de produção; é, por conseguinte, o custo de produção. Por outro lado, a Escola Marginalista entendia o valor de uma mercadoria através da capacidade da mesma em satisfazer necessidades humanas, sendo definida pela utilidade marginal.
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Marshall criou também um complicado gráfico em que ele simula a situação de um mercado competitivo de apenas um produto, ignorando eventuais substitutos ou qualquer outro efeito exterior, que ficou conhecido como modelo de equilíbrio parcial, em que o objetivo é achar o equilíbrio aonde a vontade do consumidor e do produtor se encontram.
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Nas duas décadas seguintes, ele trabalhou para completar o segundo volume dos Princípios, que deveria tratar do comércio internacional, do dinheiro, das flutuações comerciais, dos impostos e do coletivismo. Mas sua atenção obstinada aos detalhes e seu perfeccionismo o impediram de dar conta do fôlego da obra. O segundo volume nunca foi completado e muitas outras obras de menor vulto nas quais ele começara a trabalhar - por exemplo, um memorando sobre política comercial para o ministro inglês das finanças (o Chancellor of the Exchequer) na década de 1890 - foram deixadas incompletas pela mesma razão. Seus problemas de saúde foram se agravando gradualmente a partir dos anos 1880. Em 1908 ele se aposentou da universidade. Ele esperava continuar trabalhando em seus Princípios, mas sua saúde continuou a deteriorar e o projeto continuou a crescer a cada nova investigação. A explosão da Primeira Guerra Mundial em 1914 o impeliu a revisar suas análises da economia internacional.
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Marshall faleceu em sua casa, Balliol Croft, em Cambridge (Inglaterra) aos 81 anos de idade. De 1890 a 1924, ele foi o fundador respeitado da profissão econômica. Seus alunos em Cambridge tornaram-se figuras proeminentes na economia, como John Maynard Keynes e Arthur Cecil Pigou. Seu mais importante legado foi criar para os futuros economistas uma profissão respeitada, acadêmica e científica, dando o tom daquela área pelo restante do século XX. A casa, com a biblioteca, foi legada à Universidade de Cambridge, onde se encontram seus manuscritos e obras inéditas, já que sua viúva preservou a sua memória de todos os modos, fornecendo, inclusive, a Keynes notas e apontamentos de Marshall e dela própria, o que lhe permitiram escrever uma biografia conceituada sobre Marshall.==Referências==


